Curitiba: Guerra de bexigas bota animais do Parque Barigui em risco

Prefeitura alerta que evento organizado pelo Facebook pode intoxicar e até mesmo matar animais que vivem no parque.

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Segundo a prefeitura, animais podem se intoxicar ou mesmo morrer se ingerir fragmentos dos balões (Foto: Gazeta do Povo)
Segundo a prefeitura, animais podem se intoxicar ou mesmo morrer se ingerir fragmentos dos balões (Foto: Gazeta do Povo)

Organizada pelas redes sociais, a Guerra de Bexigas D’Água pode ter encontrado um obstáculo que pode impedir sua realização neste domingo (15). O evento informal que prometia movimentar o Parque Barigui com uma brincadeira infantil chamou a atenção da prefeitura de Curitiba, que emitiu um alerta sobre o risco que a guerra ofereceria aos animais que vivem no local.

Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, os pedaços de borracha que restarem das batalhas de balões podem intoxicar e até matar parte da fauna do parque caso sejam ingeridos. “O Barigui abriga aves e pequenos mamíferos que podem encontrar as bexigas ou os fragmentos e tentar ingeri-los, principalmente quando vagam pelo local no período noturno”, afirma a pasta em nota. “Além da toxicidade, os pedaços de borracha podem causar engasgos e a morte dos animais”.

O evento foi organizado pelo Facebook e, até o momento, mais de 5 mil pessoas confirmaram presença, enquanto outras 37 mil demonstraram interesse. Pelo fato de ter sido criado por uma página de humor, a prefeitura diz não ter certeza se a guerra vai, de fato, acontecer — principalmente levando em conta a previsão do tempo para o feriado, que deve ser de chuva. Ainda assim, por garantia, emitiu o alerta sobre os riscos da brincadeira.

Outro ponto que pode complicar a realização da batalha de bexigas d’água é a falta de autorização. Segundo a administração municipal, os organizadores não enviaram nenhum pedido oficial de liberação do Parque Barigui para o evento, o que é necessário em casos de utilização de qualquer espaço público. Na ausência dessa permissão, os organizadores podem ser abordados e até mesmo autuados pela fiscalização e Guarda Municipal.

Fonte: Gazeta do Povo

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