Deputados de Hong Kong proíbem comércio de marfim

A decisão era ansiosamente aguardada por ambientalistas depois de a abolição total das vendas de marfim da China ter entrado em vigor no final de 2017.

A China já foi o primeiro mercado de destino do contrabando deste material de origem animal.

“Fechar esse mercado massivo proporcionará uma oportunidade para a sobrevivência dos elefantes”, disse num comunicado Bert Wander, da organização não-governamental internacional Avaaz.

O Governo da antiga colónia britânica, que voltou à soberania chinesa em 1997, anunciou no final de 2016 a sua intenção de proibir as importações e exportações de marfim antes de 2021.

Hong Kong ainda permite a venda de produtos de marfim a partir de armazenamentos oficiais formados antes da proibição internacional deste comércio, em 1990, teoricamente apenas para o mercado insular.

As ONG acusam os traficantes de aproveitar esta legislação para desenvolverem contrabando em larga escala, ameaçando a sobrevivência dos elefantes.

“Hoje é um ótimo dia para os elefantes”, disse Alex Hoffard, do grupo WildAid Hong Kong.

Entretanto, a alteração à lei sobre a proteção de espécies de animais e plantas ameaçadas prevê a proibição do comércio do marfim em três fases, um período que poderia ser explorado por alguns e resultar na morte de um grande número de elefantes africanos, de acordo com alguns ativistas do meio-ambiente.

Inicialmente, a proibição será aplicada a armazenamentos de marfim e troféus de caça estabelecidos após 1975.

As sanções para os traficantes aumentarão e a multa máxima será elevada para 10 milhões de dólares de Hong Kong (um milhão de euros) e dez anos de prisão.

O marfim africano é muito procurado na China, onde consegue atingir até 1.100 euros o quilo, sendo considerado um símbolo de `status` social. A forte procura alimenta o massacre de dezenas de milhares de paquidermes africanos todos os anos.

Fonte: RTP / mantida a grafia lusitana original

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