PM flagrou galpão com 108 galos treinados para brigas e um “ringue” para a realização dos eventos. Fotos: Divulgação/PM

Dois são presos por suspeita de prática de rinha, caçadas e pesca irregulares

Polícia Militar do Meio Ambiente prendeu duas pessoas por porte ilegal de arma de fogo e também pela suspeita de prática de rinhas de galo em propriedade rural. As prisões, ocorridas no município de Ibiá, aconteceram após denúncias anônimas.

Conforme a PM, a denúncia dava conta da prática de rinhas no local e que o caseiro, de 42 anos, era o responsável por organizar os eventos, os quais reuniam diversas pessoas de toda a região. Além disso, era de conhecimento da pessoa que fez as denúncias de que o mesmo cometia outros crimes, como pesca irregular e caça de animais silvestres.

No local, após a autorização do suspeito, os policiais encontraram, em um galpão de aproximadamente 40 metros quadrados, 108 viveiros acoplados nas paredes e, em cada um deles, um galo da raça “índio”. Alguns apresentavam penas arrancadas e estavam sem esporas. No mesmo galpão também havia uma arena “rebolo”, utilizada para a realização das brigas entre os animais. Ainda durante as buscas, os militares encontraram diversos materiais que caracterizam a prática de rinha de galo, como esporas de plástico, materiais para a cura de aves, protetores de bico e até uma agenda contendo as anotações dos confrontos e as devidas apostas.

Enquanto a PM realizava as verificações, o “ajudante” do caseiro foi flagrado enviando mensagens a vários grupos de pessoas envolvidas com rinhas, as alertando sobre a presença da polícia no local. Ele foi detido e o aparelho apreendido.

Em continuação às averiguações, também foi encontrada uma espingarda calibre 22 e uma arma, também calibre 22, de fabricação caseira, juntamente com munições.

Ao ser questionado sobre a prática de caça de animais silvestres, o caseiro negou envolvimento. Porém, do lado de fora da residência foi encontrada a carcaça de um crânio de capivara com perfuração proveniente de disparo de arma de fogo, apontando indícios de ter sido abatida através da caça. Além disso, uma cabeça de Teiú e um calango taxidermizados foram apreendidos. Também foram localizados apetrechos como tarrafas e redes. Diante disso, suspeito revelou que realiza esse tipo de atividade para sobreviver, sendo que este é o “trabalho” dele. No entanto, alegou que “apenas” treina os animais para as rinhas.

Diante do exposto, ambos receberam voz de prisão. Foram lavradas duas autuações referentes às infrações contra o meio ambiente, sendo uma por guardar aparelhos de pesca de uso proibido para a categoria amadora e outro por armazenas partes ou produtos de animais da fauna silvestre sem a devida permissão. As aves não foram apreendidas por não estar ocorrendo a rinha no ato da abordagem. Elas ficaram sob a responsabilidade de uma testemunha.

Fonte: Jornal de Uberaba

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