Égua e filhote morrem durante parto em via pública em Olinda, PE

Animal agonizou durante horas após ter sua barriga aberta por um suposto criador.

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Através de nota, a Prefeitura de Olinda informou que a égua e o filhote já havia falecido quando uma equipe de técnicos da Secretaria de Meio Ambiente Urbano e Natural chegou ao local para fazer o resgate. (Foto: Reprodução/WhatsApp)
Através de nota, a Prefeitura de Olinda informou que a égua e o filhote já havia falecido quando uma equipe de técnicos da Secretaria de Meio Ambiente Urbano e Natural chegou ao local para fazer o resgate. (Foto: Reprodução/WhatsApp)

Ativistas denunciam a falta de assistência a animais de grande porte no município de Olinda, na manhã de hoje. Através das redes sociais, moradores do bairro de Caixa D’água, na cidade alta, relataram que desde ontem uma égua foi deixada na rua Tenente Padilha em trabalho de parto e não recebeu atendimento por parte do Centro de Vigilância Animal de Olinda (Cevao). Após um criador abrir o animal para retirada do filhote, na tentativa de realizar uma cirurgia, os animais morreram e a população ainda aguarda a remoção, que ainda não foi realizada pela Secretaria de Meio Ambiente do município, que também foi acionada.

A pensionista Glauce da Silva Pontes, de 53 anos, mora próximo do local que a égua foi deixada e conta que chegou a ligar para o Corpo de Bombeiros e para Polícia, mas nada foi feito. “Há um dia a égua estava em sofrimento e ninguém resolveu, nem prestou assistência. Não sabemos quem é o dono do animal, nem quem tentou fazer a cirurgia que acabou nessa situação lamentável, com os órgãos de fora. Fiquei chocada com o descaso porque se trata de uma vida”, diz.

A moradora afirma que é comum a presença de animais de grande porte circulando por ruas e avenidas da cidade. “Todos os dias vemos cavalos andando pela Avenida Caixa D’água, assim como em outros pontos de Olinda. É um risco porque eles podem sofrer um atropelamento e fica por isso mesmo, já que ninguém presta o socorro devido”, critica.

Defensora da causa animal, a jornalista Goretti Queiroz denuncia que casos deste tipo se repetem sem ter uma solução definitiva. “A dificuldade no atendimento de animais desse tipo é grande e convivemos neste cenário há muitos anos. Não é possível contar com atendimento veterinário. No Recife, por exemplo, a proibição de transporte de tração animal não é respeitada e em Olinda e Jaboatão dos Guararapes vemos a mesma realidade”, comenta.

Através de nota, a Prefeitura de Olinda informou que a égua e o filhote já havia falecido quando uma equipe de técnicos da Secretaria de Meio Ambiente Urbano e Natural chegou ao local para fazer o resgate. A Secretaria de Serviços Públicos da cidade foi acionada para recolher os corpos.

Ainda segundo a nota, está em fase de conclusão um projeto de lei que prevê a obrigatoriedade do serviço de recolhimento de animais em Olinda, assim como a licitação para contratar uma empresa que faça o acolhimento dos bichos encontrados soltos nas ruas do município. O órgão esclareceu que o Centro de Vigilância Animal de Olinda (Cevao) recolhe apenas animais que estejam oferecendo risco de transmissão de zoonoses à população.

Fonte: Folha de Pernambuco

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