Em 1 ano, PMA captura 1,7 mil animais silvestres em área urbana de MS – Olhar Animal
Anta capturada pela PMA em 2017, no perímetro urbano de MS. (Foto: Divulgação/PMA)

Em 1 ano, PMA captura 1,7 mil animais silvestres em área urbana de MS

Em todo ano passado, 1.742 animais silvestres foram capturados pela Polícia Militar Ambiental nos perímetros urbanos de Mato Grosso do Sul. O aumento foi de 25% em relação ao período anterior e representa uma média de 5 resgates diários, sendo a maioria de aves.

Somente em janeiro deste ano, já foram capturados 203 animais, uma média de 6,54 resgates por dia. Um dos mais recentes foi registrados na semana passada, quando uma onça-parda que causou grande alvoroço ao procurar abrigo wem um pé de jaca, no município de Dourados.

De acordo com levantamento da corporação, os animais são resgatados em árvores, em quintais e também em lugares inusitados.

“Já encontramos anta em piscina, capivara em armários, em fossa, jacarés em lagoas de tratamento de indústria, gambá em máquina de lavar, serpentes e lagartos em motores e dentro de veículos, tamanduá-bandeira em churrasqueira”, descreve o tenente-coronel, Edmilson Queiroz.

Tamanduá-bandeira capturado em residência pela PMA. (Foto: Divulgação/PMA)
Tamanduá-bandeira capturado em residência pela PMA. (Foto: Divulgação/PMA)

Na Capital, foram capturados 823 animais em 2016 e 824 no ano passado, uma média de 2,25 capturas por dia. Em janeiro deste ano, foram capturados 88 animais – cerca de 2,83 diariamente.

A captura de animais silvestres é realizada pela PMA há 31 anos. A maioria é encaminhada ao Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), localizado na Capital. Dependendo das condições dos bichos, em casos do interior principalmente, eles são soltos na natureza após avaliação de médicos veterinários e biólogos.

Resgates – A corporação disponibiliza total de 20 equipes e 20 viaturas voltadas às capturas de animais às subunidades de Mato Grosso do Sul. “Por isso, muitas vezes, a PMA é criticada pela demora no atendimento.

Veado encontrado em tanque de tratamento, no município de Anastácio, em 2017. (Foto: Divulgação/PMA)
Veado encontrado em tanque de tratamento, no município de Anastácio, em 2017. (Foto: Divulgação/PMA)

“Mas a orientação é sempre entrar em contato com nossas unidades, em casos de surgimento de animais silvestres no perímetro urbano, evitando a aproximação se houver risco, como grandes mamíferos e animais peçonhentos”, ressalta Queiroz.

A PMA realiza trabalhos preventivos, com informações sobre legislação e educação ambiental com o objetivo de combater o tráfico de animais, principalmente em propriedades rurais.

Os municípios mais críticos são Jateí, Batayporã, Bataguassu, Ivinhema, Novo Horizonte do Sul, Anaurilândia, Santa Rita do Pardo, Nova Andradina, Brasilândia, Naviraí e Mundo Novo.

Fonte: Campo Grande News

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