Ainda por uma questão cultural, aves silvestre são alvo de criminosos - FOTO: Gilberto Farias/ARQUIVO

Em média 20 aves silvestres foram apreendidas por dia em AL em 2018

Um total de 7.462 aves silvestres foi apreendido em Alagoas no ano passado. Isso dá uma média de 20 aves silvestres apreendidas diariamente em Alagoas em 2018. Os dados são do balanço anual de atividades do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA).

O balanço mostra que, ao todo, foram 14.548 animais, das mais variadas espécies, apreendidos em Alagoas durante o ano de 2018. Além desses, outros 814 animais foram resgatados.Os militares do BPA apreenderam também pouco mais de 140 kg de pescado e 119 redes.

Foram 2761 ocorrências atendidas no ano passado, uma média de sete ocorrências por dia relacionadas a crimes ambientais. Como resultado dessas ocorrências, 71 pessoas foram presas em flagrante e 468 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) foram lavrados.

De acordo com o oficial do batalhão, tenente Romeiro, ainda impera entre a população a cultura da criação de aves silvestres, o que é crime ambiental passível de multa de em torno de R$ 500 por ave apreendida e o infrator responderá pelo crime.

O militar cita espécies como papa-capim, sibite e galo-de-campina, que são comumente encontradas presas em gaiolas, que são proibidas de serem criadas em cativeiro. Em contrapartida, o militar afirma que aves como a calopsita ou o periquito australiano podem ser criadas em cativeiro.

Outro crime que o militar cita é o da caça ilegal, que é comumente praticado. Ele exemplifica com o caso do Tatu, que é um animal alvo dessa caça. O militar frisa que é crime a caça, a criação em cativeiro do animal e o transporte dele, morto ou vivo.

Cerca de 120 militares trabalham no Batalhão de Policia Ambiental (BPA)

FOTO: MARCIO FERREIRA/AGÊNCIA ALAGOAS
FOTO: MARCIO FERREIRA/AGÊNCIA ALAGOAS

Romeiro chama atenção também para outro crime ambiental, que, segundo ele, tem preocupado o BPA. De acordo com o militar, nenhuma pocilga em Alagoas tem licença ambiental para funcionar e são locais com alto poder poluente.

De acordo com o militar, a atuação do batalhão acontece em todo o Estado, atendendo denúncias e com trabalho investigativo. Atualmente, em média 120 militares trabalham no BPA, entre eles biólogos, engenheiros agrônomos e ambientais e outros especialistas.

Por Hebert Borges

Fonte: Gazetaweb

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