Imagens: Terramino

Esta startup criou um hambúrguer de salmão com o mesmo gosto e valor nutricional… sem usar salmão

Conheça a Terramino Foods, uma nova startup de tecnologia de alimentos sediada em San Francisco que está trabalhando para resolver nosso problema de frutos do mar. Esta incrível nova empresa faz parte do IndieBio, um acelerador de startups que ajuda a transformar cientistas em empreendedores, e desenvolveu recentemente um hambúrguer de salmão totalmente vegano. De acordo com um relatório da Fast Company, o hambúrguer tem o mesmo sabor e valor nutricional que um hambúrguer de salmão da Whole Foods.

A startup foi fundada por Kimberlie Le e Joshua Nixon, que começaram a trabalhar no conceito enquanto faziam o curso “Plant-Based Seafood Collider” (Colisor de Frutos do Mar à Base de Vegetais) na Universidade da Califórnia, em Berkeley. A equipe aperfeiçoou seu hambúrguer de salmão vegano durante o programa de quatro meses.

Então, como se faz um hambúrguer de salmão vegano? A Terramino Foods usou apenas ingredientes à base de vegetais, incluindo fungos Kōji e algas, além de um meio de crescimento para imitar as fibras musculares dos animais. O resultado final é um hambúrguer com menos gordura que o salmão de criação, sendo também uma fonte completa de proteína. A Terramino Foods planeja expandir para outras alternativas de frutos do mar e carne usando a mesma plataforma de fungos e espera tornar seus produtos competitivos em termos de preço para que possam chegar ao mercado.

“Nosso objetivo em escala, em alguns anos, será ter um preço abaixo de qualquer fonte de proteína de origem animal, seja frango ou peixe. Queremos ser competitivos em termos de preço em todas essas opções”, disse Le à Fast Company.

Ter uma alternativa de salmão viável e competitiva em termos de preço não apenas deixará os consumidores felizes, mas a Terramino Foods também está ajudando a salvar nossos oceanos e a vida marinha. O salmão é uma das espécies mais vulneráveis  ​​do planeta. O americano médio consome quase um quilo salmão por ano, com cerca de dois terços provenientes de fontes cultivadas na China, Noruega e Canadá. Cerca de 40 por cento de todo o peixe consumido anualmente são cultivados em fazendas aquáticas (aquafarms), equivalentes terrestres ou oceânicos às fazendas industriais onde os peixes são criados de forma altamente intensiva.

As aquafarms concentram milhares de peixes em um espaço fechado e, devido à alta concentração deles, uma tonelada de resíduos é produzida e emitida para o ecossistema marinho. Esse resíduo gera bactérias que consumem oxigênio, criando zonas de baixo oxigênio que podem levar a zonas mortas. Os peixes da aquicultura também são tratados com pesticidas e antibióticos, que também são colocados diretamente no ambiente marinho.

Não é só o salmão que está sofrendo. A pesca excessiva, a degradação do habitat e as doenças que se espalham das fazendas de salmão estão levando a um declínio nos estoques de peixes no noroeste do Pacífico. Esta é uma preocupação para as orcas residentes nessa região que se especializam na procura por espécies de salmão. Sem comida suficiente para ingerir, orcas foram encontradas na costa como resultado da fome. De acordo com um estudo conduzido e publicado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, 80 por cento dos estoques globais de peixes estão “totalmente explorados, esgotados ou em estado de colapso”. Mudar para alternativas baseadas em vegetais oferece a esperança de reverter o dano que causamos aos oceanos.

Graças a empresas inovadoras como a Terramino Foods, estamos vendo uma mudança desse sistema alimentar insustentável para um futuro melhor baseado em vegetais. Para mais informações sobre a Terramino Foods, confira o seu site.

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Por Michelle Neff / Tradução de Alda Lima 

Fonte: One Green Planet 

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