Departamento de Agricultura norte-americano não utilizará mais gatos para estudar a toxoplasmose. Animais eram eutanasiados depois de serem infetados.

EUA terminam programa de investigação que levou à morte de mais de 3.000 gatos

As críticas eram cada vez mais fortes e, com legislação recém-aprovada no Congresso, o Departamento de Agricultura dos EUA acabou por ceder. O organismo governamental anunciou que vai deixar de matar os gatos que participavam num programa de investigação científica e que nenhum animal será mais usado nestas pesquisas.

Os gatos e as crias tinham sido usados para investigar toxoplasmose, uma doença parasitária potencialmente letal, geralmente transmitida por gatos ou alimentos contaminados.

Os animais eram alimentados com carne infetada e os ovos do parasita eram depois colhidos para utilização em outras experiências. Após a pesquisa, os animais eram eutanasiados, apesar de os veterinários garantirem que a doença é tratável e que os gatos deviam ter sido adotados.

Mais de 3000 gatos foram abatidos desde que o programa foi lançado, em 1982, dizem os ativistas do Projeto de Resíduos White Coat (WCWP), com o projeto a custar mais de 22 milhões de dólares.

Em março, a legislação bipartidária, conhecida como Lei dos Gatinhos, foi introduzida no Congresso para acabar com a prática, descrevendo-a como “matança de gatinhos financiada pelo contribuinte”.

Numa declaração escrita, o Departamento de Agricultura dos EUA anunciou agora que “a pesquisa da toxoplasmose foi redirecionada e o uso de gatos foi descontinuado e não será reintegrado”.

Um dos principais opositores do programa, o deputado democrata Jimmy Panetta, disse que o anúncio mostra o que é possível fazer na política.

Os 14 gatos que sobreviveram ao programa devem ser adotados pelos funcionários do Departamento de Agricultura dos EUA. O organismo disse que a pesquisa ajudou a reduzir para metade a taxa de infeções por toxoplasmose, que é particularmente perigosa para grávidas – uma vez que pode causar consequências graves no feto – e para pessoas com sistemas imunológicos comprometidos.

Fonte: DN / mantida a grafia lusitana original

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