Genocídio de gatos continua na UFPB

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Genocídio de gatos continua na UFPB

Caso você veja ou saiba de maus-tratos cometidos contra qualquer tipo de animal, não pense duas vezes, vá à Delegacia de Polícia mais próxima para lavrar Boletim de Ocorrência. Abandono e maus tratos à animais é crime. A polêmica em torno de crimes contra animais veio a tona após levantamento Comissão de Direito e Bem Estar Animal (CDBA) do Campus I da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa, atestar que em nove meses, mais de 60 gatos foram mortos no Campus.

A denúncia de maus-tratos é legitimada pelo Art. 32, da Lei Federal nº. 9.605 de 1998 (Lei de Crimes Ambientais) e o Art. 164 do Código Penal, prevê o crime de abandono de animais para aqueles que introduzirem ou deixarem animais em propriedade alheia, sem consentimento de quem de direito, desde que o fato resulte prejuízo: A pena prevista pelo Art. 32 da Lei de Crime Ambientais é de detenção de 3 meses a 1 ano e multa. A pena prevista pelo Art. 164 do Código Penal é de detenção, de 15 (quinze) dias a 6 (seis) meses, ou multa.

A frequência mais acentuada de mortes, segundo a entidade, vem ocorrendo desde fevereiro e só de julho a setembro foram 30 gatos mortos. De acordo com o professor e vice-presidente da CDBA, Francisco Garcia Figueiredo, todos os gatos morreram em decorrência de envenenamento por ‘chumbinho’, que é um inseticida agrícola utilizado clandestinamente como raticida. “De julho a setembro foram pelo menos 30 gatos envenenados. Os casos aconteceram nas imediações do CCTA (Centro de Comunicação, Turismo e Artes) da mesma forma que as 23 mortes ocorridas em fevereiro.

Então, supostamente a mesma pessoa continua matando os gatos que vivem na UFPB e ainda não se conseguiu identificar o criminoso”, disse o professor. O professor criticou a falta de interesse da UFPB em combater a prática de envenenamento e maus tratos contra cães e gatos bem como o constante abandono desses animais na instituição. “A gente denuncia os casos à polícia para que sejam investigados e acompanhamos, tanto pela Comissão quanto pela OAB. Mas, infelizmente, a universidade não tem tomado nenhuma medida definitiva quanto a isso”, disse Francisco Garcia.

Fonte: PB Agora


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