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Grandes companhias agropecuárias estão sendo multadas por destruírem a Amazônia

O  Cerrado, uma linda savana de tirar o fôlego no Brasil, é crítico tanto para a vida animal como para a vida humana no país. Uma extensa lista de espécies ameaçadas de extinção, incluindo o tamanduá gigante, a onça-pintada e o lobo-guará chamam essa região de lar. Além disso, o Cerrado serve como fonte para metade das bacias do Brasil, tornando-se vital para os cidadãos do país.

E mesmo assim, companhias como Bunge e Cargill estão causando o desmatamento desta área e de outras por toda a América do Sul em proporções alarmantes e, em consequência, colocam as vidas de humanos e animais em perigo. Conforme várias investigações secretas feitas pela Mighty Earth revelaram, essas corporações gigantes queimam largos pedaços de floresta na preciosa savana e os tornam plantações insustentáveis de soja, tudo para produzir a soja que, na maior parte, será usada para alimentar o gado nos EUA, Europa e outros países.

A cada ano, quase quatro milhões de hectares de floresta são destruídos na América do Sul, e essas duas companhias contribuem para esta aniquilação de maneira ampla. Após anos juntando evidências para provar o impacto desastroso que as operações da Bunge e Cargill têm nos ecossistemas da América do Sul, e de infinitas exigências não atendidas para que seus negócios mudassem, o IBAMA por fim atingiu os gigantes do agronegócio com multas. Junto com várias outras companhias envolvidas no que o IBAMA chama de “Operação Molho de Soja”, a Cargill e a Bunge estão ao menos sendo responsabilizadas pelo desmatamento em larga escala com multas que totalizam $29 milhões de dólares.

Em resposta a esta ação legal, a Bunge supostamente tentou alegar sua inocência ao declarar que as compras de grãos feitas pela companhia na área onde foi multada estavam “em linha com as melhores práticas”, e que ela tinha “consultado base de dados pública sobre áreas proibidas”.

Em uma declaração à imprensa, o presidente da Mighty Earth, Glenn Horowitz, disse: “a Bunge se defende ao dizer que pensou que destruir essas áreas era legal. É claro que o governo brasileiro não concorda”. Ele acrescentou, “Mas se a Bunge desse o simples passo de proibir todo desmatamento em sua cadeia de abastecimento, ela não estaria enfrentando estes riscos de forma alguma”.

Com certeza, concordamos que a Bunge e a Cargill mereceram essa punição por seus métodos irresponsáveis de produção de soja, e, até que eles finalmente mudem (nada provável), nós esperamos que ações futuras sejam feitas para fechar esses negócios.

Se você quiser mostrar que é contra essas companhias irresponsáveis de carne e laticínios, a forma mais fácil é reduzir seu consumo de produtos de origem animal. Ao comer mais alimentos à base de vegetais e menos de origem animal, você irá boicotar a larga destruição das lindas florestas para a produção de alimentos para gado. Isso sem mencionar que você ajudará a diminuir a poluição, combater as mudanças climáticas e reduzir o impacto no consumo da água!

Para saber mais sobre como você pode causar um impacto positivo no planeta simplesmente por escolher comer alimentos à base de vegetais, confira o novo livro #EatForThePlanet. E não se esqueça de compartilhar o que você aprendeu com todos que você conhece, nós precisamos de toda a ajuda possível para salvar a Terra!

Por Estelle Rayburn / Tradução de Alice Wehrle Gomide

Fonte:  One Green Planet 


Nota do Olhar Animal: A destruição de florestas mata animais silvestres, óbvio. A vida destes animais está longe de ser aquela da visão idílica que boa parte das pessoas têm (os bichos morrem de fome, de doenças, vitimados pela predação ou por desastres naturais, comumente com grande sofrimento), mas a ação destas empresas potencializa o dano ao destruírem seus habitats. Tudo isso para sustentar os animais “de fazenda” que serão usados para o consumo humano, matança que por si só já merece repúdio. Portanto, há uma ligação direta entre o consumo destes “produtos” de origem animal e a destruição da Amazônia.

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