Imagem de bebê de orangotango abraçado a uma resgatista em floresta queimada mostra o impacto do óleo de palma

Imagem de bebê de orangotango abraçado a uma resgatista em floresta queimada mostra o impacto do óleo de palma

O futuro dos orangotangos tem sido incerto, e as circunstâncias extremas que envolvem esta questão da sobrevivência desta espécie não se tornam menos graves com o passar do tempo. O habitat natural do orangotango, as exuberantes e belas florestas tropicais nas ilhas indonésias de Bornéu e Sumatra, está sendo rapidamente destruído pela atividade humana. A área florestal por todas as ilhas reduziu-se mais de 80 por cento nas últimas duas décadas, e o principal culpado é a produção de óleo de palma. Embora muitas pessoas não estejam familiarizadas com o nome, o óleo de palma pode ser encontrado em mais de 50 por cento dos bens de consumo, como xampu, maquiagem e alimentos. Este óleo é barato e estável em prateleiras, o que o torna um ingrediente chave para as grandes companhias, mas está custando o futuro do orangotango.

Devastar as florestas tropicais para abrir caminho para as plantações de palma tem sido frequentemente associado a incêndios florestais, que representa uma ameaça iminente aos animais que se referem a estes locais como lares. Embora os orangotangos abandonem as florestas, ficam vulneráveis a serem mortos pela invasão das plantações de palma ou capturados e vendidos no comércio de animais de estimação exóticos.

Esta imagem comovente mostra um orangotango bebê que perdeu sua casa e família, abraçado a uma cuidadora que se encarregará de que este pequenino cresça.

Esta foto triste da organização Save The Orangutan foi tirada após os incêndios catastróficos na floresta tropical de Bornéu em 2015. Esses incêndios foram em grande parte atribuídos aos padrões climáticos do El Niño, que provocaram mais de 125.000 incêndios na Indonésia. Assim como as alterações climáticas agravam a intensidade dessas oscilações de temperatura inusitadas, só podemos esperar que prejuízos causados por incêndios iguais a esses aumentem. A ironia em tudo isto é que,  ao desmatarmos as florestas para a produção do óleo de palma, lançamos grandes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera, em especial no caso dos depósitos de combustão da turfa, que de maneira efetiva torna o óleo de palma cúmplice na mudança climática. Na essência, o óleo de palma induz o aumento das emissões e reduz a capacidade das florestas de sequestrar o carbono e atenuar alguns dos impactos mais prejudiciais da mudança climática, tais como flutuações meteorológicas intensas. De acordo com a Union of Concerned Scientists, o desmatamento tropical responde por cerca de 10 por cento das emissões totais do aquecimento global. Por fim, criar espaço para as plantações de óleo de palma não somente torna as áreas mais propensas a incêndios severamente prejudiciais, mas também colabora para o surgimento dos incêndios em primeiro lugar.

Esta mensagem é especialmente pertinente no âmbito do novo relatório no Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, o qual descobriu que nos restam 12 anos para reduzirmos as emissões de carbono em 40 por cento, se quisermos prevenir alguns dos piores desastres ambientais.

Estamos destruindo a última defesa do meio ambiente contra o desastre climático ao cortar florestas, e levando uma espécie que compartilha mais de 90 por cento do nosso DNA direto à extinção se continuarmos a permitir a expansão do óleo de palma. Se você estiver farto desse ciclo de destruição, pode ajudar ao remover o óleo de palma de sua vida hoje. Para saber mais sobre como fazer isso, clique aqui.

Por  Aleksandra Pajda / Tradução de Aline Alves de Amorim

Fonte: One Green Planet

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