Inquérito é concluído e não aponta maus-tratos a animais em clínica de veterinário detido em Macapá, AP – Olhar Animal
Clínica foi interditada após a invasão e prisão do veterinário (Foto: Jorge Abreu/G1)

Inquérito é concluído e não aponta maus-tratos a animais em clínica de veterinário detido em Macapá, AP

O inquérito finalizado pela Delegacia de Meio Ambiente (Dema) concluiu que não houve indícios de maus-tratos em cães na clínica do médico veterinário Fernando Mendonça Nazaré, de 39 anos. Ele chegou a ser detido em 18 de janeiro após tutores de cães em tratamento arrombarem o prédio, que fica na Zona Sul de Macapá, e encontrarem animais mortos e sujeira no local.

O delegado Sávio Pinto, titular da Dema, apontou que houve “uma grande confusão” em relação ao ocorrido no dia da prisão, onde segundo os donos dos animais, a clínica estava com mau cheiro, e com ração, fezes, urina, além da pata de um cachorro, espalhados pelo chão.

VÍDEO: Situação da clínica encontrada logo após a invasão de clientes

O médico dormia na própria clínica no momento da invasão, e alguns clientes relataram à época a dificuldade em manter contato com Fernando, que estaria há dois dias sem responder às ligações. Savio explicou que o veterinário trabalhava à noite e descansava durante o dia.

“A clínica foi depredada e ele foi injustamente apresentado preso. Apuramos que nunca houve maus-tratos, o que houve foi uma amputação de pata. E a amputação é diferente de mutilação. Quem amputa é o veterinário para cuidar do animal, é a intervenção cirúrgica”, explicou o delegado.

Sávio Pinto, delegado titular do Meio Ambiente (Foto: Jéssica Alves/G1)
Sávio Pinto, delegado titular do Meio Ambiente (Foto: Jéssica Alves/G1)

Sobre a sujeira e os animais mortos na clínica apontados pelas testemunhas, o inquérito detalha que essa função é da Vigilância Sanitária, que interditou o local após o caso. Na oportunidade, o órgão identificou que o estabelecimento não possuía licença obrigatória de funcionamento.

“A lei de crimes ambientais pune o mutilar, não o amputar. Há um elemento subjetivo que é o dolo, a vontade consciente de praticar a conduta. Só posso punir por maus-tratos quando há a intenção de cometer e seguramente não houve”, completou Sávio, após ouvir médico, testemunhas e os clientes.

Materiais cirúrgicos infectantes precisam ser removidos da clínica pela vigilância (Foto: Upac/Divulgação)
Materiais cirúrgicos infectantes precisam ser removidos da clínica pela vigilância (Foto: Upac/Divulgação)

No dia seguinte da prisão, a defesa do médico, explicou que “houve precipitação no ato das pessoas que estavam revoltadas e manipulação da cena”. Ele defendeu que o local não estava do jeito que foi encontrado pela polícia e que foi invadido pelos clientes.

“O que se espera de uma clínica veterinária? Um cachorro saudável? Um gato saudável? Não. Os animais que lá estão, estão porque estão doentes. É um animal que muitas vezes precisa amputar uma pata, uma cauda, precisa sofrer uma intervenção cirúrgica para retirada de um câncer. E qual o cenário que se encontra? Não se vê um animal feliz, saltitante, se vai encontrar isso”, finalizou o delegado.

Fonte: G1

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