Interrupção no atendimento no Centro de Bem Estar Animal de Mogi das Cruzes (SP) preocupa tutores de animais

Interrupção no atendimento no Centro de Bem Estar Animal de Mogi das Cruzes (SP) preocupa tutores de animais

Um grupo de pessoas que teme que os serviços do Centro de Bem Estar Animal, em Mogi das Cruzes, sejam suspensos se reuniu para uma manifestação em frente à Prefeitura nesta sexta-feira (14). Porém, a Secretaria Municipal de Saúde afirma que o Centro de Bem Estar Animal não será fechado.

De acordo com a Prefeitura, a empresa terceirizada que é responsável pelo atendimento, mandou um comunicado nesta quinta-feira (13) para a Prefeitura avisando que não iria mais trabalhar.

VÍDEO: Pessoas fazem manifestação por medo da falta de atendimento veterinário em Mogi das Cruzes

A Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (Anclivepa) é a empresa contratada pela Prefeitura que deixou de prestar o serviço. “Dentro do convênio existe uma cláusula que ele tem que cumprir o que foi acordado e, infelizmente, isso não aconteceu. A Prefeitura está tomando medidas cabíveis para entrar com uma medida judicial para que eles retornem imediatamente o atendimento”, explica a secretária adjunta de saúde, Rosângela Cunha.
Para não fechar as portas ao público a secretaria colocou dois veterinários de outro setor para fazer o atendimento em medida emergencial.

Segundo os usuários, como o atendimento começou a ser feito em esquema emergencial, a população está com medo de ficar sem.

“Estourou para o lado mais fraco da corda, que são os animais. Essa parte administrativa tinha que ser resolvida antes de acontecer tudo isso”, conta a aposentada Susan Thommazo.
Karina Pirillo, presidente da ONG Adote Já, acompanhou a manifestação. “Muitos animais estão morrendo porque não têm atendimento.”

Para muitas pessoas, como Maria Lucia da Silva Andrade, a clínica veterinária pública é a única alternativa de atendimento. Ela cuida, em casa, de 149 cachorros e 37 gatos. “Eu sou pobre, não tenho dinheiro para pagar clínica. Lá é o único meio que nós temos para exames e clínica. Se fechar as portas, vamos ser prejudicados.”

O centro tem dois consultórios e centro cirúrgico e faz uma média de 3 mil procedimentos por mês. “O problema é em relação a pagamento. Na verdade, existe uma prestação de contas que a associação entrega para uma comissão da Prefeitura, que avalia e, se apontar algum erro, a associção pode entrar com recurso para uma reavaliação e, se for pertinente, vão pagar. Acontece que a associação não entrou com nenhum recurso e a Prefeitura não pode pagar. É ilegal”, completa Rosângela.

Por William Tanida

Fonte: G1

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