Investigação lançada após filmagem da violência nas terras de fazendas leiteiras

Investigação aberta após filmagem da violência nas terras de fazendas leiteiras do Reino Unido

Muitos apologistas da carne prezam a crença de que os animais mantidos como o gado podem ser tratados tão bem, senão melhor, do que os animais de estimação dos humanos. A ideia de que os animais criados para o abate vivem uma vida relativamente livre de dor e medo pode ser reconfortante. Infelizmente, a crença de que os animais só são maltratados no final de sua estada no matadouro está longe da verdade, pois a demanda por produção em massa leva a um tratamento cruel inimaginável.

A mentalidade longe das vistas e longe do coração recebeu um choque do sistema esta semana, conforme a organização RSPCA anunciou que iria investigar uma fazenda britânica, depois que uma filmagem escondida surgiu mostrando vacas e seus bezerros sendo selvagemente espancados com as mãos nuas e objetos sem corte, alimentados à força, e arrastados através do chão.

A filmagem, feita pelos ativistas dos direitos dos animais da organização Surge, supostamente foi feita na fazenda C.J & G.R Carnell, em Buckinghamshire, no Reino Unido. Até agora, a fazenda tem, talvez sem surpresa, se recusado a comentar sobre o vídeo. Embora a fazenda alegue que ainda não viu a filmagem, é uma desculpa estranha, pois ela divulgada há mais de um ano.

Foto: Surge Activism / Facebook

“A filmagem aqui observada mostra não apenas uma violação flagrante da segurança desses animais, mas aponta para as questões sistêmicas mais amplas encontradas em toda a indústria leiteira”, disse o codiretor da Surge Ed Winters, que passou a dizer que o vídeo expõe “a separação de bezerros recém-nascidos de suas mães”.

A filmagem chamou a atenção da RSPCA, que não considerou a representação horrível com ânimo leve.

A gerente nacional de mídia da RSPCA, Sara Howlett, disse sobre vídeo: “Esta filmagem é angustiante e estamos olhando para ela. Encorajamos qualquer pessoa com preocupações sobre o bem-estar dos animais a entrar em contato conosco pelo 0300 1234 999 o mais rapidamente possível para que nós ou a autoridade competente possamos agir sobre a informação e aliviar qualquer sofrimento potencial”.

Enquanto é fácil pôr a culpa nos ombros dos trabalhadores envolvidos, quando os animais são vistos como propriedade, casos de agressão como este são frequentes e inevitáveis. Não importa quanta culpa se possa colocar sobre os trabalhadores envolvidos, a indústria leiteira cria empregos que dependem da crueldade.

É hora de todo o sistema ser julgado.

Por Sander Gusinow / Tradução de Fátima C. de G. Maciel

Fonte: One Green Planet

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