Jacarés sofrem maus-tratos no Recreio dos Bandeirantes, no Rio

Os animais são amordaçados por arames e plástico há 5 anos.

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Essa espécie é considerada ameaçada e corre risco de extinção (Foto: Divulgação/Linha Verde)
Essa espécie é considerada ameaçada e corre risco de extinção (Foto: Divulgação/Linha Verde)

Os jacarés que vivem no Canal das Tachas, na comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio, estão sofrendo maus-tratos há, pelo menos, 5 anos. O principal objetivo é negociar a carne do animal.

De acordo com pesquisadores do Instituto do Jacaré, 2 jacarés-do-papo-amarelo foram encontrados amordaçados por arames e plástico. Acionado, o Corpo de Bombeiros foi ao local na quarta-feira (30), mas não conseguiu fazer o resgate dos animais, pois não havia equipamentos necessários. Segundo o biólogo do Instituto do Jacaré, Ricardo Freitas, pessoas estão caçando rotineiramente mesmo com o parque sendo fiscalizado.

A Patrulha Ambiental e o Instituto do Jacaré, conseguiram resgatar um dos animais nesta quinta-feira (31). Após a retirada do fitilho, que exercia pressão na mandíbula superior do jacaré de 2,2 metros, ele foi encaminhado ao Parque Chico Mendes, onde foi solto em seu habitat natural. Vale salientar que essa espécie é considerada ameaçada e corre risco de extinção.

O outro animal, que está com as 2 mandíbulas presas e com uma garateia no esôfago, subiu o canal, impossibilitando o resgate. Segundo o biólogo Mário Moscatelli, essa situação é um crime contra a fauna e a saúde pública.

O principal problema é a falta de fiscalização pelos órgãos responsáveis. Uma quantidade grande de jacarés mortos está aparecendo no canal constantemente dentro e fora das unidades de conservação.

Há 7 meses, a BandNews FM já havia denunciado a situação em que um jacaré-do-papo-amarelo foi resgatado na região com ferimentos.

O Linha Verde, programa do Disque Denúncia do Rio específico para denunciar crimes ambientais, que ajudou no resgate do animal, solicita que a população que continue denunciando ilícitos ambientais em todo o Estado do Rio por meio dos telefones 2253-1177 (capital) e 0300-253-1177 (interior).

Fonte: Band News FM Rio

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