Pet shops de Mogi das Cruzes passam a ser obrigados a filmar banho e tosa de animais — Foto: Reprodução/TV Diário

Lei exige que estabelecimentos de Mogi das Cruzes (SP) que oferecem serviço de banho e tosa deverão filmar o procedimento

Os estabelecimentos que oferecem serviços de banho e tosa de animais em Mogi das Cruzes têm até 5 de março para se adequar à lei que exige que eles ofereçam câmeras de monitoramento para registrar o serviço.

VÍDEO: Lei municipal exige que empresas de banho e tosa tenha câmera de monitoramento, em Mogi

Os animais não precisam de privacidade na hora do banho. Os tutores até preferem que todo o processo seja monitorado. “É uma segurança a mais que a gente tem com o nosso animal. E caso haja alguma intercorrência também. A veterinária pode mostrar a filmagem e explicar o que aconteceu. Isso passa segurança para a gente”, avalia a auxiliar de enfermagem Elaine Penteado.

Há três anos, um pet shop de César de Sousa faz o monitoramento de todo o serviço. Isso inclusive já serviu para os donos do local. “Já teve cliente que alegou que tinha acontecido alguma coisa no banho e tosa e o animal estava mancando. Com as imagens, a gente conseguiu provar que não aconteceu nada. Eu já conheço os meus profissionais, mas muitas vezes o cliente que está trazendo o seu pet não conhece”, conta a empresária Natália Rosinha.

O projeto de lei foi aprovado por unanimidade na Câmara Municipal de Mogi e sancionado pelo prefeito. Desde então, os fiscais da prefeitura estão visitando os estabelecimentos do ramo a fim de informar e conscientizar os empresários sobre a nova legislação.

O objetivo da lei é garantir uma proteção maior aos animais e também aos responsáveis pela prestação do serviço de banho e tosa. Com as imagens, fica mais fácil comprovar como o serviço foi prestado.

A tecnologia poderia explicar a morte de um cachorro morto durante uma sessão de banho e tosa em Mogi das Cruzes. Na época, a dona do animal registrou um boletim de ocorrência como prática de abusos a animais. Além da dor da perda, a família ainda gastou dinheiro para descobrir exatamente as causas da morte. O laudo feito por um laboratório particular da capital mostrou que Téo morreu por complicações causadas por asfixia.

A dona do animal é parente do vereador que levou o projeto de lei para a Câmara Municipal. “Quem estiver interesse de acionar o serviço e estiver em um petshop que não for legalizado, e tem interesse em acionar, ele liga para o 156, liga para o local e vai uma equipe até o local para averiguar o que realmente ocorre”, destacou o vereador Emerson Rong.

O valor da multa para quem não se adequar é de R$ 2,5 mil e o telefone para denúncias é 156.

Fonte: G1

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