EUA testes rabbits 1194x800 H

Lei para banir testes em animais para cosméticos nos EUA está próxima

Tradução de Ana Lidia

EUA testes rabbits 1194x800

Há décadas, ativistas pelos direitos dos animais de todo o país se juntaram para impedir o uso de animais em testes de ingredientes e produtos cosméticos. Um a um, grandes empresas de cosméticos se comprometeram a por um fim ao uso de animais para testar os cosméticos e, na sequência, a questão desapareceu do debate público por anos.

Contudo, a portas fechadas e longe dos olhos da crítica pública, empresas de cosméticos continuaram a colocar substâncias químicas na pele e nos olhos dos animais, a fim de testarem novos ingredientes que poderiam ser utilizados para criar os mais avançados e maravilhosos cosméticos.

Não foi antes de a União Europeia aprovar uma lei para eliminar gradualmente a produção e venda de cosméticos testados em animais que uma mudança global começou a surgir. A questão está de volta aos holofotes públicos nos Estados Unidos e finalmente chegou a hora de finalizarmos o que começamos há anos.

A Lei de Cosméticos humanos

A campanha nos Estados Unidos “#BeCrueltyFree”, liderada pela Humane Society of the United States (Sociedade Humanista dos Estados Unidos) e a pela Humane Society Legislative Fund – HSLF (Fundo Legislativo da Sociedade Humana), está trabalhando com o grupo bipartidário de legisladores para fazer dos Estados Unidos o próximo mercado “cruelty-free” (livre de crueldade).

Com a introdução da Lei de Cosméticos Humanos por Martha McSally R-AZ, Don Beyer D-VA, Joe Heck R-NV e Tony Cárdenas D-CA, nós estamos agora um passo mais perto. Se aprovada, esta legislação tornará ilegal para qualquer um realizar ou delegar testes de cosméticos em animais nos EUA. Ela também eliminará gradualmente a venda de cosméticos se o produto final ou qualquer dos componentes tiver sido desenvolvido mediante o uso de testes em animais.

As empresas de cosméticos dos Estados Unidos já devem utilizar métodos alternativos de testes, a fim de manterem-se na conformidade com a eliminação dos testes em animais em outros mercados. Dos 13 maiores países importadores de cosméticos americanos, oito – o que representa 80% do valor comercializado nos Estados Unidos – já tomaram medidas para eliminar testes em animais para cosméticos ou estão considerando a elaboração de legislações.

Ainda, além dos 28 estados membros da União Europeia, a proibição de testes e venda está sendo posta em prática na Índia, Israel e Noruega. A Nova Zelândia e o estado de São Paulo (Brasil) também proibiram o uso de animais em testes de cosméticos, com ajuda da Humane Society International, e a legislação vem sendo estudada em vários países ao redor do mundo.

Países com 1,7 bilhões de consumidores já exigem cosméticos “cruelty-free”. Vivemos num mercado globalizado e empresas globais de cosméticos já encontram essa exigência pelo mundo afora. Com a recente aprovação da legislação no Canadá para o fim de testes em animais, e sendo os Estado Unidos a maior indústria cosmética mundial, a América do Norte está numa posição única de influenciar uma mudança que irá contribuir para um impacto duradouro no ocidente.

Empresas de cosméticos podem seguir criando novos e inovadores produtos ao aderir à proibição de testes em animais. Há milhares de ingredientes com histórico de uso seguro no mercado disponíveis para a indústria cosmética.

Estes ingredientes permitem que mais de 600 empresas “cruelty-free” na América do Norte criem novos produtos, permanecendo fiéis aos seus valores. Para novos ingredientes, um comprovado número crescente, os testes não-animal estão a cada ano mais disponíveis. Estes métodos de testes oferecem informações seguras, o que é mais relevante à saúde pública, e frequentemente proporcionam consideráveis economias de custos para empresas.

Cresce o apoio aos cosméticos “cruelty-free”

Não é surpreendente que a Lei do Cosmético Humano tem recebido apoio de mais de 140 empresas do setor de produtos de cuidados pessoais, incluindo LUSH, Coty, The Body Shop, Paul Mitchell e Seventh Generation. Nossa campanha #BeCrueltyFree tem a satisfação de ter o apoio público pelo fim do sofrimento desnecessário que os animais tem que suportar nos testes para cosméticos, incluindo o endosso de famosos “amantes dos animais”, tais como Kesha, Jenna Dewan-Tatum e Ricky Gervais.

Assim como alguns anos atrás, recentes pesquisas mostram que o público apoia plenamente os esforços de eliminar os testes em animais para cosméticos. Uma pesquisa de 2013, encomendada pela HSUS e HSLF, descobriu que 73% dos eleitores americanos aprovariam a elaboração de uma legislação pelo Congresso que eliminasse gradualmente novos testes em animais para produtos cosméticos e ingredientes.

De acordo com a pesquisa Nielsen 2015, 57% das pessoas que responderam à pesquisa disseram que o mais importante no cosmético é o alerta na embalagem de “não testado em animais” e 43% disseram que eles pagariam mais por produtos “cruelty-free”.

A aprovação da Lei de cosmético humano, que poupará os animais de um sofrimento desnecessário, faz sentido para as empresas que desejam ver o alinhamento global das políticas de cosméticos e para os consumidores que desejam finalmente ver um fim à crueldade para fins de cosméticos.

Apoie a companha americana #BeCrueltyFree USA, demandando aos seus legisladores apoiem a lei de cosmético humano.

Fonte: One Green Planet

Os comentários abaixo não expressam a opinião do Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.