Lobo levou uma injeção com anti-inflamatórios e antibióticos. (Foto: Aline Lopes / G1)

Lobo-guará resgatado em área urbana de Vilhena (RO) é solto em reserva indígena do MT; veja vídeo

Um lobo-guará de aproximadamente 1m voltou para a natureza nesta quarta-feira (27) após ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros em um terreno baldio no Bairro Residencial Florença, em Vilhena (RO), no Cone Sul do estado. O animal foi soltou na reserva indígena Nambikwara, localizada no município de Comodoro (MT).

Vídeo: Lobo-guará resgatado em área urbana de Vilhena, RO, é solto em reserva indígena do MT

Moradores do bairro acionaram o Corpo de Bombeiros após encontrarem o mamífero na noite da última terça-feira (26). Uma equipe foi ao local e verificou que ele estava preso entre um muro e um bloco de tijolos, com sangramento no focinho.

“O resgate foi bem complicado porque ele é muito agressivo e grande. O que facilitou um pouco é que ele estava prensado, virado com as patas para cima. Amarramos as pernas dele e o prendemos na nossa jaulinha”, relembra o sargento Eduardo Herrmann.

Devido ao ferimento, o lobo-guará precisou ser examinado por uma veterinária da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma). A profissional, Fabiane Tietz, explica que teve que aplicar uma injeção com anti-inflamatório e antibióticos de longa ação.

“Se fosse um animal doméstico, daríamos uma segunda dose daqui cinco dias, mas como provavelmente não o veremos mais, ele deve sarar nesse período. Além disso, ele perdeu alguns dentes tentando sair da jaula. Por isso, vai ter alguma dificuldade na mastigação, mas nada que não possa se adaptar”, complementa a veterinária.

Segundo o Corpo de Bombeiros, não é comum ver esse tipo de animal silvestre na cidade. A instituição ressaltou ainda que, nesses casos, a população não deve realizar a captura sozinha.

Mamífero foi capturado e colocado em uma jaula. (Foto: Aline Lopes / G1)

Risco de extinção

De acordo com o Fundo Mundial para a Natureza (WWF, sigla em inglês), o lobo-guará está na lista das espécies ameaçadas de extinção.

Ele é um animal típico do Cerrado e o maior canídeo da América do Sul, podendo atingir até 1m de altura e pesar 30 kg.

Apesar do porte imponente e da alcunha de “lobo”, é tímido, solitário e praticamente inofensivo, preferindo manter distância de populações humanas.

Usa suas presas para se alimentar de pequenos animais, como roedores, tatus e perdizes, além de frutos variados do Cerrado como o araticum e a lobeira.

O animal pode ser encontrado também na Argentina, Bolívia, Paraguai, Peru e Uruguai.

Por Aline Lopes

Fonte: G1

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