Macau: Encerramento da Anima poderá acontecer dentro de seis semanas

O presidente da Anima afirmou que a organização de protecção e defesa dos animais poderá fechar as portas dentro de seis semanas porque o apoio atribuído pelo Governo não é suficiente para “o equilíbrio orçamental”. De acordo com a Macau News Agency, Albano Martins diz que as 3,8 milhões de patacas que a Anima recebe da Fundação Macau não são suficientes para a subsistência de 700 cães e gatos, quando as despesas anuais chegam a cerca de 10,5 milhões de patacas.

“A Fundação Macau não permite um excedente no final do ano. Se tivermos um excedente, temos de devolvê-lo à Fundação Macau. Mas quando há um défice, o financiamento do ano seguinte não pode ser usado para compensar o passivo do ano anterior”, havia já explicado Albano Martins ao Macau Daily Times.

“Estamos a prestar um serviço público que deveria ser feito pelo Governo”, considera o dirigente, comentando que, ainda que o Executivo reconheça a Anima como “uma empresa de utilidade pública”, seria de esperar que desse mais apoio às actividades da associação.

Outro dos desafios que a Anima enfrenta actualmente é conseguir manter o apoio financeiro por parte da Wynn Resorts, o segundo maior contribuinte a seguir à Fundação Macau, depois de Steve Wynn, interessado assumido em direitos dos animais, ter deixado a liderança da operadora.

Caso um novo pacote financeiro não possa ser rapidamente negociado, Albano Martins afirma que vai considerar o encerramento da Anima no próximo mês. Quanto ao futuro das centenas de animais que a associação acolhe actualmente, mantém-se desconhecido.

O presidente da Anima admite não haver uma obrigação legal de intervenção do Governo, mas deve o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais assumir a responsabilidade caso a associação feche portas. Se assim for, provavelmente custará muito mais do que os 10,5 milhões de patacas de orçamento anual da Anima – que pede apenas metade desse valor.

Fonte: Ponto Final / mantida a grafia original

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