Mais da metade das denúncias feitas ao Centro de Zoonoses de Feira de Santana (BA) são decorrentes de briga entre vizinhos

Mais da metade das denúncias feitas ao Centro de Zoonoses de Feira de Santana (BA) são decorrentes de briga entre vizinhos

Responsável pelo controle de doenças transmitidas entre animais e humanos, o CCZ (Centro Municipal de Controle em Zoonoses) realiza um trabalho intensivo em Feira de Santana no atendimento a solicitações feitas pela comunidade. O objetivo é identificar e se necessário apreender animais que sofrem maus-tratos, zoonoses ou animal agressor.

Só em 2018, 729 vistorias foram feitas pelo órgão, com 58 apreensões de maus tratos, 13 apreensões de suspeitas de raiva e 10 apreensões de animais agressores. No entanto a preocupação é a quantidade de denúncias inverídicas feitas pela comunidade, mais de 50% dessas relacionadas a brigas entre vizinhos.

“Isso é um grande problema que dificulta o nosso trabalho. Das 729 vistorias, 439 se enquadravam em brigas entre vizinhos, que nada tinha a ver com doenças ou problemas condicionados a saúde do animal”, informa a coordenadora do CCZ, Mirza Cordeiro.

De acordo com Mirza, o órgão tem recebido muitas ligações para atendimento veterinário clínico ou cirúrgico, hospedagem de animais, entre outras solicitações que não é de competência.

“As pessoas passam pela rua veem qualquer animal e liga para o Centro, é importante entender que o papel do CCZ é recolher o animal com zoonoses, ou seja, aquele que possa causar algum risco para sociedade”, ressalta.

Competência do CCZ

Entre as competências do Centro Municipal de Controle em Zoonoses estão o controle de animais sinantrópicos, a exemplo os escorpiões e pombos; a realização de diagnóstico laboratorial de zoonoses; a vacinação antirrábica; o programa de leishmaniose; recolhimento e transporte de animais, quando este apresentar risco a saúde pública.

A comunidade tem um papel importante ao prestar informações que colaborem para efetividade do serviço. Ao encontrar quaisquer irregularidades pode-se fazer contato através do número 3614-3613 ou pelo aplicativo Fala Feira (156).

Fonte: Acorda Cidade

Os comentários abaixo não expressam a opinião do Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.