Mergulho de cavalo: 21 fotos antigas do cruel 'esporte' esquecido

Mergulho de cavalo: 21 fotos antigas do cruel ‘esporte’ esquecido

A ideia de se jogar de uma plataforma de mergulho de 21 metros é o suficiente para manter algumas pessoas paralisadas no chão. Jogar-se dessa mesma plataforma em cima de um cavalo é uma façanha somente para os realmente corajosos e loucos.

É exatamente isso que algumas pessoas fizeram durante o início do século XX em um esporte conhecido como mergulho de cavalos. Tal esporte peculiar, que parecia atraente somente para os caçadores de emoção extremas, incluía montar no dorso de um cavalo e depois persuadi-lo a pular de uma plataforma, mergulhando de cabeça em uma piscina bem distante.

“Cavalos mergulhadores” teve origem na década de 1880 a partir de uma ideia de William “Doc” Carver, um homem mais conhecido por se apresentar no Wild West Show de Buffalo Bill Cody como um atirador de elite do que como um mergulhador olímpico. Carver teve a ideia enquanto cruzava uma ponte sobre o rio Nebraska’s Platte. Com Carver ainda montado, o cavalo pulou da ponte, inspirando a ideia dos cavalos mergulhadores.

Enquanto o próprio Carver não via um futuro participando do esporte, ele treinou cavalos e convenceu a sua filha a treinar.

O novo esporte contou com um público nas calçadas de cidades turísticas populares como Atlantic City, New Jersey, onde as multidões estavam ansiosas por entretenimento ao vivo. Sonora Carver, esposa do filho do William Carver, Al, iria se tornar a mergulhadora mais famosa do esporte, atuando regularmente no Steel Pier de Atlantic City nas décadas de 1920 e 1930. Por fim, ela também perderia sua visão por conta de um acidente de mergulho, enquanto sua carreira inspiraria um livro e filme da Disney “Mergulho em uma Paixão” (Wild Hearts Can’t Be Broken).

Embora acidentes ocorressem, era mais comum o cavaleiro correr risco do que o cavalo. Ex-amazona de mergulho, Sarah Detwiler Hart, recordou quanta confiança era necessária entre o cavaleiro e o cavalo: “Eles iam quando estavam preparados… Eu não gostaria de estar em um cavalo que estivesse agitado. A minha vida dependia daquele cavalo fazendo aquilo tranquilamente, então não havia dispositivos elétricos ou alçapões ou algo assim durante o meu tempo.”

Durante a década de 1970, o mergulho de cavalos começou a perder popularidade com os ativistas dos direitos dos animais demandando o fim da prática. Houve, no entanto, um pequeno empurrão para trazer os cavalos de mergulho de volta à Atlantic City em 2012, mas foi rapidamente descartado por defensores do bem-estar animal.

A única exposição de mergulho de cavalos ainda em operação hoje, está localizada em Lake George, Nova York.

Para ver como eram os cavalos mergulhadores em 1923, veja o vídeo abaixo:

Fotos: Peter Stackpole/The LIFE Picture Colletion/Getty Images

Por Joel Stice / Tradução de Débora C. T. Barros

Fonte: Ati


Nota do Olhar Animal: A exploração de animais para entretenimento continua fazendo vítimas diariamente em circos, zoológicos, etc. Em rituais, atrocidades mais violentas ainda permanecem, causando danos comumente fatais. A barbárie contra os bichos só piorou desde que este “esporte” foi extinto. Aliás, diferentemente do que diz a matéria, o que mais fica evidente não é a “coragem” ou “loucura” de quem praticava esta atividade e sim a absoluta covardia destas pessoas ao submeter um cavalo a uma situação como esta. Covardia similar à praticada em rodeios, vaquejadas e touradas.

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