Animal foi devolvido à natureza (Crédito: MPE/AL)

Morador de Penedo (AL) entrega jiboia para FPI do São Francisco

A equipe de Fauna da Fiscalização Preventiva e Integrada da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (FPI do São Francisco) recebeu uma jiboia que mede cerca de 2,5 metros nesta quarta-feira, (14). A bióloga e veterinária Ana Cecília disse que um homem entregou o animal dizendo que ele foi encontrado em Penedo.

Segundo o relato do popular, ele teria evitado que a população o matasse.A jibóia é dócil e uma espécie tipica da região. “Se ela não se sentir ameaçada, ela não apresentará nenhuma risco para as pessoas”, explicou a servidora do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA).

A partir desta quinta-feira, toda entrega voluntária deve ocorrer diretamente na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) em Maceió. A Equipe Fauna deixou de receber porque concluiu a logística de soltura e destinação dos animais resgatados nessa edição da FPI.

“Caso as pessoas tenham alguma dificuldade para entregar na sede do IBAMA, podem pedir ajuda para o IMA [Instituto do Meio Ambiente de Alagoas]. Basta informar a quantidade a ser entregue, o horário e o veículo utilizado para facilitarmos o translado até Maceió”, explicou a coordenação da Equipe Fauna.

Embalagens de agrotóxicos

Pela primeira vez, a FPI do São Francisco promoveu o recebimento itinerante de embalagens vazias de agrotóxico. A atividade de educação ambiental ocorreu nesta quarta-feira e resultou na entrega de 544 recipientes plásticos de polietileno de alta densidade e seis quilos de embalagens flexíveis.

“A atividade já vem sendo desenvolvida há alguns anos pela Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas [Adeal] e pela Associação dos Distribuidores e Revendedores de Agroquímicos de Alagoas, que atua como central de recebimento de embalagens de agrotóxicos em Maceió. As secretarias municipais da agricultura e/ou de meio ambiente são parceiras no recibimento. As ações crescem a cada ano, envolvendo um número cada vez maior de municípios”, explica Fátima Figueirêdo, engenheira agrônoma da Adeal.

A Equipe de Educação Ambiental também promoveu duas palestras sobre o tema junto a produtores rurais na Cooperativa Pindorama, que apoiou a iniciativa da FPI.

Pesca predatória

Nos últimos dias de operação, as ações de fiscalização de pesca no Rio São Francisco ganharam força, principalmente no combate à utilização de técnicas e petrechos proibidos, que configuram a pesca predatória.

Ontem foi a vez da Equipe Aquática da FPI atuar nas proximidades do Município de Traipu. Os agentes públicos realizaram a apreensão de 123 covos ilegais e 1.220 metros de redes com malha inferior ao permitido pela Portaria IBAMA nº 18/2008, que autoriza o uso do equipamento a partir de 10 cm de comprimento entrenós.

No decorrer da ação, foi realizada a soltura, no próprio Rio São Francisco, de aproximadamente 1500 espécimes de camarões salvos das armadilhas. A FPI também fez a doação de 67 quilos de peixes diversos para a Paróquia Nossa Senhora do Ó, no Município de Porto Real do Colégio. A Fiscalização os recolheu após eles serem capturados irregularmente.

Apreendeu-se ainda 12 embarcações a motor utilizadas para a prática de ilícitos ambientais e um conjunto de equipamento de mergulho (pé de pato, máscara, snorkel, espingarda e arpão), para pesca subaquática, que é proibida nos termos da Portaria Interestadual IBAMA AL/SE nº 01/1997. Ao todo, os agentes públicos da força-tarefa lavraram 12 autos de infração, totalizando R$ 25 mil em multas, e conduziram 12 pessoas para Delegacia Regional de Arapiraca após serem flagradas cometendo crimes ambientais. A Equipe Aquática é formada por servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis, Instituto do Meio Ambiente de Alagoas, Batalhão de Policiamento Ambiental e Agência Fluvial de Penedo (Marinha do Brasil). Foram utilizadas 4 embarcações pertencentes aos órgãos integrantes.

Fonte: Ascom MPE-AL via TNH1


Nota do Olhar Animal: Convencionou-se chamar de “predatória a pesca que excede limites estabelecidos por lei. Porém, na acepção da palavra, toda pesca é predatória. O peixe sofre a predação de humanos e, moralmente, não há distinção entre a pesca ilegal e a aceita pela Justiça e defendida por ecologistas. Para a vítima da ação danosa, pouco importam as razões de seus algozes.

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