Morte de onça é trágico espetáculo para os curiosos

Morte de onça é trágico espetáculo para os curiosos

O caso da onça-pintada que foi encontrada morta na BR-262, cerca de 75 km de Miranda, no fim da tarde de ontem (19), está chamando a atenção não só pela tristeza que é ver um animal morto, mas pelo comportamento das pessoas que passaram pelo local e puderam ver o corpo do animal na rodovia.

A primeira imagem que a Equipe do Jornal O Pantaneiro obteve foi do casal Cristina Moreira (Posto Pioneiro) e José Eduardo da Rocha que estavam voltando de uma fazenda na região por volta das 17h. O casal relatou que viu no meio da pista o animal atropelado e outro da mesma espécie ao lado, já sem vida, e outro, da mesma espécie, ao lado.

O casal não saiu do carro, fotografou o animal atropelado sem sair do carro. Já outras pessoas que presenciaram a cena foram um pouco mais longe. O que já pode ser ver nas redes sociais é uma “chuva” de pessoas sorridentes ao lado do cadáver de uma animal silvestre, o maior felino de todas as Américas.

Ao que parece as pessoas perderam um pouco do sentimento. Muitas fotos com pessoas sorrindo, puxando as orelhas do animal sem vida. Será que essas pessoas também fazem fotos desse tipo em algum velório por aí?

De acordo com informações do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, que desenvolveu um aplicativo para monitorar os casos de atropelamentos de animais nas rodovias, 15 animais são atropelados por segundo nas rodovias brasileiras, mais de mil por dia. Os animais de grande porte, como é o caso da onça-pintada, representam cerca de 1% desses números.

As rodovias são importantes caminhos de comunicação entre os municípios que compõem o Brasil, sendo difícil imaginar como seria possível manter o abastecimento e a integração do país sem elas. E exatamente por conectar as localidades de um país com dimensões continentais, as rodovias atravessam extensas áreas naturais, cruzando todos os biomas brasileiros, o que torna os atropelamentos de animais silvestres, até certo ponto, inevitáveis.

Fonte: O Pantaneiro

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