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MS: Após denúncias, CCZ de Três Lagoas admite falhas sobre orientação na causa de animais

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No dia 28 de setembro de 2012, com denúncias entregues pelo presidente da Amamais, Beto Araújo, o Promotor do Meio Ambiente, Antônio Carlos Garcia de Oliveira, instaurou um inquérito e entrou com uma ação na justiça contra a prefeitura de Três Lagoas, que que foi julgado pela Juíza Aline Beatriz de Oliveira Lacerda, em 2015, condenando o município a implantar algumas medidas no CCZ – Centro de Controle de Zoonozes. De acordo com o processo, 13 novas medidas devem estar sendo tomadas pelo Centro de Controles de Zoonoses (CCZ). A decisão judicial partiu após denúncias do presidente da AMEMAIS de Três Lagoas, vereador Beto Araújo.

Em matéria divulgada ontem (22), segundo denúncias do vereador Beto Araújo (PSD), o pecuarista, Odair Xavier de Matos, esteve no CCZ para obter informações de como proceder para os quatro filhotes de gatos que foram recolhidos na rua por sua esposa – cuidados e alimentados – mas a resposta que obteve de uma funcionário foi: “Amanhã cedo a gente já elimina. Porém fique tranquilo porque hoje usamos anestesia. Se o senhor quiser outra opção, procure o vereador Beto Araújo”, acusa o vereador.

O jornal Midiamax de Campo Grande, publicou no dia 22 de outubro, um vídeo onde uma mulher chega com uma caixa de gatinhos, querendo deixa-los lá para doação. Sendo orientada a levar para o Vereador Beto Araújo pois não podem ser mais deixados no local ou podem ser sacrificados.

Resposta CCZ de Três Lagoas

De acordo com veterinário e responsável pelo CCZ, Christóvam Tabox Bazan, o trabalho de recolhimento é realizado somente com o pedido e autorização do dono do animal. Geralmente, esta ação ocorre, por exemplo, quando o cão não está mais sadio ou apresenta leishmaniose em fase terminal.

Segundo ele, houve uma reunião, onde foi explicado a todos os funcionários os novos procedimentos realizados pelo CCZ. “O homem que está na filmagem divulgada na internet, trabalha no departamento de serviços gerais, e não está autorizado a dizer, nem explicar, pois não foi treinado para isso, e sim, para avisar e encaminhar as pessoas ao administrativo do CCZ”, comenta.

Christóvam relata que outra reunião será feita, para que não volte a acontecer erros como esse. E destaca que há entidades e ONGs de proteção aos animais, que pegam gatos e cachorros para doação, pois o canil do CCZ não está pronto para uso dos animais.

Sentença

O principal ítem trata da implementação de programas de controle reprodutivo de cães e gatos, de forma permanente, a disposição da população comprovadamente carente, por se tratar de serviço essencial à saúde pública. Bem como na promoção de medidas protetivas, por meio da identificação, registro, programas de adoção de campanhas educativas, nos termos da Lei Estadual nº 2990/2005. O prazo é de 90 (noventa) dias, sob penas de multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 100 mil reais.

Fonte: Expressão MS

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