Naturatins alerta população para não domesticar animais silvestres

A fiscalização do Escritório Regional do município de Lagoa da Confusão, recebeu o pedido para o recolhimento de um macaco-prego.

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Foto: Naturatins/Governo do Tocantins
Foto: Naturatins/Governo do Tocantins

O Centro de Fauna (Cefau), do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) orienta a população para não retirar qualquer representante de espécies de animais silvestres da natureza. Reforça ainda que caso seja encontrado algum filhote perdido ou um animal silvestre ferido que o órgão ambiental seja comunicado imediatamente pelos números 3218-2677, Linha Verde 0800 63 11 55, ou em quaisquer um dos 15 escritórios regionais, para que todas as providências sejam tomadas, no sentindo de manter o animal vivo e em segurança. 

Na última semana, a fiscalização do Escritório Regional do município de Lagoa da Confusão, cidade a cerca de 120 km de Palmas recebeu o pedido para o recolhimento de um macaco-prego. O chamado ocorreu em virtude de um acidente, quando a família fez a entrega voluntária. O animal foi recolhido depois de ser mantido por 12 anos em cativeiro, sendo alimentado de forma totalmente errada e ainda mantido preso a uma corrente.

Conta o biólogo do Naturatins, Eder Jofre Alves Wanzeler, que o animal foi recolhido em Lagoa da Confusão e encaminhado para o Cefau, localizado em Palmas. “O Naturatins foi acionado em razão de um acidente, quando um macaco que era mantido preso por uma família, mordeu, ferindo gravemente, uma criança”, esclareceu.

Segundo o profissional vale ressaltar a importância de não manter animal silvestre em cativeiro, pois o mesmo pode transmitir várias doenças e causar acidentes graves à pessoa que o retém. “O animal silvestre em contato prolongado com humanos, acaba por ter alterações naturais no seu comportamento. Pois adquire hábitos humanos, o que dificulta a reintrodução dos mesmos no ambiente natural”, esclareceu.

A supervisora da Fauna do Naturatins, a veterinária Grasiela Pacheco, explica que muitas pessoas, ao encontrar um filhote de primata, acha o animal bonito, dócil e muito atraente devido às características próximas ao ser humano. Mas segundo ela, quanto maior as semelhanças, maior é a facilidade na transmissão de zoonoses por meio do convívio próximo.

A gestora disse ainda que esses primatas, enquanto filhotes, atraem pela doçura, mas com a maturidade sexual, o extinto selvagem aflora, e com o manejo equivocado, podem ficar agressivos e ocorrer acidentes.

Confinamento

“O incidente ocorreu devido ao contexto em que o animal se encontrava, o confinamento gera estresse, pois a liberdade é o maior bem do ser vivo”, afirmou à veterinária.

Na visão da supervisora, outro fator relevante, é a questão nutricional, porque além da dificuldade em reproduzir os alimentos encontrados na natureza, é necessário conhecimento técnico. A alimentação inapropriada também resulta em problemas de saúde e sofrimento aos animais.

Fonte: Portal Amazônia

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