No AP, fotos mostram recuperação de animais resgatados após maus-tratos

Cães e gatos ganharam uma segunda chance sob cuidados de voluntários. ONG Anjos Protetores busca novos lares temporários e doações.

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No AP, fotos mostram recuperação de animais resgatados após maus-tratos
Animais maltratados recebem cuidados de voluntários e se recuperam (Foto: Milene Diniz/Arquivo Pessoal)

Após serem resgatados, animais maltratados no Amapá ganharam uma segunda chance de recomeçar uma vida longe das agressões. Tentando chamar a atenção para a violência praticada contra animais e os custos com o tratamento deles, a ONG Anjos Protetores mostra como cães e gatos se recuperaram após ajuda de voluntários.

A instituição também busca novos lares temporários e pessoas para fazerem doações financeiras e para adotarem animais vítimas de maus tratos.

Jovino Falcão foi encontrado após receber pauladas e chutes (Foto: Alana Feijão/Arquivo Pessoal)

O gato Jovino Falcão, de 7 meses, foi resgatado em dezembro de 2016 pela estudante Alana Feijão, de 23 anos, na rotatória da Rua Jovino Dinoá com a Rodovia JK, na Zona Sul de Macapá. Ele foi vítima de chutes e pauladas, que deixaram fraturas por todo o corpo.

Levado imediatamente ao veterinário, ele teve hemorragia nos primeiros 6 dias, lutando para sobreviver. Uma campanha nas redes sociais conseguiu dinheiro para ajudar no tratamento de Jovino, com cirurgia e medicamentos. Ele levou cerca de 3 meses para se recuperar.

“Eu passava cerca de 3 horas para conseguir dar papinha para ele, pois ele não tinha movimento nenhum no maxilar. Agora o Jovino se alimenta sozinho e tem uma vida de ‘super gato’. Eu adotei ele e eu posso dizer que ele é o meu grude. Ele é um ser especial e cada dia ele me ensina a amar e a ser grato por tudo na vida”, comentou Alana, emocionada.

Fueltech se recuperou de fungos, verminose, anemia e desnutrição (Foto: Alana Feijão/Arquivo Pessoal)

Também resgatado pela estudante Alana Feijão, o gato Fueltech, de 7 meses, foi abandonado no abrigo da ONG ainda filhote, junto com os irmãos, em novembro de 2016. Ele estava gripado, com fungos e verminose, além de anêmico e desnutrido. Com a lotação do abrigo na época, ela foi lar temporário para abrigar o animal até que ele encontrasse um novo canto.

“Depois de 2 meses em tratamento, ele ficou totalmente recuperado. Foi para a feira de adoção de gatos da ONG e foi adotado, porém um mês depois ele foi devolvido, com traumas na pele e muito arisco e medroso. Ele foi castrado e já está socializado novamente. Ele é extremamente carinhoso”, explicou Alana.

Fueltech mora temporariamente com Alana e está disponível para adoção. Na casa dela também moram outros 10 gatos como lar temporário e 5 cães, além da “família de humanos”, como ela afirma.

Bebel ganhou de volta os movimentos das patas traseiras, que havia perdido com a ‘síndrome do cão nadador’ (Foto: Maitê Duarte/Arquivo Pessoal)

Abandonada em uma caixa de papelão em frente ao abrigo da ONG em novembro de 2016, na mesma época que Fueltech, Bebel, de cerca de 6 meses, foi adotada pela internacionalista Maitê Duarte, de 25 anos, que de início seria um lar temporário.

Debilitada, a cachorra foi diagnosticada com a “síndrome do cão nadador”, que a deixou sem os movimentos das patas traseiras, provocando dificuldades de locomoção, além de feridas por se arrastar, carrapatos, pulgas e anemia.

Com ajuda do marido Tiago Luedy, Maitê leva desde então Bebel para sessões de fisioterapia e atualmente a cadela já tem forças para se locomover com as patas traseiras. Uma conquista para a família adotiva.

“Não imaginávamos o quanto ela mudaria as nossas vidas e embarcamos nessa aventura. A cada sessão de fisioterapia, ela nos mostrava que era uma guerreira e iria voltar a andar (e mesmo que fosse diferente, nós a amaríamos da mesma forma). Hoje, quando olhamos para ela e recordamos da mudança de rotina que tivemos que fazer, a adaptação da casa e a dedicação exclusiva a ela para que ela evoluísse e se sentisse amada, vemos que valeram muito a pena”, contou Maitê, que mostra o progresso do tratamento em uma página no Facebook.

Apollo teve rosto atacado por sarna infecciosa, mas já se recuperou (Foto: Milene Diniz/Arquivo Pessoal)

Cuidado pela policial militar Milene Diniz, de 37 anos, Apollo não se parece em nada com o gato que foi resgatado há 2 meses em Macapá. Ainda filhote, ele foi abandonado com sarna em frente à casa de uma família que já têm gatos. Sem condições financeiras e sem espaço, eles pediram ajuda de voluntários.

“Apesar de eu estar cuidando de muitos animais, decidi pegar esse gato porque esse tipo de sarna debilita e vai matando o animal aos poucos. Com uma semana de tratamento, alimentação e cuidados, a sarna já foi reduzindo. Animais vítimas de violência e com histórico de doença são sensíveis, melindrosos e precisam de um lar especial. Tenho a esperança de que uma família possa adotar, amar e cuidar do Apollo como ele merece”, disse Milene.

Atualmente, Apollo, que tem cerca de 9 meses, está em lar temporário, morando na casa da policial, está totalmente recuperado da sarna, castrado e deve participar da próxima feira de adoção da ONG.

Branquinho teve que retirar o olho esquerdo para continuar vivo (Foto: João Paulo Belo/Arquivo Pessoal)

O voluntário João Paulo Belo, de 33 anos, fez o resgate de Branquinho no dia 17 de fevereiro, na praça Chico Noé, no bairro Laguinho, na Zona Norte de Macapá. Ele foi deixado durante a chuva, na praça, por um carro que não foi identificado. Ele tem cerca de 4 meses de idade e recebeu o nome de voluntários da ONG Anjos Protetores, antes de ser adotado.

Internado por uma semana, ele teve que passar por cirurgia para retirar o olho esquerdo, que estava ferido, provavelmente lesão adquirida em algum acidente. Levado para um lar temporário, onde recebeu cuidados especiais, Branquinho foi se recuperando durante 15 dias e, no sábado (18), foi adotado por uma moradora de Santana, a 17 quilômetros da capital.

“Ser voluntário é algo que tem que vir do coração, amar muito o animal e ter muita força de vontade. Fazemos isso porque amamos muitos e somos uma equipe bem unida pela causa”, comentou Belo.

Voluntariado

“A ONG Anjos Protetores cuidou da parte financeira e da alimentação. Mas o tratar e o cuidar foram com o voluntário. Porque se não tiver voluntário que faça isso, separadamente, não tem como o animal sobreviver porque no abrigo são muitos cães e gatos. Esse tipo de resgate precisa de uma atenção especial e são esses voluntários que dão essa atenção especial é que fazem a diferença”, comentou a presidente da ONG, Laudenice Monteiro.

Entre as principais dificuldades da instituição está o financiamento do tratamento dos animais resgatados em perigo. Para receber doações, a ONG abriu uma conta virtual. Para mais informações e para se tornar um lar voluntário, o contato da Anjos Protetores é (96) 99110-1585.

Fonte: G1

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