Tartaruga sendo atendida na Unidade de Estabilização, em Praia Grande (Foto: Kaio Nunes/ Instituto Biopesca )

Nova unidade fará o tratamento de animais marinhos em Praia Grande, SP

Instituto Biopesca inaugurou a Unidade de Estabilização nesta semana. Local receberá animais vivos resgatados entre Praia Grande e Peruíbe.

Os animais marinhos encontrados vivos entre Praia Grande e Peruíbe, no litoral de São Paulo, poderão ser destinados à nova unidade de estabilização do Instituto Biopesca, associação da sociedade civil sem fins lucrativos. O novo espaço poderá atender os animais, que antes eram encaminhados para outras instituições, e auxiliar no processo de reabilitação para a volta à natureza.

A estrutura da sede da Instituição, no Canto do Forte, foi adaptada e equipada para o atendimento inicial dos animais resgatados vivos durante o monitoramento realizado pela organização. O local possui ambulatório, sala de exames e a sala de estabilização para que eles recebam o atendimento veterinário e um tratamento intensivo.

“Já trazíamos para cá todos os animais marinhos mortos para análises. Agora, trazemos os animais vivos que estiverem debilitados para atendimento veterinário. Eles sempre chegam e precisam estabilizar o quadro clínico. Eles ficam o tempo necessário para que tenham condições e estejam aptos para a reabilitação”, explica o médico veterinário Rodrigo del Rio do Valle, coordenador geral do Biopesca.

Atobá recebendo cuidados no Instituto Biopesca, em Praia Grande (Foto: Kaio Nunes/ Instituto Biopesca)
Atobá recebendo cuidados no Instituto Biopesca, em Praia Grande (Foto: Kaio Nunes/ Instituto Biopesca)

De acordo com ele, após os cuidados no Centro, eles poderão voltar ao ambiente natural, se apresentarem boas condições, ou serão encaminhados para um Centro de Reabilitação. Já em casos de óbito, a sede também é estruturada para realizar a necropsia dos animais.

Segundo o Instituto Biopesca, o maior número de animais encontrados, tanto vivos quanto mortos, são as tartarugas e as aves marinhas. “Resgatamos em torno de 70 animais por mês, entre mortos e vivos. Desde o início do projeto, em 2015, já foram 3.500 animais atendidos, sendo em torno de 300 a 400 animais vivos, na região desde Praia Grande até Peruíbe”, explicou Valle.

Com a nova unidade, novos profissionais também foram contratados para suprir a demanda. A ideia é que o atendimento dos animais seja feita de forma mais rápida e eficiente. “Esse vai ser um centro de referência para essa região toda no caso do atendimento de animais marinhos. Antes, o centro mais próximo era de Guarujá. Agora temos o local em Praia Grande”, finaliza o veterinário.

Gaviota recebe cuidados médicos no Instituto Biopesca, em Praia Grande (Foto: Kaio Nunes/ Instituto Biopesca)
Gaviota recebe cuidados médicos no Instituto Biopesca, em Praia Grande (Foto: Kaio Nunes/ Instituto Biopesca)

Por Mariane Rossi, G1 Santos

Fonte: G1

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