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Ocorrência de tráfico revela área de abandono de cães mortos em Matão, SP

Cinco cachorros foram encontrados pela PM ao lado da Vicinal Clito Bastia. No começo do mês, oito gatos e dois cachorros morreram envenenados.

SP matao caesmortosCinco cachorros foram encontrados mortos em um mesmo ponto de Matão (SP) nesta semana. Eles estavam ao lado da Vicinal Clito Bastia e foram localizados durante a averiguação de uma denúncia de tráfico de drogas. Segundo a ONG São Francisco de Assis e o Departamento de Meio Ambiente, é a segunda ocorrência do gênero na cidade nos últimos dias. No começo do mês, oito gatos e dois cachorros morreram envenenados no São Judas Tadeu.

Os cães localizados agora não apresentavam ferimentos e podem ter sido atropelados ou envenenados e abandonados no local. “A princípio, achei que era um só, mas fui encontrando outros”, disse o policial militar que achou os animais.

Ele explicou que não registrou o boletim de ocorrência porque estava envolvido na apuração do caso de tráfico e não havia nenhuma parte – proprietário ou suspeito – no local, mas fez questão de divulgar para a imprensa na esperança de que surjam informações sobre o crime. “Dá dó. É crueldade”, resumiu.

Segundo a diretora de Meio Ambiente, Maria Bellintani, muitos animais são atropelados nas imediações da vicinal, principalmente com o aumento gradativo do número de veículos na cidade, mas esse não é o único problema. No começo de junho, vários cachorros e gatos foram envenenados em série. “Em um dia foram dois, no outro três, e ao todo foram 10, todos no São Judas Tadeu”, disse.

Ela relatou ainda que outra questão na cidade é o uso de cachorros de grande porte na caça a porcos do mato. “Recebemos ligações de pessoas que encontram animais muito machucados em áreas de mata. Nesses casos, a gente desconfia de caça”, afirmou a diretora.

Registros

Bellintani e Maria Solange Lopes, presidente da ONG, explicaram que muitas vezes é difícil identificar o responsável pela morte dos animais, o que reforça a importância de registrar o caso na polícia para que ocorra uma investigação.

Foi o que elas defenderam junto aos moradores do São Judas Tadeu. “Fomos até os donos e conversamos com eles para que registrassem o boletim de ocorrência, que é uma forma de incentivar a polícia a investigar”, contou Solange.

Fonte: G1

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