ONG Salve Um Gatinho fez 261 resgates de animais em três anos em Santa Cruz do Sul, RS

ONG Salve Um Gatinho fez 261 resgates de animais em três anos em Santa Cruz do Sul, RS

A ONG Salve Um Gatinho celebra em novembro três anos de atuação em Santa Cruz do Sul e comemora as vidas salvas durante sua caminhada: são 261 gatos resgatados no período. A voluntária Candice Meinhardt Duarte Silveira explica esse número seria muito maior nas ruas hoje, levando em conta que as fêmeas entram no cio a cada quatro meses, podendo gerar uma média de cinco filhotes a cada gestação. “Em seis meses, cada filhote já atinge a maturidade sexual e está apto a se reproduzir, então essa conta vai longe”, ressalta.

Criada com o objetivo principal de retirar das ruas gatos em situação de risco e maus-tratos, a entidade busca bons lares para os felinos resgatados, onde sejam amados e protegidos e tenham acesso a todos os cuidados necessários – incluindo visitas periódicas ao veterinário para vacinação e aferição da saúde. “Também visamos esclarecer as pessoas em relação a doenças, comportamento e cuidados necessários para que o gatinho tenha uma boa qualidade de vida e seja respeitado como ser vivo”, explica Candice.

Atualmente, seis voluntárias realizam o trabalho nas horas vagas. “Todas nós temos ocupação profissional e, nos momentos de folga, nos dedicamos a essa causa.” A atuação se dá principalmente por meio de uma página no Facebook, onde a ONG recebe pedidos de ajuda e denúncias referentes aos animais em situação vulnerável. Candice explica que, a partir do que é solicitado, são discutidas as ações a serem tomadas. Destaca, ainda, que a organização não possui sede própria. “Os recolhidos ficam nas casas das voluntárias e, portanto, temos um espaço muito restrito, pois precisamos separar os gatos conforme sua situação.”

De acordo com a cofundadora da Salve Um Gatinho, todo pet recolhido é examinado pela médica-veterinária Juliana Pagel, com quem a ONG trabalha em parceria. “Caso o gatinho esteja saudável, é imediatamente encaminhado para adoção. Se precisar de tratamento veterinário, providenciamos o que é necessário para que tenha sua saúde restabelecida.” Para manter o trabalho e custear todas as despesas, o grupo conta com a ajuda da comunidade, que pode doar valores em dinheiro e até mesmo produtos veterinários. “Também produzimos e vendemos artigos de artesanato e outros itens para arrecadar recursos”, destaca Candice.

Como adotar um gatinho?

A Salve Um Gatinho não realiza feiras de adoção dos gatinhos. Quem quiser adotar, precisa entrar em contato por intermédio da página da entidade para manifestar seu desejo. A entrevista de adoção é feita on-line e, se for aprovado, o adotante pode buscar o felino. Pelo fato de a ONG não ter sede própria, os animais ficam nas casas das voluntárias, razão pela qual as adoções acontecem através das fotos que são disponibilizadas na internet. Acompanhe o trabalho no www.facebook.com/salveumgatinho.rs.

Muito mais do que um perito em exterminar ratos

O numero de adoções de gatos já supera o de cães nos Estados Unidos. No Brasil, as adoções de felinos vêm crescendo substancialmente, principalmente por sua independência e por serem de fácil adaptação em ambientes menores e mais restritos. “Hoje em dia o gato está sendo considerado um membro da família e não mais um animal utilizado para exterminar ratos. Mas ainda é preciso desmitificar certas questões, como serem tidos como interesseiros e não afetivos e de que sabem se virar sozinhos”, justifica a protetora Candice Meinhardt Duarte Silveira.

A voluntária da ONG Salve Um Gatinho reforça que os gatos são animais companheiros e afetuosos. “Sabemos de pessoas que se curaram de doenças como a depressão com a ajuda de um gatinho, de crianças que melhoraram seu desempenho social e até intelectual por terem como companhia um gatinho. Ter um gatinho é garantia de felicidade.” Para que os felinos tenham uma vida ainda mais feliz, é fundamental que sejam esterilizados. “Gatos não castrados acabam seguindo seus instintos reprodutivos e nesse caminho, muitos acabam perecendo.”

Por Michelle Treichel 

Fonte: GAZ

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