Viva Bicho cuida de cerca de 500 animais.

ONG Viva Bicho corre o risco de ser despejada, em Balneário Camboriú, SC

A ONG Viva Bicho, de Balneário Camboriú, está em tratativas com a prefeitura pra conseguir um terreno onde possa instalar a sede própria da entidade de proteção aos animais. Desde 2005, o canil da entidade tá instalado num terreno emprestado do empresário Carlos Roberto dos Santos, o Preto Caseca, na avenida José Alves Cabral, no bairro Nova Esperança. Mas o empresário pediu até o final do ano pra ONG deixar o local.

A presidente da entidade, Pâmela Israelson, explica que houve uma discussão interna sobre o uso do terreno com o proprietário. Por isso, decidiram correr atrás de uma alternativa antes de correr o risco de serem despejados.

Pâmela faz questão de dizer que não há nenhuma pressão pra entidade sair imediatamente de lá, considerando que o próprio Caseca é um defensor dos animais. Estamos buscando uma solução viável para ambas as partes”, comenta.

A negociação com a prefeitura está em andamento e a presidente acredita num desfecho até o fim do ano. “Pra nós é muito interessante ter um terreno próprio, mas sem o auxílio da prefeitura é muito difícil”, diz.

Entre as alternativas está a possibilidade do terreno atual, que faz parte da área de recuo de uma pedreira, ser declarado de utilidade pública, sendo desapropriado e passando para as mãos da ONG.

Outras opções envolvem um novo terreno que tenha condições de abrigar os animais. Mas há dificuldade de achar esse espaço porque teria que ter cerca de 10 mil metros quadrados e ser afastado da área urbana. Atualmente são 500 animais no abrigo, a maioria cães.

Pâmela diz que a melhor opção seria permanecer no local, o que evitaria a logística de transferir os animais e o custo de construir um novo canil. “É uma situação complicada. O processo tá andando mas ainda não tem nada definido”, informa, destacando que há boa vontade da prefeitura em ajudar.

A presidente da Viva Bicho considera que, com um terreno próprio, a entidade terá condições de fazer melhorias na estrutura, sem correr o risco de perder os investimentos, como acontece numa área emprestada.

Desde 2004, a ONG é considerada como serviço de Utilidade Pública Municipal. Por meio de dois convênios, o município repassa verbas pra entidade comprar rações para os animais e custear castrações junto a três clínicas credenciadas. Os recursos também servem pra aquisição de vacinas e medicamentos. Doações de empresas e voluntários também contribuem pra manter o abrigo.

Até Fabrício já participou de reunião

A última reunião sobre o futuro do abrigo foi feita no mês passado, com a participação do prefeito Fabrício Oliveira (PSB). De acordo com a secretária de Administração e presidente do conselho Municipal de Proteção Animal, Karine Gomes, foi feito um grupo de trabalho encabeçado pela secretaria de Gestão Administrativa pra discutir o tema.

Na semana que vem, uma próxima reunião vai voltar a tratar do tema pra dar novos encaminhamentos.

A advogada da ONG, Rejane Medaglia, que esteve na reunião, informou que foi destacado que não há um terreno que possa ser cedido ou doado pra abrigar a entidade. Há cerca de um mês, a vereadora Juliethe Nitz (PR), que acompanha o caso, fez uma indicação ao prefeito pela desapropriação do terreno. Com isso, a área já utilizada poderia ser cedida ou doada à entidade. “Com essa atitude, temos certeza que resolveríamos esse grande impasse da ONG Viva Bicho com relação à suas instalações e permitiria que a mesma continuasse com seus relevantes trabalhos”, justifica.

No ano passado, o gabinete da parlamentar chegou a mapear cinco terrenos do município na mesma região que poderiam ser utilizados pela ONG. Na ocasião foi feita a indicação pra que a prefeitura firmasse um termo de cessão pra entidade usar uma das áreas. Como a coisa não andou, Juliethe decidiu pedir a desapropriação do atual imóvel, que ela entende que pode ser a melhor solução.

O DIARINHO não conseguiu contato com Preto Caseca.

Fonte: Diarinho

Os comentários abaixo não expressam a opinião do Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.