Operação policial no RS apreende ao menos 180 galos de rinha

Além dos presos, cerca de dez pessoas foram levados à delegacia. Investigação iniciou há oito meses após furto de aves em zoológico.

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Operação policial no RS apreende ao menos 180 galos de rinha
Mais de 180 galos de rinha foram apreendidos, segundo delegada Marina Golz (Fotos: Polícia Civil/Divulgação)

Mais de 180 galos de rinha foram apreendidos em Sapucaia do Sul e Portão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, durante uma operação policial na manhã desta sexta-feira (24). Dois homens foram presos por  posse ilegal de arma de fogo e cerca de dez pessoas foram levados à delegacia.

Ao todo foram cumpridos 14 mandados judiciais de busca e apreensão em Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Portão, locais onde há rinhas e galinheiros.

Conforme a delegada Marina Golz, da Delegacia do Meio Ambiente do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), as pessoas levadas à delegacia vão responder por maus-tratos e associação criminosa, devido a participação de criadores de galos e rinhadores (quem coloca as aves para competir). Eles vão assinar Termo Circunstanciado pelo crime de maus-tratos contra animais, com multa e pena de detenção de três meses a um ano.

Em um dos locais havia uma “arena de testes” na qual os compradores dos galos poderiam avaliar o desempenho dos animais. A polícia também apreendeu instrumentos utilizados nas lutas e na criação das aves, como anabolizantes. Cerca de 75 agentes foram mobilizados na operação nesta sexta-feira.

Em um dos locais havia uma “pista de testes” no qual os compradores poderiam testar a ave antes da compra

Investigação iniciou há oito meses

A investigação levou oito meses e começou quando a delegada apurava furto de aves do zoológico de Sapucaia do Sul. Em algumas buscas, foram localizadas rinhas de galo. A partir disso, 14 pontos de lutas e de criação foram mapeados.

Em novembro, um homem de Gravataí, responsável por vender para esta prática e por tratar animais feridos, foi autuado pela Delegacia do Meio Ambiente. Depois disso, foi apurado que um traficante de Sapucaia do Sul também estava financiando estas lutas entre as aves.

“Estas pessoas submetem os animais a uma grande crueldade, tanto na briga de galo em si, como também na sua criação, pois o a ave passa por enorme estresse em seu treinamento, além de grande carga de anabolizantes que recebe e sem contar o local onde fica, que são pequenas gaiolas onde mal podem se mexer”, afirma a delegada Marina.

A polícia comprovou que alguns galos são vendidos pelos criadores para os rinhadores por até R$ 3 mil. Em média, também dependendo do evento e do local das rinhas, as apostas custam entre R$ 200,00 e R$ 300,00.

Fonte: G1

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