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Campo Grande: Para comer com os olhos, torta de chocolate não parece, mas é vegana

Por Paula Maciulevicius

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Na cobertura, granulado e amêndoas caramelizadas, ao redor, chantilly e por dentro, creme de chocolate com mais amêndoas. A torta é para comer com os olhos e o paladar. Quem olha e prova não consegue diferenciar, mas os ingredientes usados na receita não levam leite nem ovos. Nada de origem animal. O bolo é um belo exemplar de que é possível se comer de tudo dentro da dieta vegana.

A criação é da funcionária pública Roseni Feitosa, de 39 anos. Até os 27 ela seguia uma alimentação como outra qualquer. “Eu fui onívora, comia carne, verduras, de tudo. Aí eu casei e decidi ser ovolactovegetariana”, conta. Por uma década ela manteve apenas os subprodutos de origem animal, como leite e ovos, riscando do cardápio todos os tipos de carne.

O ponto crucial chegou há dois anos, enquanto assistia a um documentário. “Ficamos chocados e por ética, paramos de comer produtos ou subprodutos. Não me alimento, nem me visto e nem uso de entretenimento nada que envolva sacrifício ou que cause dor aos animais”, narra.

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Paralelamente às restrições alimentares, Roseni sempre foi apaixonada pela culinária. Cozinhava para a família, a sobrinhada, os amigos e entre as panelas e o fogão se viu no desafio de adaptar a cozinha ao novo paladar. “Tive de organizar, fazer adaptações, alguns foram experimentos mesmo, pesquisas na internet para veganizar minhas receitas”, pontua.

Foi brincando de descobrir novos sabores que ela chegou aos doces. As fotos que ilustram essa matéria são todas receitas 100% veganas. Até quem não é muito de se aventurar nos fornos da vida se pergunta como é possível assar um bolo sem leite e ovos?

A substituição, Roseni sabe de cabeça. “No lugar dos ovos, acrescento mais fermento ou linhaça, que faz da massa mais macia e suave. No lugar do leite, eu uso água ou leite de castanha”, indica. Leite que pode ser preparado a partir de qualquer castanha. “Com amêndoas, por exemplo, deixa de molho em água por 12h. No outro dia, você despreza essa água, coloca no liquidificador com 4 vezes mais de água, bate e coa. É bem simples”, ensina Roseni. O leite pode ser usado com café, ou até tomado com chocolate.

Para quem foi adestrando o paladar e o metabolismo aos poucos, Roseni entende o impacto que uma alimentação sem origem animal alguma ainda causa. “Até hoje eu me assusto quando olho a maravilha que eu consigo fazer sem queijo nem ovo. Na verdade isso é uma questão cultural”, avalia.

O restante dos ingredientes são os de sempre: trigo, cacau ou chocolate em pó – sempre optando pelo meio-amargo e prestando atenção senão leva leite na descrição do produto – açúcar orgânico ou normal, fermento e também chantilly. “Uma das marcas que uso é a Puratos, que não leva leite”, sinaliza.

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Nas reuniões entre amigos começaram a surgir o pedido de encomendas e, há cerca de um mês, a funcionária pública passou a encarar um terceiro turno na produção de tortas, ao criar a “Chocolatíssimo”.

“Dá para fazer tudo, brigadeiro, pavê. Eu costumo dizer que a minha cozinha é sem crueldade”, comenta. As tortas atendem o público em geral e por incrível que pareça são poucos os veganos que encomendam. “Dia desses fui a uma festa, levei uma torta e a maioria dos convidados comeu. A minha acabou primeiro que as demais, que eram normais. Isso mostra que, além de não perceberem a diferença, é mais gostoso”, compara.

A redação do Lado B provou e aprovou. A massa do bolo é macia como estar mordendo um pedacinho do céu e o recheio também é puro chocolate. “Além de me trazer o benefício da saúde, me trouxe a consciência tranquila, porque eu estou deixando o planeta melhor”, resume Roseni.

Por enquanto, a Chocolatíssimo trabalha com os seguintes sabores: torta mousse de chocolate e morango, torta ganache de chocolate e chantilly, torta creme de chocolate e beijinho, torta creme de chocolate e beijinho de maracujá, torta creme de chocolate e nozes e torta creme de chocolate e amêndoas caramelizadas. Todas custam R$ 49,00 o quilo.

O contato para encomendas são os telefones: 9225-7790, 8157-5317 e 9946-3787. E também está no Facebook, na Fan Page: https://www.facebook.com/chocolatissimo.tortas.

Fonte: Campo Grande News

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App facilita a vida do usuário na hora de tirar fotos de cachorros

BarkCam. Esse é o nome de um aplicativo que vai facilitar – e muito – a vida de quem adora (ou precisa) tirar fotos de seus cachorros, mas sabe o trabalho…

BarkCam. Esse é o nome de um aplicativo que vai facilitar – e muito – a vida de quem adora tirar fotos de seus cachorros, mas sabe o trabalho que dá. Isso porque ele consegue fazer com que o animal olhe para a câmera tempo suficiente para ser clicado.

Para conseguir isso, o BarkCam usa um processo simples, mas genial: ele reproduz sons que prendem a atenção canina. Logo, quando instalado no seu celular, ele emite barulhos de campainha, latidos, miados, um animal de borracha, entre outros. Ouvindo alguns desses, o cachorro fatalmente vai olhar para a câmera do seu celular e você pode registrar o momento sem estresse. Ou ainda fazer um selfie com ele.

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O aplicativo permite ainda que você personalize a imagens com alguns itens como stickers, balões de diálogo como os usados nas HQs, stickers, entre outros. Por enquanto, o programa só está disponível para iOS (iPhone e iPad), mas deve ganhar uma versão para Android em breve.

Baixe o BarkCam para o seu iPhone ou iPad.

Fonte: Softonic (com informações do Tecnoblog)

Nota do Olhar Animal: Não testamos, mas parece ótimo para quem encaminha cães para a adoção, publicando anúncios no Olhar Animal e outros sites. 

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Feira de Santana (BA) espera vacinar cerca de 85 mil animais contra raiva

A doença está erradicada no município há mais de uma década.

Desde 2001 não é registrado caso de raiva humana em Feira de Santana. Em animais, a última incidência foi em 2004. A doença está erradicada no município há mais de uma década. Visando manter o desarraigamento desta endemia, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) pretende vacinar cerca de 85 mil animais – entre cães e gatos – até o final deste ano.

Entre os dias 4 e 8 de agosto será realizada a Campanha de Vacinação Antirrábica em diversos postos fixos e volantes em bairros da cidade. A ação começará pelo bairro Novo Horizonte (dia 4), Alto do Papagaio e Feira VI (dia 5), Cidade Nova e Feira V (dia 6), Santa Mônica I (dia 7), e Santa Mônica II (dia 8).

A vacinação será realizada nos Postos de Saúde da Família (PSF) e Unidades Básicas de Saúde (UBS) das respectivas localidades. A coordenadora do CCZ, Mirza Cordeiro, informa que após o período de campanha a vacina continuará sendo fornecida diariamente no posto fixo do Centro de Zoonoses, situado na avenida Eduardo Fróes da Mota (Anel de Contorno), no bairro Pedra do Descanso.

“Todos os cães e gatos, com idade a partir de três meses, devem ser vacinados. Não existe nenhuma contra-indicação. Ou seja, mesmo o animal gestante ou idoso deve receber a dose, independente de já ter sido vacinado anteriormente”, alerta a coordenadora. O posto fixo do CCZ funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 15h.

Mirza observa que a vacinação sistemática de cães e gatos é responsável pela diminuição dos casos de raiva no mundo. “É uma zoonose que é 100% letal e não possui um tratamento específico. Por isso precisamos nos manter vigilantes para que permaneça sem nenhum caso no município”, pontua.

Fonte: Folha do Estado da Bahia (com informações da Secom/PMFS)

Leite bovino: uma controvérsia ética

Por Dr. phil. Sônia T. Felipe 

A maioria dos descendentes de caucasianos (finlandeses, noruegueses, suecos, suíços e austríacos), e ainda assim, nem todos, em torno de 75%, mantêm a lactase após o desmame. Os demais povos, com genética indígena, asiática, árabe, judaica, afro, para citar apenas os grupos que constituem a maioria da população humana ao redor do planeta, têm a produção da lactase cessada completamente ou diminuída significativamente após a primeira dentição, num percentual inversamente proporcional ao dos caucasianos, quer dizer, de cada 100 pessoas, pode chegar a 75 o número das que ingerem leite sem conseguir digeri-lo direito. E fazem isso a vida toda, sem que nenhum médico as alerte para isso, porque eles também não estudaram essa questão na faculdade. Seria maldoso pensar que eles sabem mas escondem dos pacientes a verdade.

Esses dados estão fartamente tratados na literatura médica e científica, desde 1976! Só que os brasileiros não sabem, porque está tudo em inglês. Pode ser que uma pessoa formada em medicina ou nutrição tenha estudado todas as disciplinas de seu curso sem jamais ter ouvido falar disso! Simplesmente desolador para nossa saúde!

A verdade é que a maioria das pessoas padece a vida toda de mazelas digestivas, transtornos de humor por conta de acidez no estômago ou de gases se formando em seus intestinos, fora o diabetes, as placas de calcificação nas artérias, as infecções do ouvido, garganta, bexiga, recorrentes, o nariz escorrendo muco na infância, a dor de barriga infantil recorrente, a obesidade e tantas outras mazelas que não caberia listar, por conta da ingestão do leite bovino. Ao contrário do que já está mais comum ouvir, o leite não é nocivo apenas por causa da lactose. Ele é um veneno principalmente pela caseína! Coisa ruim essa proteína com a prolina pegajosa grudando os demais aminoácidos e impedindo que ela seja desmanchada.

Como é que um Conselho Regional de Nutrição pode proibir seus profissionais de revelarem aos seus pacientes que o leite produz muitos males?

Botamos políticos que não sabem nada de nutrição a votarem leis que tratam da nossa nutrição (atendendo aos interesses do agronegócio) e agora, para nos deixar ainda mais desprotegidos contra os malefícios do leite, os nutricionistas estão proibidos de nos avisar dos males que o leite bovino está a acarretar ao redor do planeta? Não fosse comprovada cientificamente, pela comunidade médica, os médicos do Comitê dos Médicos por uma Medicina Responsável não teriam entrado com a petição, junto ao governo norte-americano, para que o leite seja abolido da merenda escolar de todas as escolas norte-americanas. Não bastasse essa petição, esses médicos (são hoje mais de 6.000!) também pedem que seja abolida da Emenda Constitucional que trata da merenda escolar, a frase escrita lá pelo agronegócio das décadas de oitenta a noventa, na qual o leite é citado como um “alimento fundamental para a saúde das crianças”.

E um conselho de nutrição no Brasil passa uma circular proibindo todos os nutricionistas de dizerem que o leite bovino não é recomendável para a saúde humana!

No livro Galactolatria: mau deleite, podem ser lidas mais de 600 notas trazendo as fontes médicas e científicas nas quais se encontram “provas” de que o leite não é coisa boa para a saúde humana, especialmente dos bebês e crianças. E não falo aqui apenas dos que são intolerantes à lactose.

Os males galactogênicos estão fartamente relatados na literatura médica. A prova de que são galactogênicos está no fato de que ao abolirem o leite e derivados dele da dieta, ainda que por um período de teste, os males simplesmente se amenizam ou desaparecem completamente.

Ora, por que precisamos de um atestado médico para nos certificar de que aquele certo alimento nos dá azia, ou produz gases, ou tranca o intestino e assim por diante? Sempre esperamos que os médicos nos avisem dos males do que comemos. Esquecemos de que eles também podem sofrer da adicção aos opioides do leite? A medicalização de tudo nos levou a esse estado deplorável, no qual não assumimos mais nenhuma responsabilidade pelo que ingerimos! Corremos para o médico em busca de uma pílula para nos livrarmos da azia estomacal, do inchaço e dos gases que os laticínios produzem em nossos intestinos. Ora, sendo humanos, não evoluímos para digerir a coisarada que está no leite bovino, incluindo hormônios de crescimento bovino. Não somos bovinos! O excesso de proteína, o excesso de cálcio, os antibióticos, o pus (OK, pasteurizado e homogeneizado!), os nitratos, nitritos, e todos os pesticidas que estavam nos grãos que foram dados para as vacas, tudo isso está no leite ingerido por humanos, em qualquer idade.

Cadê as provas que o Conselho de Nutrição também tem que apresentar para se arvorar em autoridade suprema proibindo os brasileiros de serem orientados sobre um alimento nocivo para a saúde humana? Sim! Nocivo! Ou alguém pensa que a intoxicação por nitratos e nitritos, sofrida pelas 23 crianças há cinco dias, aqui no sul, é uma fatalidade, uma exceção, que não toca em nada na natureza maravilhosa do leite para a saúde humana? Nitratos são liberados sempre no processo de homogeneização e pasteurização do leite. Todos ingerem nitratos, ainda que em quantidade mínima. O problema é que a ingestão continuada de algo nocivo, tão nocivo que pode matar, por décadas, acaba por comprometer a saúde do galactômano.

Se é preciso provar algo, para sabe-se lá, quem, as pessoas podem fazer isso de modo bem simples. Eliminando por 10 dias “todos” os alimentos que contenham algum derivado do leite. Comecem a anotar suas mazelas num caderninho, todo dia, antes das refeições, durante as refeições, imediatamente após as refeições, e horas após as refeições. Sejam bem detalhistas. Daí, abstenham-se por 10 dias de todos os alimentos que contenham leite e laticínios. Voltem a anotar com a mesma técnica e rigor, tudo o que se passa, não apenas no estômago e nos intestinos, mas especialmente no cérebro.

Feita a experiência, que só não pode ser “científica” porque não temos cientistas capazes de nos ajudar a conduzi-la, e por isso cada um deve ser responsável em seu caso pessoal, por essa experiência, cada pessoa deveria ter a felicidade de encontrar em sua vida um nutricionista para ajudá-la a refazer sua dieta sem incluir nada que tenha leite. Aposto que a maioria dos brasileiros teria muito mais saúde, disposição, longevidade e alto astral, coisas que o leite não parece promover. Apenas aqueles 10 a 15 % de persistentes na produção da lactase sairiam indiferentes ou mesmo revoltados com a abolição do leite de sua dieta. Os demais agradeceriam aos deuses o alívio sentido. Topam?

Fonte: ANDA 


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Olhar Animal – www.olharanimal.org


Caso Instituto Royal: Quando ‘não’ quer dizer ‘sim’

Por Liège Copstein

Sempre apanhada de calças na mão quando se trata de perceber os movimentos sociais autênticos, a mídia mainstream reagiu ao resgate dos beagles do Instituto Royal da mesma forma como noticiou as manifestações de rua de junho último.

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Bolo ‘prestígio’ (chocolate e coco)

Ingredientes da massa

5 colheres de chocolate em pó
2 e 1/2 xícaras de açúcar
3 xícaras rasas de farinha de trigo peneirada
1/4 xícara de óleo vegetal
1  copo de leite vegetal
1 colher (sopa) cheia de fermento em pó
1 colher de sopa de vinagre branco ou suco de limão
1 colher de chá de baunilha

Ingredientes do recheio

1/2 vidro de leite de coco
1/2 xícara de leite condensado vegano de arroz (ou de aveia)
1/2 xícara de açúcar
1 xícara de coco ralado

Ingredientes da cobertura

1 tablete de chocolate meio amargo vegano (aproximadamente 200grs)
1/4 de xícara de leite de coco
Coco ralado para decorar

Modo de preparo

Para a massa: misture todos os ingredientes líquidos, o açúcar e o chocolate em pó; em seguida misture a farinha e por último o fermento, sempre mexendo bem a cada novo ingrediente adicionado.  Coloque em forma média untada e enfarinhada, e asse em forno pré-aquecido, por aprox 35 mins.
Para o recheio: misture todos os ingredientes ainda frios, e leve para cozinhar, mexendo sempre até engrossar.  Desenforme o bolo, corte ao meio e adicione o recheio.

Para a cobertura: derreta o chocolate em banho maria; em seguida adicione o leite de coco e misture. Ainda quente, aplique a cobertura sobre a suberfície do bolo e espalhe com uma espátula ou faca larga. Decore com o coco ralado.

Fonte: Veggi & Tal

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Churrasquinho de gato’ ameaça animais de estimação no Vietnã

País proíbe o consumo de carne de gato, mas muitos restaurantes servem. Tutores de gatos os mantêm presos em casa, temendo que sejam roubados.

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A popularidade do “little tiger” (pequeno tigre, em tradução literal), um aperitivo feito com carne de gato apreciado para acompanhar a cerveja no Vietnã, representa uma ameaça para os donos de animais de estimação, apesar de o país proibir oficialmente o consumo deste tipo de carne.

Em um modesto restaurante, perto de um lava-jato no centro de Hanói, um gato é preparado para matar a fome de clientes famintos. Os bichos são afogados, depilados e queimados para remover todo o pelo antes de serem fatiados e fritos com alho.

“Um monte de gente come carne de gato. É uma novidade e as pessoas querem experimentar”, explicou o gerente do estabelecimento, To Van Dung, de 35 anos.

O Vietnã proibiu o consumo de carne de gato em um esforço para estimular sua criação e manter a população de ratos de sua capital sob controle.

Mas ainda há dezenas de restaurantes que servem carne de gato em Hanói e é raro ver felinos caminhando pelas ruas, já que a maioria dos donos dos animais os mantêm dentro de casa ou presos por medo de que sejam levados por ladrões.

A demanda dos restaurantes é tanta que às vezes gatos são contrabandeados pela fronteira com a Tailândia e o Laos.

Dung explicou que nunca teve problemas com a lei. Ele disse comprar gatos de criadores locais e também dos chamados comerciantes de gatos, com poucas avaliações sobre sua procedência.

O “little tiger” costuma ser apreciado no início de cada mês lunar, ao contrário da carne de cachorro, que é consumida ao final.

Em um dia movimentado, o restaurante pode servir cerca de 100 clientes.

“Eu sei que nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha não se come gato. Mas aqui, nós comemos”, admitiu Nguyen Dinh Tue, de 44, enquanto mastigava um pedaço de carne de gato frita.

“Eu não mato gatos! Mas este lugar os vende e eu gosto de comê-los”, acrescentou.

‘Nós comíamos de tudo’

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A predileção vietnamita por comer animais que são considerados bichos de estimação em outros outros países é considerada um resultado da circunstância, disse Hoang Ngoc Bau, um dos poucos veterinários formados de Hanói.

“O país foi muito pobre e tivemos uma guerra longa. Comíamos tudo o que podíamos para sobreviver”, contou à AFP. “Insetos, cães e até mesmo ratos. Tornou-se um hábito”, acrescentou.

Bau contou ter decidido se tornar veterinário depois que seu cão o salvou de uma cobra venenosa quando era criança. “A partir de então, tenho uma dívida com os cães”, disse o senhor de 63 anos.

Nas últimas décadas, mudanças dramáticas na sociedade e nos costumes do país, antes sob estrito controle comunista, fizeram cada vez mais vietnamitas desenvolverem estima pelos animais.

Bichos de estimação em perigo

Mas hábitos antigos demoram a morrer e os donos de bichos de estimação precisam lutar para proteger seus companheiros peludos da panela. “Ninguém cria cães e gatos de corte. Então, quase todos os animais que vemos nos restaurantes são capturados e roubados”, disse Bau.

“Para mim e outros que criam animais no Vietnã, são nossos melhores amigos”, acrescentou o veterinário. No entanto, algumas pessoas conseguem reconciliar a dupla afeição por gatos no país.

Le Ngoc Thien, o chef em um dos restaurantes de Hanói que serve carne felina, tem gatos de estimação. Mas isso vai até que o animal cresça o bastante para ir para a panela, quando ele pega um filhote para criar e repete o ciclo.

“Quando meus gatos ficam velhos, nós os matamos porque, segundo nossa tradição, quando eles envelhecem, precisamos trocá-los e pegar um mais novo”, explicou.

“Quando comecei a trabalhar aqui, fiquei surpreso com a quantidade de pessoas que comiam gato. Mas agora, bem, elas gostam”, disse, acrescentando que a demanda parece ter aumentado com o passar dos anos. “Comer carne de gato é melhor do que comer a de cão porque a carne é mais doce, mais macia do que a do cão”, disse Thien.

Um gato sai entre 50 e 70 dólares, dependendo do tamanho e do modo de preparo. Muitos donos de gatos que arriscam deixar seus bichanos soltos estão fartos de perder seus animais.

Phuong Thanh Thuy é proprietária de um restaurante em Hanói e cria gatos para manter os ratos longe. Ela contou que precisa substituí-los com frequência.

“Minha família está triste porque gastamos muito tempo e energia criando nossos gatos. Quando perdemos um gato, nós sofremos”, disse, enquanto uma ninhada de gatinhos recém-adquirida brincava aos seus pés.

Fonte: G1

Nota do Olhar Animal: Nada muito diferente do que é feito por aqui com porcos, galinhas, bois e outros. O que para muitos torna repulsivo o consumo de gatos são os subjetivos aspectos emocionais e culturais, atinentes exclusivamente a si próprios. Uma miopia moral que faz com que não sejam levados em consideração sequer os interesses dos próprios gatos ‘de estimação’, que dirá de outros seres sencientes com os quais não mantém estes laços. A todos eles, causam danos terríveis.

Decreto reconhece proteção animal como atribuição de fiscais em Curitiba, PR

A proteção animal foi incluída oficialmente entre as áreas de atuação dos integrantes do quadro de fiscais do município de Curitiba. A novidade consta do decreto municipal n.º 652, assinado pelo prefeito Gustavo Fruet na última quinta feira (24). O decreto altera o n.º 544, de 7 de maio de 2010, que trata das atribuições e tarefas típicas dos cargos de fiscal e fiscal de obras e posturas do Município.

“Curitiba é a primeira cidade do país a criar uma área específica para proteção animal dentro da função de fiscalização. O decreto fortalece a área de proteção animal e representa um reconhecimento ao trabalho de quem trabalha nessa área”, afirma o diretor do Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Alexandre Biondo.

“Agora temos o respaldo para a prática da fiscalização e proteção animal junto à comunidade”, diz a fiscal Viviane Lysenko Canone.

Dentro da área de atuação de monitoramento e proteção animal estão as seguintes atribuições: fiscalizar estabelecimentos que comercializem animais vivos quanto a regularidade da legislação vigente, coibir a venda ilegal de animais, atender às denuncias de maus-tratos, fiscalizar exposições, feiras e outras aglomerações que tenham animais domésticos visando o bem estar animal, notificar, autuar e embargar autos de infração, emitir relatórios e orientar, informar e esclarecer o cidadão.

Atualmente o departamento recebe por mês uma média de 240 solicitações de fiscalização. Denúncias de maus tratos (Lei 13.908/2011) ou de comércio ilegal (13.914/2011) podem ser feitas através do sistema 156 da Prefeitura Municipal de Curitiba (http://www.central156.org.br/ ou pelo telefone 156).

A Rede de Proteção Animal orienta para que as denúncias sejam feitas com responsabilidade. Para isso, antes de mobilizar a equipe da Rede é importante que o denunciante se certifique de que a situação realmente está irregular.

Fonte: Bem Paraná

Nota do Olhar Animal: Uma ótima e, até onde sabemos, inédita medida em defesa dos animais. Lamentavelmente, diante da atual realidade jurídica em que é permitido o imoral comércio de animais, restará aos fiscais nestes casos apenas verificar as situações de maus-tratos no locais de venda. Porém, à medida que a legislação protetiva avançar, os fiscais poderão atuar de forma mais abrangente e contundente. A ferramenta legal está criada pelo decreto.

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Macacos são mortos por envenenamento em Poços de Caldas, MG

Autópsia revelou que animais comeram banana com chumbinho. Segundo especialista, matar animais silvestres é crime ambiental.

Três macacos foram encontrados mortos nos quintais de casas no bairro Santana do Pedregal, em Poços de Caldas (MG). Segundo a responsável técnica do Centro de Zoonoses da cidade, Sheila Patresi dos Santos, a autópsia confirmou que os animais morreram após comerem banana com chumbinho.

“Se você conseguir detectar o sintoma a tempo dá para salvar, mas é dificil porque atinge o fígado e a parte neurológica do animal”, explica Sheila.

É muito comum a aparição de macacos no bairro, que fica ao pé da Serra São Domingos. Os animais costumam passear pelos telhados das casas e muitas vezes são alimentados por moradores. De acordo com Sheila, matar animais silvestres é crime ambiental.

“Estamos investigando para ver se descobrimos os responsáveis por isso e eles vão responder por crime ambiental”, afirma.

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Fonte: G1

Nota do Olhar Animal: Matar um animal envenenado é crime ambiental independente dele ser silvestre. Está tipificado pelo artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (9605/98). 

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Ambientalistas alertam para risco de extinção do pangolim

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O pangolim, uma espécie de mamífero que lembra um tatu, está em risco de desaparecer enquanto sua carne é servida em banquetes em toda a Ásia, alertam ambientalistas.

O misterioso animal é presa de caçadores clandestinos e acredita-se que mais de um milhão tenha sido retirado da natureza na última década.

“No século XXI, nós realmente não deveríamos estar comendo espécies em extinção – simplesmente não há desculpas para permitir a continuidade deste comércio ilegal”, diz Jonathan Baillie, copresidente do grupo de especialistas em pangolins da Comissão de Sobrevivência de Espécies da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

“Todas as oito espécies de pangolins agora estão na lista de ameaçadas de extinção, amplamente porque são comercializadas para a China e o Vietnã”, destaca a IUCN em um comunicado.

O comércio ilegal está florescendo porque, além de ser uma comida sofisticada, as escamas do pangolim também são usadas na medicina chinesa para tratar condições como a psoríase e problemas circulatórios.

De fato, o animal escamoso se tornou o mamífero mais ilegalmente comercializado, o que levou o IUCN a acelerar esforços de conservação na Ásia e também na África, onde os comerciantes tentam responder à demanda crescente.

“Um primeiro passo vital seria que os governos chineses e vietnamitas fizessem um inventário de seus estoques de escama de pangolim e o publicassem para provar que os pangolins selvagens capturados não estão mais abastecendo o comércio”, informou Dan Challender, copresidente do grupo de especialistas vinculados à Sociedade Zoológica de Londres.

Os conservacionistas querem tirar o pangolim da mesa de jantar e das listas de extinção, pois são altamente distintos evolutivamente. Sua extinção acabaria com 80 milhões de anos de história evolutiva.

O nome pangolim vem da palavra malaia ‘pengguling’, que significa algo que se enrola, pois esta é a forma como o animal se defende quando se sente ameaçado.

O pangolim, que se alimenta de insetos nas florestas tropicais, pesa entre 2 e 35 quilos, e mede entre 30 e 80 centímetros. A espécie gigante chega a 1,5 metro de comprimento.

Anteriormente, os pangolins eram agrupados com os tamanduás, as preguiças e os tatus, mas agora são conhecidos por ter uma relação mais próxima com os carnívoros.

Fonte: UOL