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Filhote de baleia jubarte encalha e morre em praia de Aracruz, ES

ES aracruz baleia01Equipe ainda tentou salvar o animal, que morreu por volta das 10h30. Corpo será submetido à necrópsia e enterrado no local. 

Um filhote de baleia da espécie jubarte morreu encalhado na Praia de Barra do Sahy, litoral de Aracruz, Norte do Espírito Santo, na manhã desta segunda-feira (14).

Uma equipe do CTA, empresa que monitora as praias do estado em parceria com os institutos Baleia Jubarte e Orca, ainda tentou salvar o animal, mas ele não resistiu e morreu por volta das 10h30 desta segunda.

De acordo com o oceanógrafo do CTA, Bruno Berger, o filhote tem três metros de comprimento e pesa cerca de uma tonelada.

Ainda não se sabe como o animal foi parar na praia. Segundo Bruno, provavelmente ele se perdeu da mãe, que não foi encontrada.
O corpo do animal será submetido à necrópsia e enterrado no local.

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Fonte: G1

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Cães e gatos com deficiência visual podem levar vida normal. Saiba como identificar problemas

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Lidar com animais que têm alguma deficiência visual é desafiador. Porém, com os cuidados necessários e, principalmente, a dose certa de amor, o gatinho ou cachorrinho pode ter uma vida plena e feliz realizando todas as atividades normais de qualquer bichinho de estimação.

O especialista em oftalmologia veterinária, Fábio Brito, explica que os problemas relacionados à visão podem ter causas congênitas, quando o animal já nasce com a deficiência na visão, ou hereditária, que é desenvolvida com o tempo. “O primeiro passo é procurar o especialista para diagnosticar o problema e avaliar o que pode ser feito”, diz o veterinário.

Cada caso é diferente e pode ter um tratamento cirúrgico, como é o caso da catarata, ou ser um quadro irreversível. “A perda da visão por idade nem sempre é permanente. É recomendado que a partir dos seis ou sete anos os animais domésticos façam consultas anuais com esse propósito’, explica.

O tutor pode observar mudanças no comportamento do animal que indiquem que existe alguma problema na sua visão. É importante ficar atento se o cão ou gato, ao sair do seu ambiente doméstico, esbarra em objetos. O tutor também deve observar se os seus olhos dos animais estão com a cor natural ou com manchas azuladas. Pode-se fazer testes como abanar alguma bolinha de algodão na frente do animal e observar se ele a segue com o olhar (confira os testes no vídeo abaixo)

Alguns tutores podem demorar a identificar a deficiência, principalmente se o animal for um filhote. Foi o caso da jornalista Juliana Aragão, que só descobriu que o seu gato Serafim era cego quando ele tinha 10 meses. O gatinho aparentava um comportamento normal, interagindo com os outros gatos da casa, brincando, correndo e até subindo na cama. “Comecei a desconfiar só quando notei que o reflexo dos seus olhos brilhava mais que dos outros gatos e fiz um teste simples : balancei um brinquedo que não fazia barulho na sua frente. No começo ele parecia olhar para o brinquedo, mas ele estava apenas sentindo a vibração, quando o afastei da sua frente, ele continuava a brincar sozinho no ar”, conta Juliana.

Depois de observar que havia algo estranho, ela o levou ao especialista que com exames na retina constatou que o problema era genético. Fisicamente, Serafim só apresenta estrabismo. Ele compensa o fato de não enxergar tendo seus outros sentidos mais apurados. “No começo eu tive pena, mas agora percebo: pena do quê? Ele é totalmente adaptado e faz coisas incríveis”, diz, orgulhosa, a tutora de Serafim.

Sem mudanças

Para quem tem um animal com deficiência visual em casa, é preciso tomar alguns cuidados. Evite mudar constantemente os móveis de lugar – ele vai se adaptar ao local onde vive e ficar fazendo alterações pode fazer com que ele acabe colidindo com eles e se machuque.

Também não faça mudanças no local da água e da ração. Coloque telas de proteção nas janelas, evitando quedas e, se morar em casa, não deixe o portão aberto, para evitar fugas. 

Fonte: G1

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Sem apoio dos governos, animais abandonados lotam abrigos

Com recursos escassos e pouco apoio de governos, ONGs se desdobram para manter milhares de bichos. 

Mesmo com as contas da sua entidade protetora de animais no vermelho, acumulando uma dívida de R$ 15 milhões, Izabel Cristina Nascimento, presidente da Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suípa), organização não-governamental do Rio de Janeiro com um dos mais populosos abrigos de cães e gatos do País, não hesitou em gastar mais R$ 720 com transporte e veterinário para socorrer o cavalo Pezão, achado com fratura exposta na pata em uma rua da cidade de São João de Meriti. Nervosa, assim que a equipe do Terra chegou à sede da unidade, no Jacarezinho, zona norte do Rio, ela se apressou em mostrar o animal, que, em um ato de ironia, recebeu o nome do governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB). O cavalo ganhou uma tala na perna e, ao lado de canis onde latiam centenas de cães, tentava se levantar. “Se eu tiver que vender alguma coisa para cuidar dos animais, uma roupa, um tênis, eu vendo. A gente pede esmola, faz qualquer coisa”, diz Izabel. 

A cena explica bem o esforço que ONGs têm feito para cuidar de milhares de animais abandonados no País. De Norte a Sul do Brasil, são voluntários que socorrem animais vítimas de maus-tratos e rejeitados por antigos donos, na maioria das vezes sem o apoio dos governos. Além da boa vontade e abrigos superlotados de bichos, eles têm outra coisa em comum: as dificuldades financeiras para se manter, já que têm gastos elevados e as dívidas se acumulam. E fazem coro: prefeituras e governos deveriam ajudar a cuidar do problema dos animais abandonados, já que a Constituição Federal diz que é dever comum da União, Estados e municípios preservar a fauna e a flora.

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Abrigando nada menos que 3.150 cães e 800 gatos em uma área construída de cerca de 5,4 mil metros quadrados, a Suípa é uma das ONGs de proteção de animais mais antigas do País, fundada em 1943. A área disponível para os bichos é maior, mas, por falta de recursos, a ONG não consegue construir canis e gatis adequados para todos. Com isso, centenas de cães se espremem na parte antiga do abrigo, dormindo no cimento em uma área comum ou apertados em caixotes de feira. Os cães e gatos aproveitam todos os espaços do abrigo e estão em todos os corredores – até mesmo na sala onde o pessoal do administrativo trabalha. 

Na parte mais nova, em um terreno vizinho doado por uma empresa de tintas, foram construídos um gatil, um centro cirúrgico, 40 canis individuais e 40 canis coletivos, que comportam cerca de 700 cães. Segundo a Suípa, estas unidades foram feitas pela prefeitura, mas o gatil foi entregue sem condições adequadas de funcionamento e hoje não abriga nenhum gato. “A Justiça do Rio já condenou o município a construir um abrigo para receber os animais para tirar o excedente da Suípa”, disse a advogada da ONG, Abigail Barbosa. Questionada sobre a ação na Justiça, a prefeitura do Rio não se manifestou, mas informou que possui dois abrigos, com 300 cães, 350 gatos e 16 cavalos. O município admitiu que não há hoje estrutura disponível para abrigar todos os animais que estão na Suípa. “Nosso desejo é que a Suípa consiga resolver suas questões administrativas e judiciais para continuar ativa, já que é um importante parceiro na causa animal”, afirmou a Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais.

As despesas mensais da Suípa impressionam: são gastos R$ 300 mil mensalmente com folha de pagamento (há cerca de 150 funcionários), R$ 10 mil com água, R$ 18 mil com energia elétrica e R$ 12 mil de gás para o forno crematório. Isso sem contar o dinheiro necessário para comprar aproximadamente 30 mil quilos de ração a cada 30 dias. A conta fecha, todo mês, em R$ 40 mil no vermelho, pois as doações dos associados não são suficientes.

Mas é a dívida de R$ 15 milhões com o governo federal, referente ao imposto patronal do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não pago à União, que mais preocupa. “Em 1945, o presidente da República deu para a Suípa o título de utilidade pública, pelo trabalho que fazemos para a população, e em 1975, o certificado de fins filantrópicos, pelo trabalho de conscientização que fazemos nas escolas. Em 1995, nos tiraram os dois títulos e começamos a ser obrigados a pagar impostos ao governo federal, como se fôssemos uma empresa comum. O caso já está em fase de execução fiscal. Agora, corremos o risco de fechar as portas”, lamenta Izabel. A Suípa aguarda decisão do governo federal sobre o pedido de perdão da dívida e isenção de futuros impostos.

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Em São Paulo, prefeitura também não ajuda

Gastos que não param de crescer, assim como o número de animais deixados nas suas portas, são a realidade de vários abrigos no País. Em São Paulo, a União Internacional Protetora dos Animais (Uipa), também fecha constantemente no vermelho e gasta entre R$ 150 mil e R$ 200 mil por mês entre salários de funcionários, ração, água, medicamentos e material de limpeza. A dívida trabalhista da entidade, a mais antiga do Brasil, fundada em 1919, chega a R$ 2 milhões.

Com um abrigo de cerca de 9 mil metros quadrados no bairro do Canindé, a Uipa acomoda aproximadamente 900 cães e gatos. A situação já foi pior. “Chegamos a ter 1.693 animais há nove anos. Era muito ruim, porque não havia nenhum canil individual”, conta a presidente da Uipa, Vanice Teixeira Orlandi. Segundo ela, a prefeitura doou o terreno onde funciona o abrigo, mas não contribui com os gastos mensais da Uipa. “A prefeitura me procurou para fazer uma parceria há três anos. Eles queriam mandar para cá os animais atropelados, mas não iam contribuir com material cirúrgico. E nós recebemos aqui animais trazidos pela Polícia Militar e pela empresa municipal de trânsito. A gente supre a omissão do poder público. Eram eles que deveriam estar fazendo nosso papel”, afirma Vanice.

A prefeitura de São Paulo disse que os Centros de Controle Zoonoses recolhem animais abandonados das ruas apenas quando eles agridem pessoas, invadem instituições públicas ou colocam em risco a saúde pública ou se estiverem em estado de sofrimento com doença incurável. E que eles são tratados e colocados para adoção.

Em Salvador (BA), até festivais de tortas são feitos para angariar fundos para o mais populoso abrigo da cidade, a Associação Brasileira Protetora dos Animais – seção Bahia (ABPA-BA), que diz não contar com a ajuda de nenhuma entidade pública ou privada. Trezentos cães e 200 gatos convivem em uma área de 1 mil metros quadrados em um abrigo do subúrbio ferroviário da capital baiana – a ONG prefere não divulgar o bairro, pois diz que, se a população descobre o endereço da unidade, abandona bichos no portão da entidade.

Segundo a presidente da ABPA, Urânia Almeida, o espaço não é adequado para os animais. “A gente faz o que pode, arruma um cantinho aqui, outro acolá e faz o que dá. Não temos condições de comprar um terreno maior. Se tivéssemos uma área de 3 mil metros quadrados, poderíamos ter áreas de recreação mais adequadas, com mais espaço, o que ajudaria na socialização e na redução de agressividade deles, além de evitar que eles fiquem gordinhos por falta de exercício”, explica Urânia. A prefeitura de Salvador diz que não tem abrigos para animais domésticos e que não tem política de ajuda financeira a ONGs de proteção.

Em Caixas do Sul (RS), um abrigo que ficou famoso depois de ter sido apelidado de “favela dos cachorros” só conseguiu apoio da prefeitura depois que a situação dos animais abandonados na cidade foi parar na Justiça. Na Sociedade Amigos dos Animais (Soama), a maioria dos 1,6 mil cães vive presa por curtas correntes a casinhas de madeira em um terreno de 15 mil metros quadrados. Segundo uma das diretoras da Soama, Natasha Oselame Valente, a ideia de acorrentar os bichos às casinhas foi um erro cometido pelas fundadoras da entidade quando a criaram, em 1998, por falta de conhecimento sobre a melhor maneira de abrigar os bichos. “Aos poucos, fomos tentando construir canis, mas vimos que isso custa muito dinheiro. O terreno não é cercado. Hoje apenas parte do terreno é murado. E na outra parte, há um arame farpado, por onde os cães podem passar se estiverem soltos”, explica Natasha. As brigas de cães que conseguem se soltar das correntes são frequentes.

Depois de uma ação judicial impetrada pelo Ministério Público anos atrás, a prefeitura de Caixas do Sul foi obrigada a dar R$ 56 mil por mês à Soama para manter o abrigo, mas o valor cobre apenas metade dos gastos mensais. Agora a ONG aguarda o município fazer obras no abrigo, já que depois de acordo firmado com o MP em 2014, a prefeitura tem até junho de 2015 para construir muros e canis adequados no terreno da Soama. A prefeitura de Caxias do Sul informou que está elaborando um projeto para a área da Soama, com canis e unidades administrativa e de castração.

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Fonte: Terra

Polícia prende 4 caçadores com animal abatido, cachorros, armas e munições em MS

Policiais Militares Ambientais de Campo Grande (MS) realizaram ontem à tarde fiscalização em uma propriedade rural, localizada na altura do km 32 da estrada da Gameleira, no município e embrenharam-se nas matas a procura de possíveis caçadores que haviam adentrado à propriedade. Depois de algum tempo, a equipe localizou os veículos dos suspeitos e ouviu latidos de cachorros na mata. Eles seguiram o barulho e localizaram quatro caçadores, dentro da Reserva Legal da fazenda. 

Com os infratores, que não ofereceram resistência à prisão foram apreendidos: um revólver calibre 38, com numeração raspada, uma espingarda calibre 40, uma carabina calibre 22, uma espingarda calibre 36, 15 munições calibre 22, seis calibre 38, um cartucho calibre 36, oito cães de caça, um animal abatido da espécie “cateto”, além de dois veículos utilizados para a prática dos crimes.

Os autuados, residentes em Sidrolândia (MS) receberam voz de prisão e foram conduzidos à delegacia de Polícia Civil da Capital (DEPAC-Piratininga), onde eles foram autuados em flagrante por crime ambiental, porte ilegal de arma e formação de quadrilha armada. Devido a numeração raspada da arma, uma calibre proibido e a formação de quadrilha, não houve arbitramento de fiança e os criminosos ainda estão presos.

A PMA verificou que os homens adentraram a propriedade sem autorização. Os policiais efetuaram um auto de infração e arbitraram multa de R$ 500,00 contra cada autuado pela caça ilegal e abate do cateto. Como um dos cachorros foi ferido pelos animais no momento da caçada, cada um dos infratores foi autuado também em mais R$ 500,00, por maus-tratos a animais.

Fonte: Jornal Dia Dia

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Falta acolhimento para animais em Camboriú, SC

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A prefeitura de Camboriú foi pioneira na região ao lançar um programa de chipagem de animais para evitar o abandono. Pelo menos 30 cães são atendidos por mês e, além de receberem o chip, que contém dados do tutor, também passam por castração.

A ideia tem funcionado bem, exceto por um problema: os cães de rua, já abandonados e principais vítimas dos atropelamentos, por exemplo, não conseguem ser atendidos pelo programa.

Carla Krug, secretária de Meio Ambiente da cidade, diz que como não há ambulatório veterinário em Camboriú a solução é contar com a boa vontade de algum morador que se disponha a cuidar do bichinho no pós-operatório. Se não houver quem cuide, não é feita a castração.

A secretária admite que há milhares de cães nas ruas de Camboriú e que o problema é sério. Como não consegue castrá-los, está apostando na conscientização. Agentes têm feito palestras em escolas para falar sobre posse responsável e adoção.

A ideia é, no futuro, criar um ambulatório para os bichinhos. Mas para isso é necessário um recurso que o município não tem. A expectativa de Carla é conseguir a verba com os serviços que necessitam de autorização da secretaria, como terraplanagem e corte de árvores, que só passaram a ser taxados recentemente.

Fonte: Clic RBS / Guarda Sol

Abolicionistas, bem-estaristas, socorristas

Por Dr. phil. Sônia T. Felipe

Sempre estranho as acusações de Francione contra Singer. Francione faz um trabalho inestimável, pois vindo do direito, acaba por dar um braço jurídico à defesa dos direitos dos animais, algo que a argumentação ética de Singer não pretende fazer.

Singer é abolicionista, embora não tenha usado tal expressão, que, se minha memória não me trai agora, foi usada apenas uma vez por Tom Regan. Essa vez eu a apanhei e passei a usar no Brasil, antes de qualquer outra pessoa.

Bem, estranho em Francione uma argumentação que não se sustenta, a não ser sobre os pilares da argumentação do Singer. Lá do alto, sentado sobre os ombros do gigante, obviamente o Francione vislumbra algo que Singer não chegou a elaborar com todas as letras, mas formatou numa matriz que Francione agora pode aplicar para fazer seus escritos.

Nunca vi Singer defendendo o onívorismo consciente. Mas, em seu livro, Ética na Alimentação, ele faz comparações entre quatro tipos diferentes de dietas. Nessas comparações, há passagens nas quais ele admite que é menos pior uma delas, do que as outras. Daí muita gente usar essas passagens para desqualificar Singer. Inclusive Francione. Lamentável.

Dizer que é menos pior passar pomada contra sarna no cão, do que deixar que ele fique sofrendo com as sarnas, não é abolicionista, obviamente, porque, o ato de passar a pomada no cão não o liberta do sistema de detenção ao qual está condenado, porque humanos gostam de eleger a espécie canina como objeto de estimação.

Mas, embora a posição abolicionista defenda a libertação total de todos os animais, e, veja, isso devemos historicamente, primeiro a Singer, e não a Francione, que só veio vinte anos depois de Singer, nenhum abolicionista genuíno condenaria qualquer pessoa que oferecesse água e comida a um cão sedento e esfomeado! Isso, é o que Singer admite, e o que fazem as protetoras de cães e gatos. Mas, isso, não é bem-estarismo, é um ato de compaixão, é “socorrismo”. Claro, se essas pessoas ficam apenas passando pomada nas áreas tomadas pela sarna, no cão, e não vão além disso, então elas não podem esperar dos abolicionistas nenhuma palmadinha de consolo no ombro.

Portanto, quando usamos o termo bem-estarismo, precisamos deixar claro que ele se destina a nomear o sistema de exploração e morte dos animais para beneficiar humanos, um sistema que aumenta as gaiolas e as correntes, fingindo que se preocupa com o bem próprio dos animais, e confundindo o bem que é específico e particular a cada indivíduo, com dar algum suprimento para que a “qualidade” do produto final não seja prejudicada.

Bem-estarismo não visa o bem dos animais, visa o lucro dos produtores e a segurança dos consumidores, por isso desperta tanta indignação nos abolicionistas. De fato, está errado usar esse termo para designar gente que não se importa com o bem próprio dos animais, gente que apenas diminui, quando o faz, o mal-estar deles.

Então, para não magoar tanto as pessoas que cuidam dos animais estragados pelas outras, poderíamos ter uma terceira categoria, que não seria referida com o termo bem-estarista, nem abolicionista, até prova em contrário, por exemplo, na falta de inspiração momentânea, “socorrista” animalista. Acho ótimo!

Temos, então, os bem-estaristas, esses que o Leon Denis, em sua Coluna Educação Vegana, [Contraponto – Parte III – A origem do mal] rudemente chamou com palavras duras, quero dizer, os que defendem o sistemão como ele está aí posto, apenas ampliando o espaço ou implementando algum alívio para os animais que seguem na fila da morte; os abolicionistas, que claramente se opõem à toda e qualquer forma de confinamento dos animais para exploração que beneficie humanos; e, finalmente, os socorristas, que cuidam dos animais estragados pelos primeiros, sem com isso dizer que são favoráveis ao confinamento e exploração dos animais. Esse último grupo não é bem-estarista, no sentido mais usado do termo, é “socorrista”. Ninguém, em sã consciência, pode criticar qualquer ser humano que venha em socorro de um animal, humano ou não-humano, ferido e em necessidade. Mas, também em sã consciência, ninguém pode parabenizar aqueles que se põem na posição bem-estarista, pois são eles quem sustentam o sistema.

Mas, que isso fique claro, nem todas as socorristas são abolicionistas. Nem todas as socorristas são bem-estaristas. Por haver uma enorme diferença na posição de umas, em relação a das outras, é que temos embates feios no movimento de defesa dos animais. Mas, esses embates, no que posso acompanhar, têm sido muito ricos, e sou uma filósofa feliz, porque introduzi esse debate teórico no Brasil e agora disponho dessa comunidade maravilhosa, da qual Gianna, Andresa, Sarah R., Vitor, Pedro, Luciano, Leon fazem parte, entre dezenas de outras pessoas, para poder aprofundar os conceitos. Devo a vocês, hoje, ter a faísca para entender que precisamos urgentemente de uma terceira categoria conceitual e ética, a de socorristas animalistas, designando as pessoas, que são milhares pelo Brasil afora, que vivem socorrendo animais feridos e abandonados pelo descaso dos demais.

Tenho muito respeito pelas socorristas. Tenho abjeção por bem-estaristas. Empenho-me pela abolição de todas as formas de exploração animal, sem especismos eletivos ou elitistas.

Resumindo:

Bem-estaristas= apoiam o sistema de exploração animal.
Abolicionistas= defendem a abolição desse sistema.
Socorristas= prestam serviço aos animais feridos ou abandonados pelo resto da sociedade, visivelmente bem-estarista, no sentido acima.

Fonte: ANDA


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Olhar Animal – www.olharanimal.org


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Limeira (SP): Praça da Bíblia é dos saguis

Macacos são íntimos dos moradores e viraram atração. 

Por Ana Paula Rosa

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Na Praça da Bíblia, no Jardim Piratininga, em Limeira, não é difícil encontrar saguis subindo em árvores e numa tranquilidade típica de quem se sente em casa. Acontece que há mais de dez anos, pelo menos uma dezena destes pequenos macacos – que não têm muita vergonha de câmeras, tampouco de gente – faz morada nesta praça e leva alegria aos vizinhos e visitantes do local.

Segundo a pensionista Aparecida Luiza Financio, 84 anos, que mora há 50 anos no bairro, a festa é ainda maior com as crianças, que frequentemente levam bananas e outras frutas para atrair a atenção dos bichos. “Os saguizinhos descem das árvores para interagir. São muito bonzinhos”, fala.

Dona Aparecida afirma que, no início, eram apenas dois saguis, que procriaram ao longo dos anos. Atualmente, é possível observar que eles carregam filhotinhos entre as folhas e galhos das grandes árvores no local. “Provavelmente, eles (saguis) vieram há muito tempo do zoológico e ficaram por aqui. E gostaram da nova casa! Para mim, estes bichos são maravilhosos, pois só servem para nos alegrar”, diz.

Ela ainda ressalta que os animais, às vezes, descem das árvores e, muito rápidos, atravessam a rua e pedem a atenção dos moradores. “Eles entram no meu quintal e esperam uma fruta. Depois, voltam a se divertir na praça. São animais muito divertidos, dóceis e, principalmente, espertos”, fala.

CRIANÇAS

Enquanto o Jornal de Limeira fotografava os macacos, famílias com crianças foram se reunindo para observar os animais, que chamam a atenção por parecerem muito sagazes. A dona de casa Maria Aparecida Balduíno, 49, por exemplo, parou com os três netos no local para contemplar a cena. “Chamou-me a atenção estes animaizinhos aqui, tão livres e felizes. As crianças, então, estão achando o máximo vê-los ao vivo. Como moro próximo daqui, vou voltar sempre que der”, afirma.

Outra moradora, Ederlina Oliveira, 71, também estava com o neto na Praça da Bíblia. Ela afirma que ele, que tem 6 anos, dá até nome para os bichos. “Sei que ele chama um de Mané. Os vizinhos também chamam o outro de Chico. É como se esses saguis já fizessem parte de nossa rotina. É o atrativo de nossa praça”, diz.

Fonte: JL Mais

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Ruas de Manaus têm 200 mil cães e gatos abandonados

Secretaria de Meio Ambiente tenta encontrar solução em parceria com ONGs.

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Passa dos 200 mil o número de cães e gatos abandonados nas ruas de Manaus (AM), segundo dados da secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado. O governo está tentando discutir com a população, prefeitura e entidades não-governamentais uma possível solução para o problema.

Segundo a secretaria, não há dados de outras cidades e do interior do Estado, mas estima-se um número muito superior comparado ao da capital. Com a superlotação de animais nas vias, o Centro de Controle de Zoonoses acaba abrigando animais abandonados, o que não é a função dele.

De acordo com o diretor do centro, Francisco Zardo, são feitas 400 castrações por mês, número quase insignificante. Ele afirmou que seriam necessários 4.000 procedimentos por mês para que se tivesse o controle populacional em um prazo de dez anos. O Centro de Controle de Zoonoses é responsável pelo controle de doenças, mas acaba abrigando animais sadios de forma precária por não ter estrutura para isso.

A secretaria informou que o abandono por parte dos tutores dos bichos facilita a procriação. Na semana passada foi realizado um seminário para debater a questão e decidido que serão iniciadas campanhas de conscientização na zona rural e urbana da capital.

Fonte: R7

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Sauim-de-Manaus segue no topo da lista de animais em extinção

Criar ligações entre os fragmentos florestais pode garantir a manutenção da espécie mais ameaçada de extinção.

Por Jéssica Vasconcelos 

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O crescimento desordenado da cidade de Manaus tem afetado gravemente as populações de primatas da espécie Sauim-de-Manaus, que segue no topo da lista de animais em extinção. A construção de grandes empreendimentos e avenidas tem feito com que os fragmentos florestais se tornem menores e os animais busquem alternativas de sobrevivência.

Segundo o professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Marcelo Gordo, o atropelamento é uma das principais causas de morte dentro e entre fragmentos florestais na cidade e nas estradas, depois do desmatamento. Somente na estrada da Ufam, morrem em média dez sauins atropelados por ano.

De acordo com o professor, na capital há mais de 50 fragmentos florestais que abrigam o Sauim-de-Manaus, mas a maioria tem populações muito pequenas e instáveis, com grandes riscos de extinção local. Mesmo os fragmentos maiores, como a Ufam, não têm mais do que 140 exemplares, garante ele. Já os fragmentos menores, como o Parque do Mindu e o Parque Sumaúma, têm entre dez e 18 exemplares, enquanto outros possuem uma população ainda menor da espécie.

Alerta

Para o professor, como forma de tentar diminuir os impactos do homem sobre a população de Sauim-de Manaus, é necessário evitar os atropelamentos desses animais, diminuindo o desmatamento e a degradação ambiental, implantando redutores de velocidade nas avenidas de grande movimento e construindo passarelas para a fauna, refazendo a conexão entre os fragmentos florestais urbanos.

Na avenida das Torres, Zona Norte, foram instaladas placas de sinalização para os motoristas saberem que o local é passagem dos sauins. Apesar do alerta, o local não conta com passarelas para a fauna, e a travessia dos animais é arriscada.

A professora Neide Aparecida de Almeida, que mora na avenida, conta que já presenciou atropelamento dos macacos e que os motoristas, na maioria dos casos, não sabem que o local é passagem dos animais. “Eu espero que, depois da colocação das placas, os motoristas reduzam a velocidade e prestem mais atenção, afinal, somos nós que invadimos o espaço dos animais”, disse professora.

Monitorados

A gerente de fauna do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Sonia Canto, explica que o órgão tem feito o acompanhamento das populações de Sauim na avenida das Flores, que está sendo construída. No local, há cerca de 12 animais que estão sendo monitorados. “A população também está recebendo orientação para que não ofereça comida para esses animais, que se acostumam e acabam se aproximando e sendo atropelados”, disse Sonia.

Proposta

Segundo a gerente de fauna do Ipaam, Sonia Canto, há uma discussão no Ministério Público Federal (MPF) para fazer a interligação dos fragmentos florestais existentes de forma a possibilitar a passagem desses animais em segurança. Um grupo formado por vários órgãos estuda a melhor alternativa.

Em números

10 é o número de Sauins atropelados, anualmente, na estrada da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Segundo a gerente de fauna do Ipaam, Sonia Canto, devido às características da espécie, a transferência desses animais para outros locais está descartada já que eles dificilmente conseguirão se adaptar

Estratégia

As placas de sinalização de fauna implantadas na avenida Governador José Lindoso fazem parte de uma estratégia de conservação e proteção da fauna, com ênfase no Sauim-de-Manaus. Elas foram produzidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) e a confecção foi possibilitada por meio de uma parceria com a Manauscult. Expansão Inicialmente, foram instaladas na Área de Proteção Ambiental (APA) Tarumã-Ponta Negra, devido ao grande fluxo de circulação no período da Copa, mas a ideia é estender a implantação para outras áreas com passagem de fauna, como a APA Ufam/Acariquara e o Corredor Ecológico do Mindu.

Fonte: A Crítica

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Contra o sofrimento animal: saiba o que é veganismo e como vivem seus adeptos

O movimento vegano, que renega o consumo de carne, derivados e produtos de origem animal, está ganhando cada vez mais adeptos.

Por Taynã Feitosa

O veganismo soa como dieta “cool” para uns, mania de hippies “naturebas” para outros e como esquisitice para desinformados que defendem teorias como “o alface também sofre” e “os animais existem para nos servir, porque somos humanos, os soberanos”. Mas, para quem escolhe não comer ou usar nenhum produto que tenha como origem o sofrimento animal, o veganismo é conduta ética. E o mais bacana é saber que esse movimento, tão rico em vertentes, está ganhando cada vez mais adeptos, tanto jovens cabeças pensantes quanto gente que procura garantir qualidade de vida.

Não basta só excluir carne da alimentação. Lembre-se também de deixar de lado embutidos, ovos, leite, mel, lã, couro, produtos testados em bichos e também festas de rodeio, circos e exposições de animais. Qualquer atividade que envolva o sofrimento de animais está longe da vida de quem levanta a bandeira vegana. Para eles, o veganismo é uma postura política tão importante que deve ser mostrada às empresas – e ao mundo, através de boicote a produtos e serviços obtidos com sofrimento de animais.

 

E quem aí pensa que veganos são politicamente corretos e chatos, se engana. “Convivo com pessoas que têm todo tipo de alimentação possível e não tento ‘catequizar’ ninguém”, brinca o grafiteiro Giu Dias, de 27 anos. Adepto do estilo de vida sem crueldade há mais de 10 anos, ele conta que tudo começou por influência de amigos que, além de veganos, eram Straight Edge (movimento de contracultura com origem no punk/hardcore que defende o não uso de bebidas, drogas lícitas e ilícitas, tabaco e por vezes se identifica com o veganismo). “Já me sentia atraído por essa cultura do não uso do que faz mal para o nosso corpo. Através desses amigos, fui estudando e decidi parar de comer carne, e, um tempo depois, larguei qualquer produto que envolva sofrimento animal”, explica o artista, que foi vegetariano por um ano, antes de aderir ao veganismo.

A transição de Giu de onívoro para vegano foi tranquila. O jovem, que não tinha lá muita desenvoltura na cozinha, teve que aprender a cozinhar. E fez da necessidade uma paixão. Enquanto morava com os pais, ele vivia de “arroz, feijão, salada e o que mais a mãe pudesse fazer”. E diz que não enjoa, tudo é questão de força de vontade. “Saio com amigos que bebem, comem carne, fazem churrascos. Não deixei de ser sociável por conta disso. Faço o que quero. Cada um faz e acredita no que quer”, conta ele, que precisou lidar com as brincadeiras dos amigos no começo, mas, hoje em dia, é o maior piadista do grupo. “Falo mesmo sobre a ‘supremacia vegana’ e faço brincadeirinhas e piadas manjadas. Tudo no maior bom humor”, conta.

Quanto a problemas de saúde, como anemia ou outra deficiência de vitaminas e proteínas, Giu esclarece que nunca teve problema, justamente por ficar de olho. “Faço check ups com frequência e acho isso muito importante. Fica o alerta para todo mundo, não só para veganos”.

Negócio sem crueldade

Já o caso do empresário Thiago Pimentel foi de filosofia de vida para os negócios. Tudo porque ele, ao lado do sócio Gustavo Cometti, que é vegano há 8 anos, resolveu arregaçar as mangas e facilitar a vida de adeptos desse estilo de vida na Grande Vitória ao abrir o Empório Veganza. Thiago, que se diz “vegetariano em fase de transição”, conta que a ideia da loja já existe há anos, justamente por saber da falta de alternativas veganas no Estado. “Além de filosofia de vida, o vegetarianismo, o veganismo e a alimentação a base de alimentos orgânicos são tendência para o futuro. Por isso, o mercado precisa se adequar a esse tipo de alimentação mais saudável”, esclarece.

Se você ainda acha que vegetarianos e veganos vivem a base de alface, é bom saber que existe, sim, bacon vegano, feito a base de soja e defumado. E também bife de hambúrguer. “Temos todo tipo de junkie food e comida gourmet, podemos garantir”, brinca o empresário. As variações dos conhecidos “podrões”, com selo ético “sem crueldade” faz a cabeça de veganos que curtem mesmo comida tipo fast food. “As pessoas se descontrolam. Elas chegam a loja e veem tantas opções que saem carregando sacolas, com sorrisos enormes”, explica Thiago, apontando a variada opções de alimentos de polos vizinhos, como Rio, São Paulo e Minas, como as maiores referências na hora de adquirir alimentos saudáveis.

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Tanto por influência do novo negócio quanto pelo amor aos animais, que influenciaram com peso maior a decisão de Thiago para a alimentação livre de crueldade, ele conta que o veganismo vai voltar para sua vida em breve. “Não é pela loja, é pela ideologia. Me sinto melhor vegano, porque fui por cinco anos. Voltei a ingerir ovos e leite por falta de opção no mercado. Mas agora não tenho mais essa desculpa”, justifica.

Bons de prato

Por conta da dieta restritiva e também da dificuldade para encontrar alimentos 100% veganos, novos adeptos têm dúvidas constantes em relação as necessidades do corpo, tanto de vitaminas, quanto de nutrientes, principalmente a vitamina B12, encontrada em carnes de animais e derivados, como ovos e leite.

Vegana há dois anos e meio e também nutricionista, Aline Seidel conta que tudo é questão de balanceamento e informação. Ela, que não faz distinção entre pacientes e atende adeptos de todas as dietas, conta que os veganos que chegam ao seu consultório carregam a suplementação como maior dúvida. “Você precisa garantir que sua alimentação diária conte com leguminosas, folhas verde-escuro e vitamina C nas principais refeições, proteínas variadas, frutas e verduras diariamente e não esquecer das oleaginosas e do ômega 3, presente, por exemplo, na chia”, explica a nutricionista, lembrando também que na maior parte dos casos, a suplementação é realmente necessária. “O que determina a quantidade de vitamina suplementada é o organismo. Por isso, como qualquer outra pessoa, veganos precisam fazer exames periodicamente”, esclarece a especialista.

Aline é apaixonada por animais, e por viver rodeada de bichos, viu que a escolha pelo veganismo era mesmo necessária. “Com o tempo, vi que não existe diferença entre meus gatos e cachorros e bois e galinhas. E claro, pesquisei bastante. Saí da faculdade vegana, porque vi que o vegetarianismo não bastava”, esclarece.

Tanto por ser vegana quanto especialista em nutrição, Aline defende que a adaptação à dieta é relativa e cada pessoa funciona de maneira diferente. Ela nunca conheceu alguém que teve algum problema de saúde relacionado à falta de vitamina B12 que não tenha sido solucionado com a suplementação correta, mas alerta para pacientes que tiveram problemas de saúde por descuido. “Quem escolhe esse estilo de vida não pode abrir mão de cuidados com o que come. Conheço relatos de pessoas que tentaram suplementar as vitaminas, mas não obtiveram bons resultados. Vale a pena conhecer seu corpo e fazer acompanhamento sempre”, explica, afirmando também não ter nenhum problema de saúde por causa da dieta. “Ao contrário, sou muito mais saudável hoje”.

BR veganismo evelizerevistaaaa min cecc-1422410Vigilância, aliás, também é a palavra-chave para os nutrólogos Marcos e Virgínia Dantas. A primeira recomendação a um novo vegano, segundo o especialista, é a informação em relação ao que pode ou não ser ingerido e, como ponto mais importante, o que não pode faltar no cardápio. “O vegano pode ter problemas sérios com a falta de vitamina B12 e creatina. É uma opção do paciente, e eu, como médico, tenho que repor o que falta”, aponta. Marcos ainda fala que a suplementação, vista muitas vezes como um gasto a mais, não é cara e também é fácil de ser feita.

Responsável por grande parte das dietas e acompanhamentos veganos da clínica, Virgínia explica que para uma elaboração correta de um cardápio nutricional – seja ele vegano ou não –, o médico deve observar, primeiramente, os hábitos alimentares do paciente. “No caso do vegano, observo o que pode vir a ter carência e sugiro os alimentos que a pessoa deve comer”, sugere a médica. Ela afirma que a maior parte dos casos de doenças nutricionais, como anemias e falta de vitaminas, deve-se a má alimentação. “É por isso que precisamos trabalhar com nutricionistas e garantir a saúde do paciente independente do estilo de vida escolhido por ele”, finaliza.

Fonte: Gazeta Online

Nota do Olhar Animal: Quando se fala nos “tipos chatos”, que querem “catequizar os outros”, há que se fazer uma analogia e ponderar. Imagine uma situação envolvendo um torturador e/ou assassino de humanos, um estuprador. Imagine também ninguém intercedendo em favor das vítimas dele, ninguém objetando, ninguém apontando o quanto isto está errado, para evitar ser “chato”, ser um “catequizador”. Assumir que no caso dos humanos a omissão não é correta e que no casos dos animais não humanos a omissão é correta significa partir do princípio de que as vítimas não humanas merecem menos consideração moral. E não há diferença RELEVANTE entre animais humanos e não humanos que justifique isto. A senciência é critério obrigatório no sentido de que esta consideração em relação à violência, aos maus-tratos e abusos, ao direito à vida, seja igual.