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Parque é acusado de maus-tratos contra filhotes de elefantes

Responsáveis pelo empreendimento dizem que as imagens são antigas, que os culpados já foram punidos e os animais receberam cuidados para se recuperar. 

AFRICADOSUL africadosulelefantesnspcaUm parque que serve de abrigo e exposição de bebês elefantes, na África do Sul, foi acusado de maus-tratos contra os animais. Para sustentar a denúncia, imagens de elefantes feridos e passando por abusos foram divulgadas na internet. As informações são do Daily Mail.

Fundado em 1994, o Knysna Elephant Park se orgulha de ser o primeiro centro dedicado a cuidar de bebês elefantes no país. No entanto, um vídeo gravado nas instalações do parque mostraria os animais sendo acorrentados e sofrendo outros tipos de maus-tratos.

Segundo o Conselho Nacional das Sociedades para a Prevenção da Crueldade contra os Animais (SPCA), o caso será levado ao tribunal e, se condenados, os diretores e administradores do parque podem pegar até três anos de prisão, além de perder a guarda sobre todos os animais. 

AFRICADOSUL africadosulelefantesnspca2Os atuais responsáveis pelo Knysna Elephant Park, no entanto, negam a responsabilidade pelo abuso. Segundo eles, as imagens foram gravadas há pelo menos seis anos e vieram à tona agora.

Segundo um comunicado emitido pelo parque, na época, os animais foram agredidos por cuidadores que se rebelaram, depois que um dos funcionários foi morto por um elefante, durante um acidente. Os culpados do abuso teriam sido punidos e perdido seus empregos.

“Estes elefantes traumatizados receberam cuidados veterinários especializados e um ambiente seguro para se recuperar”, informa o comunicado. O caso está sendo investigado.

Fonte: Terra

Medicina Veterinária e veganismo

Por Leonardo Maciel

Acredito que todos que comecem a cursar medicina veterinária tenham pelo menos simpatia e interesse por animais em geral. Eu pelo menos, decidi pela medicina veterinária muito cedo e o fator emocional foi decisivo. O mínimo que fiz foi recolher um cão com hidrofobia na rua e escondê-lo em casa por alguns dias. Não entendi a gravidade do fato na época, mas o que marcou mais foi o “desaparecimento” de todos os cães que conhecíamos da rua, cães semi-domiciliados, e que foram levados pela antiga corrocinha.Todos aqueles que esperavam a molecada na saída da escola desapareceram.

Logo no começo do curso, começa a dessensibilização do aluno, porque a “ciência”é usada com justificativa inquestionável em seus protocolos tradicionais de vivissecção e utilização de animais vivos no ensino e na pesquisa. Ensina-se que é normal matar, uma vez que as vidas dos animais podem ser usadas para um bem maior. Começa com uma rã, depois vem um ratinho, um coelho, um cão e um bovino. Ocorre um processo de desvalorização da vida incutido ao longo de anos na personalidade em formação.

O corpo docente é formado por uma tradição de pesquisador a pesquisador, quase de pai para filho. Certa vez, estava eu na biblioteca estudando doenças de felinos ao invés de assistir aula de produção de leite e um professor me abordou: “Você não tem vergonha de estudar doença de gato, enquanto estuda em uma universidade pública e o seu país passa fome?A função do médico veterinário é produzir alimento”. Na época não retruquei, mas hoje perguntaria a ele: você tem fome de quê?

Às vezes saíamos muito cedo para um matadouro, escolhíamos a vaca que estaria mais próxima do parto e fazíamos uma cesariana. Apesar da lei que proíbe o abate de fêmeas gestantes, é difícil achar uma que não esteja, pois mais pesada vale mais a carcaça. Um filhote saiu já com pelos e mugindo com os líquidos placentários obstruindo as narinas. Tentei limpar mas o professor me impediu perguntando se eu ia levá-lo para casa e amamentar. Ele foi diminuindo os movimentos lentamente até parar e depois foi para a “graxaria”, ser transformado em pó para rações de cães. A mãe foi levantada, e antes que pudesse lamber o feto, caminhou alguns metros e levou uma martelada na cabeça. O “crec” é impressionante. Trinta minutos depois ela estava distribuída em bandejas. Fiquei profundamente impressionado com a rapidez do “desmanche” mas ainda continuei consumindo carne por algum tempo, achando que o errado era eu se me recusasse.

Hoje sou vegano. Por coerência. Sinto dor todos os dias, ao pensar no tremendo equívoco que nossa espécie está cometendo com relação às outras. Dor por saber quão lentamente caminhamos e quanta dor causamos.

Os amigos perguntam se vivo de alface e soja, e porque não uso meus caninos, mas estou tentando usar meu coração e meu cérebro.

Participei de dois comitês de ética no uso de animais, mesmo sabendo que não há ética em se usar outra vida, mas fui voto vencido. Os comitês existem para ratificar o uso de animais, na maior parte para fornecer bolsas e fazer publicações em currículos.

Procurei amparo e justificativa para meus sentimentos em Peter Singer, Gary Francione, Sérgio Greif, Tom Regan, Martha Nussbaum, Pierre Guénancia, Sonia T. Felipe e tantos outros, mas cheguei à conclusão provisória de que a mudança é fundamentalmente pessoal. Sou professor de medicina de animais silvestres e vejo que não basta receber as informações, por mais convincentes que sejam. Não é suficiente para o passo seguinte. Vejo mais progresso em crianças recebendo educação ambiental em comunidades do que em muitos adultos com maior capacidade de interpretação.

A medicina veterinária não vai ajudar na abolição da escravidão das outras espécies pela espécie humana. Isto é obvio na atual conjuntura, mas poderia ser diferente. Nos cinco anos de curso, o aluno estuda clínica por menos de um quarto deste tempo, e o restante é utilizado para tecnologia de produção de alimentos de origem animal. Se for por este aspecto, a situação dos animais não humanos é pior ainda, porque não fazem parte do nosso círculo ético, não possuem direitos reconhecidos, não têm sua dor considerada e não possuem médicos para cuidar de sua saúde física. Se o animal for um cão, um gato, um cavalo ou uma ave engaiolada, terá mais sorte que um veterinário lhe dê atenção, mas para a maior parte das espécies o veterinário tem agido mais como um algoz. Veterinários e zootecnistas são hoje os responsáveis (num sentido bem amplo) pelo processo extremamente dispendioso, improdutivo e destrutivo de se usar animais para metabolizar vegetais e transformá-los em carne, ovos e leite para consumo humano, enquanto poderíamos pular esta etapa e consumir estes vegetais de forma mais saudável.

A medicina veterinária perde uma oportunidade de participar de uma revolução realmente moral, talvez a mais importante mudança em nossa sociedade desde que saímos das cavernas. Um novo patamar evolutivo. Os animais não humanos na maior parte das vezes precisam apenas de médicos para o corpo, enquanto nós continuaremos a precisar de médicos para o corpo e a alma enquanto cultivarmos e comermos violência.  


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Olhar Animal – www.olharanimal.org


 

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Prefeitura de Blumenau (SC) lança a 1ª Campanha de Proteção aos Animais no Inverno

Iniciativa busca arrecadar desde roupas até remédios para ajudar os animais neste período de baixas temperaturas. 

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O início das baixas temperaturas é uma época em que tanto crianças, jovens e idosos começam a se preocupar com o frio. Da mesma forma, os animais também sentem a queda da temperatura, alguns deles chegam a falecer. Outros, com mais sorte, encontram alguém que os acolhe neste período difícil. Pensando em trabalhar esta questão de forma ampla na cidade e com a participação ativa da sociedade, a Diretoria de Bem Estar Animal promove a 1ª Campanha de Proteção aos Animais no Inverno em Blumenau.

Com o apoio de Organizações Não Governamentais (ONGs), como Hachi, ADAB e Focinho Feliz, a iniciativa busca arrecadar cobertores, caminhas, casinhas, roupas, ração, pote para alimentação e até remédios para ser distribuídos para as entidades que desenvolvem um trabalho de prevenção e proteção aos animais do município. A campanha será realizada na cidade até o dia 20 de junho.

Pontos de coleta

Os interessados em participar da campanha e fazer parte deste projeto de cunho humanitário, podem fazer as doações nos postos espalhados pela cidade, entre eles o Giassi Supermercados, Neumarkt Shopping e Norte Shopping e Shopping Park Europeu. A Prefeitura disponibilizou no www.blumenau.sc.gov.br/campanhainvernoanimal a relação completa dos pontos de coleta.

Fonte: Prefeitura de Blumenau

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Diminui os acidentes com animais nas rodovias de Sergipe

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Durante os quatro primeiros meses de 2014, a Polícia Militar, através da Companhia de Polícia Rodoviária Estadual – CPRv, registrou um total de 10 (dez) acidentes envolvendo animais soltos nas rodovias, no mesmo período de 2013 foram registrados 20 acidentes envolvendo animais, efetuado-se um comparativo verificasse uma redução de 100% no número desse tipo de acidente. 

O comando da CPRv acredita que essa redução é devido ao trabalho preventivo de recolhimento de animais que vem sendo intensificado pela Companhia de Polícia Rodovia Estadual desde do ano de 2012, onde nesse período (de 2012 a 2014), foram recolhidos um total de 945 (novecentos e quarenta e cinco) animais soltos nas rodovias. Para realizar esse tipo de trabalho a CPRv dispõe de dois caminhões boiadeiros adquiridos pelo Departamento Estadual de Trânsito – DETRAN/SE.

Apesar da redução do número de acidentes envolvendo animais soltos, esse tipo de acidente vem vitimando varias pessoas devido a gravidade do acidente. Durante o ano de 2013 a CPRv registrou 07 (sete) mortes, com 12 (doze) pessoas lesionadas, já este ano foram registrados 04 (quatro) mortes, com 05 (cinco) pessoas lesionadas em acidentes envolvendo animais soltos.

Os municípios com mais registros desse tipo de acidente são: Lagarto (rodovia SE 270), Neópolis (rodovia SE 335), Barra dos Coqueiros (rodovia SE 100), Tobias Barreto (rodovia SE 170), Estância (rodovia SE 368), Porto da Folha (rodovia SE 200), São Cristóvão (rodovia SE 065).

O grande problema enfrentado pelo comando da CPRv para realizar o trabalho, vem sendo a falta de currais para acomodação dos animais nas regiões onde eles são recolhidos e a falta de conscientização dos donos dos animais em deixá-los soltos as margens das rodovias.

A CPRv informa que em caso de emergência, acidentes de trânsito, animais soltos e solicitação de auxilio nas rodovias estaduais, o condutores devem ligar gratuitamente para o telefone 198 de qualquer região do Estado.

Fonte: Plenário

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Castração de cães e gatos no CCZ de Manaus (AM) pode demorar seis meses

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Quem precisa utilizar o serviço de castração de animais domésticos do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), pode esperar até seis meses para conseguir realizar a cirurgia em seu bicho de estimação. A informação é da direção da unidade, administrada pela Prefeitura de Manaus. O serviço é disponibilizado gratuitamente.

De acordo com o médico veterinário e diretor do CCZ, Francisco Zardo, existe de fato uma fila de espera em razão da procura pelo serviço ser muito grande. “Somente no mês de abril foram realizadas 397 cirurgias e já temos agendamentos até dezembro”, revelou. Ele criticou os grupos de proteção e defesa animal que usam seus membros para agendar um grande número de cirurgias, tomando a vaga da população em geral. “Muitas pessoas agendaram um grande número de cirurgias dessa forma e nós estamos limitando em um máximo de três por mês até um total de dez por CPF”, ressaltou.

O diretor do CCZ justificou o fato de atender a lei municipal 1.590/11 que limita em dez o número de animais por residência. “Dessa forma alguns agendamentos que excederam serão cancelados e novas vagas serão disponibilizadas”, garantiu.

A castração, na maioria das vezes, é destinada a pessoas de não podem pagar pelo serviço nas clínicas veterinárias particulares onde o serviço é caro e inacessível para quem não dispõe de recursos financeiros. Um levantamento mostra que valor de uma cirurgia varia muito nas clínicas particulares: para gatos, entre R$ 100 e R$ 200; para gatas, de R$ 200 a R$ 300. Já para cachorros, o preço da castração oscila em torno de R$ 400 a R$ 500. Para cadelas, de R$ 600 a R$ 1 mil, dependendo do tamanho do animal.

O serviço de castração e microchipagem do CCZ encontra-se à disposição dos interessados. Basta ir ao local levando cópia da identidade, CPF (válido) e comprovante de residência, e efetuar o agendamento.

“De fato a estrutura da unidade encontra-se defasada frente ao crescimento da cidade e da demanda pelos serviços, uma vez que a população vem se conscientizando dos benefícios do controle reprodutivo. Foi elaborado um projeto de reforma do centro e o processo está tramitando na Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) atualmente. Por hora, nos resta ter um pouco de paciência pois uma série de etapas devem ser cumpridas até a execução dessa obra”, salientou.

Além do serviço de castração o CCZ também realiza a campanha anual de vacinação antirrábica, fiscalização zoossanitária e investigação ambiental de casos de leptospirose, entre outras atividades voltadas para a vigilância e controle das zoonoses de interesse em saúde pública.

Resposta

“Acredito que a metodologia do CCZ precisa ser melhorada. Não creio que nossas ações de ajuda aos animais prejudiquem o atendimento da população em geral nos serviços de castração. Há dias em que não há nenhuma castração para fazer lá e, algumas vezes, aproveitamos essas vagas apenas”, ressaltou a responsável pelo Grupo de Proteção Animal, a bióloga Marinete Moura.

Fonte: Em Tempo

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Vereadores aprovam lei que proíbe rodeios em Valinhos, SP

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Foi aprovada em primeira discussão na Câmara dos Vereadores de Valinhos, a inclusão dos rodeios na lei que proíbe apresentação de animais em eventos na cidade. A norma já previa restrição a circos e locais semelhantes.

A proposta, de autoria dos vereadores do PV José Henrique Conti e César Rocha, prevê exceção no caso de exposições e mostras educativas que tenham autorização dos poderes públicos municipal, estadual e federal.

Uma emenda sobre o uso de animais em desfiles em outros tipos de competições foi apresentada, mas foi recusada. A multa prevista em caso de descumprimento passa de R$ 6,4 mil e o projeto ainda vai passar por segunda votação no próximo dia 27.

Fonte: CBN

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Túneis para animais serão construídos ou reformados em rodovias de SP

Objetivo das mais de 60 passagens de fauna é auxiliar a diminuir atropelamentos nas estradas da região. 

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Mais de 60 passagens de fauna das Rodovias Raposo Tavares e João Baptista Cabral Rennó vão ser reformadas ou construídas, conforme informa a Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart), que administra as estradas.

De acordo com a Cart, especialistas afirmam que a principal causa de morte de animais vertebrados no Brasil é o atropelamento. As passagens de fauna são túneis construídos ou adaptados sob o asfalto para evitar que os animais cruzem a pista.

Ainda segundo a concessionária, nos pontos de incidência de animais de médio e grande porte, também são fixadas telas dos dois lados da rodovia, formando uma barreira que guia o animal até a passagem segura debaixo da pista.

“Alguns túneis já existiam e vão ser reformados, mas outros novos serão construídos. A escolha dos pontos foi feita a partir de um levantamento realizado durante cinco anos pela Cart, que mostrou a concentração das maiores incidências de animais atropelados. Também foi levado em consideração um estudo do ecossistema da região, que apontou onde as populações de mamíferos e répteis são maiores – em geral, perto de rios”, explica a concessionária.

Na Rodovia Raposo Tavares serão construídos ou adaptados 54 pontos de passagem. Entre os quilômetros 471 e 542 (de Maracaí a Regente Feijó), a obra já está na fase de instalação das telas. Já entre os quilômetros 576 e 654 (de Álvares Machado a Presidente Epitácio), os túneis ainda estão sendo construídos ou adaptados. Neste trecho ainda, são previstas mais 226 secções nas barreiras “New Jersey” (que separam as pistas), para possibilitar a travessia de animais que eventualmente adentrem a pista de rolamento. 

Na rodovia João Baptista Cabral Rennó, outras sete passagens de fauna serão entregues até 2015.

Sinalização

Dentro do projeto Passagem de Fauna, a CART considerou também o reforço da sinalização na rodovia e vai instalar placas de advertência do tipo “Animais Selvagens” locadas entre 50 e 80 metros das proximidades das regiões com maior incidência de animais. Conforme prevê o Código de Trânsito Brasileiro, estas placas advertem aos condutores da possibilidade de presença, adiante, de animais nas pistas. E o dever do motorista é reduzir a velocidade no trecho.

Ao avistar algum animal na pista, algumas dicas podem ser seguidas. Não é indicado buzinar ou acender o farol alto, já que a reação do animal é imprevisível. O motorista também deve reduzir a velocidade e ultrapassá-lo pelas costas. Por fim, pode comunicar a Cart pelo telefone 0800 773 0090. A concessionária possui viaturas e equipes treinadas para resgatar os animais e soltá-los em segurança na natureza.

Fonte: iFronteira

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Após acidente com cavalos em rodovia, MP investiga Festa do Peão

Prefeitura de Hortolândia e organização do rodeio serão ouvidas pelo órgão. Colisão na Campinas-Monte Mor deixou nove feridos e seis animais mortos. 

SP hortolandia acidente-cavalo3232O Ministério Público divulgou nesta terça-feira (20) que vai abrir um inquérito civil para apurar eventual ofensa ao meio ambiente e aos direitos dos consumidores na Festa do Peão de Hortolândia (SP). Seis animais que fugiram de um dos recintos do rodeio se envolveram em um acidente que deixou nove feridos, no último sábado (17), na rodovia Aguirre Proença (SP-101), conhecida como Campinas-Monte Mor. Um cão-mascote de um restaurante de Campinas (SP) também morreu no local.

Segundo a portaria expedida pelo órgão, a VR Rodeio, organizadora da festa, terá dez dias para apresentar quantas pessoas e animais se feriram ou morreram em decorrência do acidente. A empresa deverá mostrar também dados que falem sobre o tratamento dado aos cavalos e também laudos que atestem que a proteção existente era suficiente para evitar fugas.

A Prefeitura de Hortolândia também deverá apresentar explicações ao Ministério Público sobre o acompanhamento dos cuidados dispensados aos animais durante o evento e, se foram constatadas irregularidades e as providências adotadas para saná-las, além de sua participação na Festa do Peão.

Segurança

Sobre a segurança, a Prefeitura de Hortolândia afirmou ao G1 que o rodeio é um evento realizado por particulares. Portanto, para liberação do espaço foi exigida a apresentação de laudos que mostrassem que a estrutura era segura, o que inclui arquibancadas, palco, baias dos animais e área de circulação. O relatório da Polícia Militar e o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros foram apresentados e atestavam a segurança do espaço, segundo o órgão.

A administração municipal informou que além dos laudos, também realizou vistoria nas baias dentro do recinto, constatando que as instalações estavam adequadas. Além disso, segundo a Prefeitura, foi atendido um pedido da Justiça para que um veterinário permanecesse na festa todos os dias para vistoriar os cuidados com os animais. 

Já a Polícia Militar de Hortolândia informa que os laudos feitos pelo órgão são apenas da área externa do evento e os animais estariam na parte interna. Em seus relatórios são levados em consideração número de pessoas que frequentam o evento e o quanto isso vai impactar no trânsito. Na parte externa, segundo a PM, tudo estaria correto. Já quanto à parte interna, isso seria responsabilidade do Corpo de Bombeiros.

O Corpo de Bombeiros de Campinas, responsável por emitir os laudos no evento de Hortolândia, foi procurado pelo G1, mas até o fechamento da reportagem ninguém havia sido encontrado para comentar o caso.

Área Urbana

Para Paulinho Olivieri, da Associação Amor de Bicho Não Tem Preço, a Festa do Peão não deveria ter sido realizada. “Nós já fizemos uma representação no Ministério Público de Hortolândia pedindo o embargo do rodeio em janeiro, pois ela está em perímetro urbano e tem um decreto estadual que é muito claro e não permite rodeio e similares em perímetro urbano no estado de São Paulo. Mas, até agora ainda não recebemos resposta da representação”, afirma.

Quanto à denúncia enviada pela Associação, a Prefeitura afirmou que a programação foi realizada em um recinto montado em área de uso rural, em um pasto cercado localizado entre a Avenida da Emancipação e a Rodovia SP-101, o que não estaria fora da lei.

Investigação

De acordo com o delegado Fernando Bueno de Castro, a Polícia Civil vai investigar se houve negligência. “Os organizadores da festa e as testemunhas serão ouvidas para entendermos o que aconteceu. As imagens do acidente também serão pedidas. Já os veículos envolvidos serão periciados no pátio”, explica. Ainda de acordo com Castro, a investigação vai apurar de quem é a responsabilidade. “Os outros crimes serão decorrentes dessa resposta. No entanto, é uma tragédia que marcou o aniversário de Hortolândia”, explica.

Das nove vítimas, seis tiveram alta. As outras três, permanecem em estado grave nos hospitais de Limeira (SP), da PUC em Campinas e em Sumaré (SP).

Fonte: G1

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BPA desarticula rinha de pássaros no interior de Alagoas

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Uma denúncia anônima na manhã do último domingo (18) levou policiais do Batalhão de Polícia Ambiental a desarticularem uma rinha de pássaros no município do Pilar, região metropolitana de Maceió.

As guarnições foram ao local indicado, um galpão antigo localizado em pleno centro da cidade, onde conseguiram recuperar 17 pássaros da espécie Sporophilanigricollis, mais conhecida como papa-capins. Os pássaros eram expostos a disputas que atraiam dezenas de pessoas.

No momento em que as viaturas chegaram ao local, os animais foram abandonados, sendo resgatados pelas guarnições e encaminhados para a sede do IBAMA, onde deverão passar por um processo de triagem para posteriormente serem desenvolvidos à natureza.

Fonte: Aqui Acontece

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CCZ faz vista grossa para cães abandonados em casa em Campos, RJ

Os animais foram deixados no quintal da residência sem comida ou água. Um dos cães está doente e não consegue andar.

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Após receber uma denúncia de que dois cachorros foram abandonados em estado precário em uma casa, na Rua Visconde do Itaboraí, no Parque Rosário, em Campos, a equipe de reportagem do Jornal Terceira Via esteve no local, na manhã desta terça-feira (20 de maio).

Segundo moradores, que não quiseram se identificar, a residência está a venda há mais de um ano. Os animais, que aparentemente são de raça, foram deixados no quintal da casa sem comida ou água. Um dos cães está doente e não consegue andar.

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Trabalhadores da prefeitura, que participam da obra de restauração das ruas da cidade, reclamam do descaso e querem que as providências sejam tomadas. “Chegamos aqui esta semana e dá para ver que estes cachorros estão largados. Nós estamos dando comida ou água. Já entramos em contato com a imobiliária, que é responsável pela venda do imóvel, para que eles falem com o proprietário, e com o CCZ, mas até agora nada foi resolvido”, disse Marcos Vinícius.

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De acordo com a auxiliar de fatura, Aline Chagas, o “jogo de empurra” entre as autoridades é impressionante. “Soube dessa histórias pelas redes sociais. Liguei para a Polícia Militar e me disseram para falar com a Guarda Municipal. Fui transferida para o setor de meio ambiente e até agora nada. É um absurdo! Os cachorros estão morrendo. Será que ninguém pode fazer algo?”, disse.

A equipe do Jornal Terceira Via entrou em contato com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campos e relatou a situação dos animais. A princípio, o órgão informou que não tinha um veículo disponível para ir até local, já que o carro estava na rua. Ainda sim, questionada sobre porque o automóvel não poderia ir até a casa, quando retornasse de onde estava, a atendente do CCZ explicou que os cães estavam em um local privado e que o problema era da Polícia Militar.

A PM desmentiu as informações do CCZ, alegando que funcionários do órgão têm que ir ao local para fazer o flagrante. Quando o problema for constatado, a polícia poderá ser acionada para apoiar a retirada dos animais.

Fonte: Jornal Terceira Via