Animais abandonados não têm espaço adequado na Grande Florianópolis

Diante da falta de amparo para os animais de rua, Biguaçu, São José e Palhoça projetam espaços para recebê-los.

Por Marciano Diogo

Diferentemente do que acontece em Florianópolis, nas principais cidades da região, Palhoça, Biguaçu e São José, não há cuidados específicos para os animais de rua. Sem um centro de controle de zoonoses, cães e gatos perambulam pelos municípios sem qualquer cuidado específico. Situação que deve ser revertida em breve, garantem os representantes das prefeituras citadas. Em diálogo com os moradores, as administrações elaboram projetos para oferecer cuidado e bem-estar aos animais.

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Em Biguaçu foram realizadas ações por meio do castramóvel, veículo que passava pelos bairros para castrar animais de rua. O projeto foi interrompido e está em fase de adequação. “Optamos por instalar uma estrutura fixa para o centro cirúrgico de castração gratuita. Ele está praticamente pronto e deve funcionar em junho. Quanto ao castramóvel, optamos para utilizá-lo na questão educacional. Ele passará por escolas da cidade para dar aulas sobre os cuidados com os animais”, afirmou o secretário de Saúde de Biguaçu, Leandro Adriano de Barros.

Em São José a situação não é diferente. Existe um projeto para o centro de controle de zoonoses, porém ele ainda está em fase de estudo. Enquanto o local não é construído, a prefeitura acerta os últimos detalhes para fechar um convênio com clínicas particulares para um programa de castração gratuito. Em abril, a secretaria de Saúde lançou edital para o credenciamento de entidades prestadoras de serviços veterinários, englobando ONGs, clínicas e hospitais. A ideia é desenvolver o programa Permanente de Controle Reprodutivo e Cães e Gatos no Município. No momento, o prazo de inscrição ainda está aberto e a prefeitura aguarda o credenciamento dos interessados.

Palhoça terá castramóvel nos bairros

Em Palhoça o problema com animais de rua é tão sério que a moradora Paula Jabur Elias adota os animais que correm risco de vida. “Faço isso há cinco anos. Resgato também os que sofrem maus tratos. Nesses casos, a Polícia Ambiental ajuda, mas não cuida deles depois”, contou Paula, que atualmente tem em casa mais de 50 cães e dez gatos.

O centro de zoonoses é um pedido antigo dos protetores. Porém, a elaboração de um espaço específico para o cuidado deles ainda está sendo avaliado pelo orçamento do município. O secretário de Saúde, Rosinei de Souza Horário, garantiu que há um projeto, mas por enquanto não há prazo para a sua execução. “Temos dois veterinários organizando esse setor. Teremos uma primeira ação em junho, com os mutirões de castração”, confirmou Rosinei, lembrando que a prefeitura comprou um castramóvel, veículo que está sendo equipado e em três meses entrará em funcionamento.

Aumentam os casos de violência

Além do abandono dos animais, a comunidade da Barra do Aririú, em Palhoça, se preocupa com as constantes agressões aos cães de rua. Nas últimas semanas, pelo menos três foram esfaqueados. Vizinhos prestaram os primeiros socorros.

Sobre as denúncias, a secretaria de Saúde de Palhoça afirmou que a investigação dos casos é de competência da polícia, que deve avaliar os fatos. A respeito da assistência dos que sofreram algum tipo de violência, a administração municipal justificou que ainda não tem estrutura para prestar os auxílios adequados.

Por enquanto, cães e gatos abandonados ou que sofreram agressões ficam sob a responsabilidade das ONGs. Uma delas é a OBA (Organização do Bem Animal). Para a presidente da organização, Ana Lúcia Martendal, castrar nem sempre é a solução para as cidades. “Um centro de controle de zoonoses pode se tornar um local de extermínio se não for bem administrado. Muitas vezes os animais são mortos por causa de problemas de saúde simples. É essencial que o poder público ofereça a castração, mas também dê suporte e oriente a população”, salientou a presidente.

Fonte: Notícias do Dia

Nota do Olhar Animal: Mesmo em Florianópolis, a atuação da prefeitura tem sido sofrível, muito longe de oferecer medidas eficazes para o controle efetivo da população de cães e gatos na cidade. Não basta estrutura, é preciso vontade política, o que o atual governo não mostrou neste ano e meio de administração da cidade.

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Prefeitura de Fortaleza (CE) proíbe realização e divulgação de vaquejadas

A previsão é de que entre em vigor em 30 dias contados da data de publicação.  

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O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (Pros), sancionou, no dia 12 de maio, a lei que proíbe a realização e divulgação de vaquejadas e rodeios no Município. A Lei nº 10.186 foi publicada no Diário Oficial da sexta-feira, 16.

Pela lei, “ficam proibidas a realização e divulgação de vaquejada, rodeio e qualquer outro evento que exponha os animais a maus-tratos, crueldade ou sacrifícios, no âmbito do município de Fortaleza”.

A proibição não se aplica, no entanto, para provas hípicas, procissões religiosas e desfiles civis ou militares. A previsão é de que entre em vigor em 30 dias contados da data de publicação.

Câmara Municipal

O projeto, de autoria da vereadora Toinha Rocha (Psol), começou a tramitar na Câmara Municipal em junho de 2013. Além da promoção dos eventos, o projeto da parlamentar proíbe ainda a divulgação e publicidade desse tipo de prática no Município.

De acordo com a lei, o evento não poderá ser divulgado em Fortaleza mesmo que aconteça em outro município. O projeto especifica ainda a proibição de quaisquer eventos que exponham animais a maus-tratos, crueldade ou sacrifícios.

Fonte: O Povo

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Fotógrafo mostra tristeza e solidão de animais que vivem em zoológicos

O canadense Gaston Lacombe viajou por nove países, de cinco continentes diferentes, para mostrar a infelicidade de bichos que vivem em cativeiro. 

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Gaston Lacombe reconhece como extremamente importante o trabalho de preservação e reprodução de espécies dos mais diversos zoológicos espalhados pelo mundo, mas não vê sentido algum em manter os bichos em cativeiro.

O fotógrafo canadense viajou por nove países, de cinco continentes diferentes, para mostrar a solidão e a tristeza dos bichos que vivem fechados em parques, bem longe da natureza.
Para Lacombe, os bichos presos são explorados e apenas contribuem para o enriquecimento dos donos dos parques. Poucos investem no tratamento adequado aos bichos, além de alimentação balanceada e reprodução das mínimas condições de seu habitat.

Durante a viagem, o fotógrafo flagrou pássaros vivendo em lugares fechados e sem luz natural, leões em jaulas de cimento e gorilas trancados em casas com árvores pintadas nas paredes, entre muitos outros abusos.

Apesar de defender que a grande maioria dos zoológicos deveriam ser fechados, Lacombe preferiu não identificar os parques que vistou e fotografou. Ele acredita que o sentimento passado com as imagens dos bichos isolados é que deverá passar a mensagem de seu projeto.

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Veja mais fotos AQUI.

Fonte: Globo Rural On-Line

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Festa de Açaí

Ingredientes

Duas colheres de sopa de açaí orgânico puro e cru
2 bananas
8 morangos orgânicos
1 colher de sopa de sementes de cânhamo cruas ou de castanhas de caju cruas picadas

Preparo

Processar ou liquidificar o açaí com as bananas e colocar no recipiente de servir. Macerar 4 morangos com um pouquinho de limão e despejar sobre o açaí. Cortar em 4 os outros morangos e enfeitar o prato, salpicando as castanhas por cima.

Comer imediatamente.

 

ONU alerta: colapso do planeta com a dieta animalizada

Por Dr. phil. Sônia T. Felipe

Alerta da ONU em seu relatório mais recente: com uma população mundial de 9 bilhões de humanos, não será possível manter a vida sustentável no planeta se a dieta continuar a ter carnes e laticínios como matérias centrais.

Nós somos responsáveis pela demanda de alimentos animalizados. Não será a ONU responsável pela abolição desses alimentos do nosso prato.

Hoje somos 7 bilhões de humanos. Matamos 56 bilhões de animais todos os anos para consumir suas carnes, leites e ovos. Nesse número não entram os animais capturados das águas, porque é impossível saber o número, da casa dos trilhões. No caso desse consumo a estimativa é feita em toneladas, não há contagem por indivíduos mortos e consumidos.

Se tivermos uma população de 9 bilhões de humanos alimentados com a dieta padrão animalizada, teremos que matar 72 bilhões de animais para manter a média de consumo.

Matar, para muitas pessoas, não seria o problema. Para os consumidores contumazes de carnes, leites e ovos, o sofrimento e a morte dos animais não contam.

Entretanto, no que as pessoas consumidoras de carnes, ovos e leites não pensam, é que para poder matar esses animais foi preciso mantê-los presos, pois nenhum de nós, habitantes urbanos, nem a maioria dos habitantes rurais tem tempo ou habilidade para sair à caça de animais, matá-los, descarná-los, picá-los, armazená-los e mantê-los refrigerados até a hora de preparar o churrasco, a carne assada de panela etc. Então, todos os animais mortos para consumo humano são feitos prisioneiros para facilitar a captura na hora do abate. Isso tem um custo nunca imaginado pelos comedores de carnes e laticínios. O custo da manutenção dos corpos desses animais enquanto aguardam o peso ou o tamanho ou a reprodução forçada.

E quando mantemos esses animais em confinamento completo, semicompleto, quando manejamos sua dieta para que pesem bastante na hora do abate, secretem bastante leite ou ponham muitos ovos, temos que fornecer muita comida a eles e muita água. A ingestão desse montante de comida, grãos e cereais nobres no caso dos ruminantes, produz muito gás metano, emitido para a atmosfera pelo arroto e liberado também por outras vias digestórias.

Tudo o que os bois e vacas, porcos e porcas, cabras e cabritos, ovelhas e carneiros, galinhas e galos e tantos outros animais criados para o abate comem e bebem é transformado em excrementos no mesmo dia.

O planeta não aguenta mais ser espoliado com as plantações de grãos, cereais e forragens, cultivados com biocidas para se colher mais e mais; os animais não aguentam mais comer tantos alimentos envenenados; e os humanos estão com sua saúde deteriorada por ingerir tanto alimento animalizado. Tudo colapsa.

É preciso fazer a transição para uma dieta vegana, a única que poupa os animais do tormento e da morte, poupa o planeta da produção de alimentos para animais e restitui a saúde há muito roubada de nós pela ingestão de carnes, leites e ovos.

A nossa geração precisa fazer a virada, porque foi ela quem se esbaldou comendo churrascos, queijos, tortas, iogurtes e chocolates. Os bebês que nascem hoje e terão 30 anos quando o colapso chegar não têm culpa alguma das escolhas que fizemos por eles quando eles sequer haviam nascido.

Veja artigo ONU recomenda mudança global para dieta sem carne e sem laticínio.


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Olhar Animal – www.olharanimal.org


 

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CCZ de Corumbá (MS) adotará nova visão de trabalho para populações de cães e gatos

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Com a ampliação do prédio e parcerias entre ONG’s, instituições de pesquisa e a Polícia Militar, a Prefeitura de Corumbá, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Secretaria de Saúde, passará a adotar uma nova visão de trabalho com relação à população de cães e gatos da cidade.

No início de maio o recebimento dessas espécies foi interrompido temporariamente, até que se concluam as obras de ampliação da unidade localizada no bairro Guató. Apesar do local não ser destinado para abrigo de animais, muitas pessoas entregavam cães e gatos ao Centro quando estes, apesar de saudáveis, não serviam mais aos interesses de seus tutores.

Uma dura realidade que reflete ainda a profunda falta de sensibilidade e consciência de muitas pessoas, que tratam esses seres como objetos, segundo relata Walquíria Arruda da Silva, chefe do CCZ de Corumbá.

“Muitos tutores nos procuravam dizendo que o cão estava contaminado quando, na verdade, estavam saudáveis, mostrando que não se importam com a vida daquele animal. Alguns chegam dizendo que não querem mais o animal porque dá muito trabalho, faz muito xixi e cocô”, conta ao classificar esta atitude como “banalização da vida animal”.

De acordo com ela, 90% dos gatos que chegavam ao CCZ não manifestavam nenhuma doença que justificasse a eutanásia. Também era recorrente o abandono de cadelas prenhas que davam à luz no local. Situações que confrontam o conceito de tutela responsável, na qual o dono tem que prover ao animal todas as condições para uma vida saudável.

“Estamos adotando uma linha mais humanizada, cobrando a responsabilidade do tutor. Fazer o vizinho e demais pessoas saberem que também são responsáveis a partir do momento quando percebem algo errado, e não realizam denúncia diretamente a Polícia”, afirmou ao lembrar que maus-tratos contra animais é considerado crime ambiental, segundo o artigo 32, da Lei 9.605/98, e prevê de 3 meses a um ano de detenção, além de multa.

Com as obras de ampliação do prédio do CCZ, será criada uma área destinada para animais saudáveis e outra para os diagnosticados com alguma doença, evitando que mais animais sejam contaminados. O atual canil será transformado no espaço para adoção.

“O animal só vai ser eutanasiado após passar por uma avaliação, exames que atestem que ele não pode ser tratado. Do contrário, será feito uma conscientização com o tutor e, se mesmo assim, ele não quiser mais o animal, este será colocado para adoção”, falou.

Quantos são?

Ainda dentro dessa nova visão, o CCZ por meio dos agentes de endemias, irá realizar um levantamento das populações canina e felina de Corumbá.

“Vamos aproveitar o acesso dos agentes às residências, e recolher essas informações que nos fornecerá dados sobre a realidade do município”, explicou Walquíria ao destacar que este trabalho será inédito em Corumbá.

A partir da meta estipulada para a vacinação antirrábica, que é de 22 mil animais, Walquíria projeta uma população ainda maior, que pode chegar aos 30 mil em toda cidade.

Castração e adestramento necessários

Outra ação que deve ter início nos próximos dias é a castração, medida que evita a reprodução desordenada de cães e gatos. A prática da cirurgia que retira a capacidade de reprodução dos bichos estava paralisada, mas voltará a acontecer em parceira com ONG e veterinários particulares.

O CCZ já conta com um trailer que poderá ser levado para zona rural, onde também há uma grande demanda por esse tipo de intervenção cirúrgica nos animais.

Pretende-se ainda, por meio de parceria, implantar o programa de adestramento de cães. Assim, além de poder entregar um animal já castrado, ele seguirá aos novos donos com noções de comando. Essa ação ainda envolverá outro viés, que é a formação profissional, já que pretende formar jovens para atuarem como adestradores.

“Iniciamos a conversa com a Polícia Militar e a intenção é que o adestramento possa, além de trazer um diferencial ao cão, ofertar ao jovens a conquista de uma profissão”, comentou Walquíria ao adiantar que novas ações em prol da comunidade animal de Corumbá estão sendo estudados junto a universidades.

Fonte: Prefeitura de Corumbá

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Pela grade, vizinha cuida de cadelas abandonadas em casa de Piracicaba, SP

Os animais foram deixados no local após a separação dos antigos donos. Desde dezembro, mulher mantém limpa garagem onde estão confinados. 

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Uma dona de casa de 56 anos cuida de duas cadelas abandonadas há cinco meses na garagem de uma residência na Rua Coronel João Mendes Pereira de Almeida, no bairro Nova América, em Piracicaba (SP). Segundo ela, que pediu para não ter o nome publicado, os animais foram deixados no local após a separação conjugal dos antigos donos da casa. Batata e Cuca recebem comida diariamente pela grade do portão. A vizinha ainda se preocupa em manter limpo o espaço de cerca de 20 metros quadrados em que as cachorras estão confinadas.

SP piracicaba 1-dsc 0900“Cuido delas desde dezembro de 2013. Por um tempo fiquei com a chave da casa e entrava às vezes para limpar a garagem, mas depois que eu cobrei providências por parte da responsável pelo imóvel, ela tomou a chave de mim e os animais ficaram numa sujeira total”, relatou a mulher.

Segundo a vizinha, recentemente a casa foi passada para outra dona, mas a situação de abandono persiste. “Não dá para deixar as cadelas assim. O local é pequeno e elas não saem para passear. Nem têm lugar para se movimentar direito. Ficam o dia inteiro nessa garagem. Se eu não desse comida e água, já teriam morrido de fome”, afirmou.

A dona de casa disse que a proprietária da residência está procurando pessoas para adotar as cadelas, apelidadas de Batata e Cuca. A reportagem do G1 esteve na moradia nesta quinta-feira (15) e acompanhou a vizinha no trato dos animais, que pulavam no portão e colocavam o focinho entre as barras de ferro das grades à espera de afago. De acordo com a vizinha, funcionários da Prefeitura vistoriaram o local, mas nenhuma providência foi tomada.

Resposta da Prefeitura

A Prefeitura de Piracicaba, por meio de assessoria de imprensa, informou que o Canil Municipal é vinculado ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e não recolhe animais sadios, apenas bichos com relevância epidemiológica (com suspeita de raiva, por exemplo), vítimas de maus-tratos ou feridos por conta de atropelamento.

O Executivo relatou que pode oferecer castração, chipagem e vermifugação dos animais, que serão devolvidos aos eventuais cuidadores após a realização dos procedimentos. A Secretaria Municipal da Saúde relatou que o abandono de animais é crime e pode ser denunciado para a Polícia Militar e ao Ministério Público, desde que haja comprovação.

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Fonte: G1

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Mutirão de castração beneficia 150 animais em Sorocaba, SP

Por Adriane Mendes 

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No primeiro mutirão de castração gratuita promovida por Mônica Gabriel, protetora conhecida como Mônica Amiga dos Animais, realizado neste domingo (18) na cidade, foram operados 45 gatos e 105 cachorros. O evento, ocorrido no Posto Tívoli, aconteceu por meio do Instituto Nacional de Proteção Animal e Meio Ambiente Cães e Gatos (Inpamacg), com sede em Cotia, mantido pelo empresário Carlos Ferreira e que disponibiliza o micro-ônibus equipado para as cirurgias, e o voluntariado de sete veterinários chefiados pelo veterinário Ricardo Almeida, de Mairinque.

Participaram do mutirão todos os 150 animais inscritos até o dia 26 de abril.

De acordo com o veterinário Ricardo de Almeida, a castração é indicada para o controle populacional, além do que o procedimento, que é bastante simples, torna-se benéfico para a saúde do animal. Como exemplo ele citou que uma cadela, castrada antes do primeiro cio, o que equivale a seis meses de vida, reduz até 95% a possibilidade de desenvolver câncer de mama. O veterinário também destacou que pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a recomendação é de que cada dez habitantes tenham um gato ou um cachorro. Em Sorocaba, a recomendação está longe de ser cumprida: num levantamento feito por Almeida, o resultado foi o de cinco animais para cada dez habitantes. Isso no entanto, de acordo com a protetora Mônica Gabriel, é reflexo dos abandonos por parte dos tutores dos animais, bem como a falta de conscientização quanto à tutela responsável, que prevê manter os animais dentro da casa, e castrados.

Ainda de acordo com o veterinário, a castração móvel é o modo ideal para se atingir a conscientização sobre a necessidade da castração, considerando que pessoas carentes, mesmo que consigam o procedimento cirúrgico gratuito, não têm condições de transportar os animais para levá-los nas clínicas. Dono de uma clínica em Mairinque, Ricardo de Almeida disse ainda que veterinários de clínicas particulares podem aderir aos mutirões sem medo de perderem clientela: “o movimento na minha clínica triplicou, pois minha participação em mutirões fez com que a clínica ficasse popular”.

Os donos dos animais receberam receita prescrevendo medicação para inibir dor e infecções, além das recomendações para manter o animal em repouso (evitar esforços intensos) por pelo menos três dias, sem necessidade de isolá-los, caso hajam outros animais na residência. Nas receitas, os proprietários também tinham um telefone 0800 e o nome de um veterinário de sobreaviso para a semana, em caso de algum problema pós-operatório.

Entre os animais castrados estava a cadela Pulguenta, resgatada há menos de um mês pela promotora de eventos Camila Machado, que tem ainda na casa mais três cães e seis gatos. “A cachorra foi abandonada na rua pela sua tutora que se mudou, e estava até com pneumonia, mas agora, apesar de magrinha, já está se recuperando”, festejou Camila.

Além dos veterinários voluntários e o ônibus equipado cedido pelo empresário Carlos Ferreira, a protetora Mônica Gabriel e o ativista em prol dos animais Danilo Balas, tiveram também o apoio do proprietário do Posto Tívoli, Aldano Pedro Biazoto Fortevize, que cedeu as dependências também para o mutirão, uma vez que o local é cedido constantemente para eventos de adoção. A protetora também salientou o apoio do jornal Cruzeiro do Sul na divulgação do evento, por meio da coluna Mon Petit.

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Fonte: Cruzeiro do Sul

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Gata com filhotes é flagrada aquecendo pássaros em Pratinha, MG

Gatos e maritacas estavam embaixo do assoalho de uma casa. Comportamento pode estar relacionado com frio e instinto maternal. 

Por Maritza Borges

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A cena é diferente. Enquanto alguns gatos atacam pássaros, nas fotos enviadas pelo técnico agrícola Yuri Carneiro, uma gata aquece duas maritacas. A cena foi registrada na fazenda onde Yuri mora em Pratinha, no Alto Paranaíba, no último mês. De acordo com ele, a gata e a maritaca tiveram filhotes na mesma época, debaixo do assoalho da casa. A veterinária Fernanda Gomes disse que o comportamento pode estar relacionado com a época de frio e com o instinto maternal.

Yuri disse que ouviu sons de pássaros e miados de gatos e procurou embaixo do assoalho da casa. Ele se surpreendeu quando encontrou a gata aquecendo as maritacas. “Quando eu vi, eu fiquei sem entender, porque normalmente gatos atacam pássaros. Especialmente neste caso, pois ela tinha dado cria e poderia defender os filhotes. Mas eles estavam todos juntinhos, a gata, os filhotes dela e os dois filhotes da maritaca”, contou. 

MG pratinha af320684a0bfda2e024d8450898e2eb2De acordo com Yuri, a mãe dos pássaros também ficava próxima. Ele disse que os gatos tinham cerca de dez dias quando ele percebeu a situação.

“Eles ficaram juntos por 20 dias, logo depois eu vi que os pássaros tinham voado. A impressão que dava era que a gata tinha adotado as maritacas, porque ela ficava em cima delas, como se fossem filhotes”, disse.

A veterinária Fernanda Gomes explicou que este comportamento pode estar relacionado com o frio e que a gata não atacou os pássaros possivelmente porque já estava acostumada com a espécie. “Teoricamente, o gato come ave, porém, gatos de fazenda estão acostumados com galinhas, por exemplo, e a convivência fica normal. A gata foi receptiva, pois tinha acabado de dar crias. Já os filhotes de pássaros precisavam se aquecer, devido à temperatura do ovo que acabou de eclodir. A tendência é procurar uma fonte de calor. Eles encontraram a gata”, explicou.

Segundo Fernanda, a mãe maritaca alimenta os pássaros e assim que os filhotes estão prontos para pegarem os próprios alimentos, eles voam. “Mesmo que eles estivessem juntos da gatinha, eles iriam voar, porque é o ciclo da vida deles”, disse. No entanto, de acordo com Fernanda, apesar desta gata ter aceitado os pássaros, é preciso sempre ficar atento. “Pode ser que este mesmo animal em outro caso não aceite. Tudo pode estar relacionado com instinto materno”, contou.

Fonte: G1

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Girafa é encontrada morta no Zoológico de Belo Horizonte, MG

Exames preliminares dão conta que a girafa morreu de edema pulmonar agudo. 

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A girafa mãe do Zoológico de Belo Horizonte foi encontrada morta na manhã deste domingo (18). De acordo com a assessoria de imprensa da Fundação Zoo-Botânica, uma necropsia preliminar feita no animal indicam morte por edema pulmonar agudo. Por meio de nota, a fundação informou ainda que Zola, de 17 anos, morreu durante a madrugada. O animal não apresentava problemas de saúde anteriores. 

Ainda de acordo com a nota, outros exames laboratoriais complementares serão realizados e o relatório final com a causa oficial da morte deverá ficar pronto dentro de 30 dias. Zola veio da Africa do Sul e estava no zoológico há dois anos. Com a morte ficou apenas a girafa filha no Zoológico. 

Fonte: O Tempo