Parceria entre acadêmicos e Unimontes busca criar ambiente harmonioso com os cães que vivem no campus sede

Parceria entre acadêmicos e Unimontes busca criar ambiente harmonioso com os cães que vivem no campus sede

Uma parceria entre acadêmicos e a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) busca criar medidas para melhorar a convivência e evitar o abandono de cães no campus sede da universidade. A ideia teve início com a ação voluntária de um grupo, com cerca de 20 acadêmicos, que se mobilizou para arrecadar comida, medicamentos e tratamento dos 10 animais que se encontram cadastrados no campus; sete fêmeas e três machos.

“Atualmente temos alguns parceiros que doam ração, dinheiro, e atendimento veterinário aos animais do campus. Cada um ajudando um pouquinho. No final se torna bastante significativo para os animais,” explica a voluntária Ana Luiza Viana.

A ideia começou de forma tímida e com ações concentradas apenas com os universitários, mas no início deste ano os voluntários criaram perfis nas redes sociais para contar o dia a dia dos animais. “O grupo já existia há algum tempo, mas neste ano criamos perfis nas redes sociais e o projeto passou a ganhar visibilidade”, diz Ana Luiza.

Com o resultado positivo, a instituição e representantes dos voluntários discutiram o avanço da parceria para ampliar as ações de proteção dos pets, que foi assunto em uma reunião neste mês. “Houve um entendimento para melhorar estas ações. Assim, o projeto busca dar condições de segurança aos cães. Eles serão vacinados e castrados e, ao mesmo tempo, as pessoas serão orientadas a cuidar destes cães”, explica o pró-reitor de extensão da universidade, Paulo Eduardo Barros.

Segundo Paulo Eduardo, a convivência com os cães dentro do ambiente universitário nem sempre foi harmoniosa. “A presença destes animais criaram, inicialmente, alguns incidentes. Eles ameaçavam as pessoas e motociclistas que passavam pela universidade. Com o trabalho voluntário dos universitários, os animais passaram a receber atenção e cuidados que melhoram esta convivência”.

A parceria ainda está em fase de implantação, mas pode fazer com que as ações já desenvolvidas dentro do campus sede sejam levadas a outras comunidades. “Como é um projeto piloto, cremos que pode dar certo. A ideia vai sair do papel e, tendo outros parceiros, como veterinários e voluntários, eles nos ajudarão no esclarecimento de como lidar com estes animais e, principalmente, em quais as providências que cada um pode tomar para criar o ambiente harmonioso, até mesmo fora do campus”, completa o pró-reitor de extensão.

Por Valdivan Veloso

Fonte: G1

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