Animais ainda são usados para testar produtos em vários países.

Parlamento Europeu pede fim de testes de cosméticos em animais no mundo

Os deputados do Parlamento Europeu pediram nesta quinta-feira (3) que os países do bloco militem para proibir os testes de cosméticos realizados em animais no resto do mundo. A maioria dos membros da Eurocâmara votou a favor da medida

“A experimentação em animais não se justifica mais para os cosméticos”, afirmam os eurodeputados em uma resolução aprovada em sessão plenária em Bruxelas por uma esmagadora maioria (620 votos a favor, 14 contra). O texto pede aos Estados-membros que apoiem a oposição dos cidadãos a essa prática, assim como o desenvolvimento de métodos de experimentação alternativos.

A União Europeia já proíbe todos os testes na indústria cosmética com animais desde 2013, além da venda de produtos testados nesses tipos de cobaias. Porém, cerca de 80% dos países do mundo continuam autorizando essa prática, relata o Parlamento.

A restrição no bloco europeu não teve um impacto negativo no desenvolvimento do setor dos cosméticos no bloco, garante o Parlamento, numa tentativa de convencer os industriais. O setor gera dois milhões de empregos na UE e é “o maior mercado de produtos cosméticos no mundo”.

A Eurocâmara também denuncia o fato de que alguns cosméticos são experimentados em animais fora da UE, antes de serem testados dentro do bloco com métodos alternativos. Essa estratégia permite a esses produtos serem comercializados na UE, contornando a legislação.

Os eurodeputados pedem à Comissão Europeia e aos dirigentes da UE que levem essa causa à ONU e que a inscrevam na ordem do dia da próxima Assembleia Geral. “Coelhos, hamsters, (…) vários milhões de animais morrem todo o ano em laboratórios do mundo inteiro. Existem métodos alternativos, mais rápidos e eficazes”, defendeu a eurodeputada liberal Frédérique Ries.

O Parlamento europeu também pede à Comissão Europeia que exclua os produtos cosméticos testados em animais dos tratados comerciais que já estão em vigor, ou em negociação.

Por Axel Schmidt

Fonte: RFI (com informações da AFP)

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