Projeto recomenda ampliar a proteção das principais áreas de uso do peixe-boi marinho, espécie ameaçada de extinção no Brasil. (Foto: Acervo FMA)

Pesquisadores pedem ampliação de área de proteção para peixes-bois na Paraíba

Um grupo de pesquisadores do Projeto Viva o Peixe-Boi Marinho (PVPBM) estão com uma visita agendada na manhã desta terça-feira (26) no Centro de Vivência da Rebio Guaribas – SEMA III, na cidade de Rio Tinto, no Litoral paraibano. A intenção da visita é para apresentar e reforçar a recomendação para que área de proteção ambiental para peixes-bois, na Área de Proteção Ambiental (APA) da Barra do Rio Mamanguape, seja ampliada.

Segundo os pesquisadores, o objetivo é assegurar os limites de proteção das principais áreas de uso do peixe-boi marinho, espécie ameaçada de extinção no Brasil, que sempre procura os estuários para viver, se alimentar, reproduzir, descansar, cuidar dos filhotes. Os estáurios são ambientes aquáticos de transição entre um rio e o mar. Eles destacam que a conservação destas áreas está diretamente ligada à conservação da espécie.

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A nova zona de proteção estuarina proposta apresenta um acréscimo de 0.150798 hectare em comparação com a atual. Este novo limite proposto contemplaria os limites zona atual e os rios e camboas que os peixes-bois marinhos vêm utilizando ao longo do período do monitoramento realizado.

“O estuário do rio Mamanguape é um dos principais locais de ocorrência dos peixes-bois marinhos no Brasil. Ao longo deste, existem locais que já identificamos a existência de recursos ecológicos imprescindíveis para a espécie, como bancos de capim-agulha, algas-marinhas, fontes de água doce, entre outros, o que favorece a presença dos animais”, disse o pesquisador e médico veterinário João Carlos Gomes Borges.

Área de Proteção Ambiental (APA) da Barra do Rio Mamanguape, localizada no litoral norte paraibano, é uma das áreas de uso do peixe-boi marinho. (Foto: Enrico Marcovaldi/Acervo FMA)

A área de proteção ambiental da Barra do Rio Mamanguape foi criada em 1993 para garantir a conservação do habitat do peixe-boi marinho, de expressivos remanescentes de manguezal, Mata Atlântica, dos recursos hídricos ali existentes e, sobretudo, para proteger o peixe-boi marinho e outras espécies ameaçadas de extinção no âmbito regional.

Desde 2016, o Projeto Viva o Peixe-Boi Marinho vem monitorando via satélite cinco peixes-bois marinhos reintroduzidos que frequentam o estuário do rio Mamanguape. E, após a análise de informações geradas por este monitoramento, observou-se que os animais monitorados estão utilizando, com frequência significativa, locais situados fora das delimitações previstas na Zona de Proteção Estuarina atual.

Fonte: G1

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