Balanço com número de animais vítimas de maus-tratos feitos pelo GAPA é assustador. - Foto: Divulgação

PMA faz parceria com o GAPA para coibir maus-tratos a animais em Corumbá, MS

Há muito tempo o GAPA (Grupo de apoio a animais abandonados) vem agindo salvando animais das mãos de pessoas maldosas que maltratam, ou abandonam animais quando adoecem. Eles soltam nas ruas sem a menor piedade e estes, doentes , passam a perambular em busca de alimento ou um cantinho seco para dormir nas calçadas , marquises ou pelas ruas da cidade.

Neste semana o grupo se reuniu com a Policia Militar Ambiental a fim de celebrar um acordo de cooperação para coibir crime desta natureza. A partir de agora, todas as denúncias de maus tratos serão protocoladas na Polícia Militar Ambiental. “ O GAPA vai atender casos que consideramos leves”, disse Simone Panovitch ao Capital do Pantanal enfatizando que, “ vai trabalhar a conscientização e tentar fazer com que os tutores mudem a forma de tratar seus animais”.

Casos de agressão física deverão ser registrados na PMA que atuará diretamente na questão, e posteriormente o GAPA entra em ação com o tratamento do animal ferido, tutela, e se for o caso a doação gratuita. Nos últimos anos o grupo vem agindo intensamente contra esse tipo de violência aos animais indefesos. Ano passado uma cadelinha foi resgatada após denuncia de moradores, onde a tutora havia deixado amarrada ao relento, sem proteção para chuva ou sol enquanto ia trabalhar, “isso é muito comum. As pessoas pegam o animal e fazem essa crueldade. Vamos por o Código Penal para funcionar de fato punindo os infratores” .

O artigo 32 da Lei 9.605/98 determina detenção de três meses a 1 ano e multa a quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos ou realizar experiência dolorosa ou cruel em animal vivo ea punição é aumentada de um sexto a um terço se ocorrer . O GAPA conta com apoio do veterinário Rogério Ciabatari, da advogada Elisangela Cifuentes e a gestora ambiental Simone Panovitch e agora com ajuda da PMA.

Por Sylma Lima

Fonte: Capital do Pantanal

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