Polícia Ambiental evita sacrifício de animais em centro de umbanda no bairro da Vitória, em Patos, PB

Polícia Ambiental evita sacrifício de animais em centro de umbanda no bairro da Vitória, em Patos, PB

Na tarde desta quinta-feira (13), populares fizeram uma denúncia através do 190 informando que animais estariam sofrendo maus-tratos, e que seriam sacrificados.


De posse das informações uma guarnição da Companhia da Polícia Ambiental foi até o local que fica no Bairro da Vitória, em Patos, e, ao averiguar a denúncia, os militares encontraram dois garrotes amarrados de forma cruel e prontos para serem sacrificados em um centro de umbanda.

O responsável pelo local foi conduzido até a Delegacia de Polícia Civil de Patos e autuado por crime de maus-tratos a animais e foi multado no valor de R$ 3.000,00.

Fonte: Diário Patoense (com informações do #º CPAmb)


Nota do Olhar Animal: Umbandistas contestam que o sacrifício de animais faça parte das práticas da religião e que a denominação vêm sendo usada INDEVIDAMENTE por quem promove abate ritualístico. Afirmam que “se há morte de animais não é umbanda”. De fato, muitos adeptos da religião repudiam a matança e há entre eles vários ativistas da causa animal. Porém, o nome “umbanda” vem sendo constantemente associado a estes sacrifícios em outras partes do país.

Reproduzimos abaixo nota veiculada em notícia sobre a proibição de abates rituais no Sri Lanka, que expressa nossa posição sobre os sacrifícios:

“O enfrentamento da questão do massacre de animais para fins religiosos não pode ser discriminatório em relação a esta ou aquela religião, como está ocorrendo no Sri Lanka, sob risco de ser entendido como (e de fato ser) mera perseguição. Mas advogar pelo não uso de animais nos rituais não é um ato discriminatório? É tanto quanto descriminar este ou aquele ser senciente em relação ao seu interesse em não sofrer e em não ter suas vidas abreviadas. A questão portanto transcende o debate sobre “discriminação”. O que torna a discriminação relevante são os impactos causados por ela. Em relação a seres sencientes, entendemos que defender os interesses deles em NÃO SEREM PREJUDICADOS obedece a um princípio de igual consideração em relação aos humanos. É uma questão de JUSTIÇA que se sobrepõe a TODAS as manifestações culturais que desconsiderem os interesses próprios dos animais. Não ser prejudicado é um interesse básico destes seres que, neste caso, é violentado para propósitos humanos relacionados à sua fé. Por outro lado, parte do movimento de proteção animal têm se abstido de atuar sobre a questão exatamente por temor de que ela represente algum tipo de intolerância, argumento aliás usado pelos religiosos para defender a matança, desconsiderando a intolerância relacionada à diferença de espécies. E, nesta confrontação, acaba se manifestando e prevalecendo o especismo dos próprios ativistas. Esta omissão nos parece equivocada e deixa desprotegidos os animais vítimas dos rituais. Pensamos que o enfrentamento deve ocorrer, mas sem foco numa religião específica, lembrando aliás que todas as maiores religiões praticam ou praticaram o sacrifício em algum momento de sua história, algumas inclusive o de humanos.”

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