Polícia Militar Ambiental tem novo contato para resgate de animais em Brasília, DF

A demanda para atendimentos da corporação é alta. Por dia, são cerca de 10 animais resgatados, em todo o Distrito Federal.

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Polícia Militar Ambiental tem novo contato para resgate de animais em Brasília, DF
Foto: Gabriel Jabour/Agência Brasília

O Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) tem mais um canal de comunicação para receber solicitações de resgate de animais silvestres e denúncias de crimes ecológicos. Além da central 190, a população também pode pedir a visita de equipes por meio do (61) 99351-5736.

O batalhão é ligado à Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e o número opcional está cadastrado em aplicativo de mensagens instantâneas. A expectativa é facilitar o contato com as equipes de policiamento ambiental e, dessa forma, garantir a integridade física do animal e evitar ataques.

A demanda para atendimentos da Polícia Militar Ambiental é alta. Por dia, são cerca de 10 animais resgatados, em todo o DF. Desse total, dois costumam ser serpentes, como jiboias, cascavéis e jararacas. “É perigoso o cidadão comum tentar resgatar o animal, que pode se assustar ou se estressar e atacar quem estiver na frente”, ressalta o comandante do BPMA, o major José Gabriel de Souza Júnior.

Em outras situações, sob tensão, o bicho pode morrer. “Nosso trabalho é preservar a vida das pessoas e do animal”, afirma o major.

Há casos em que é importante deixar o animal se acalmar para iniciar o trabalho. Em outras situações, no entanto, somente após ele se cansar os militares têm condições de se aproximar para a captura. “As equipes são especializadas e sabem identificar qual a melhor maneira de agir. Temos profissionais da área, como veterinários, biólogos e químicos no batalhão”, explica o comandante.

O que fazer ao encontrar o animal fora do habitat

A primeira providência é deixar o bicho onde ele está. “O animal silvestre sabe se virar. Mesmo quando o passarinho cai do ninho, por exemplo. Em algumas espécies, a mãe continua a alimentá-lo e tirá-lo de lá é interromper um ciclo”, explica a agente Marina Motta de Carvalho, da Coordenação de Fauna do Instituto Brasília Ambiental (Ibram).

Fonte: Metrópoles 

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