Vídeo flagra PM atirando em cadela prenha, em Belém, PA

Dona do animal registrou Boletim de Ocorrência na Dema. Ela conta que o vizinho policial matou a cadela na segunda-feira, 21.

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Cadela Estrela tinha 4 anos e era muito querida pela família. Belém (Foto: Lucia Cordeiro/ Arquivo Pessoal)
Cadela Estrela tinha 4 anos e era muito querida pela família. Belém (Foto: Lucia Cordeiro/ Arquivo Pessoal)

Um policial militar é investigado por matar a tiros uma cadela grávida na tarde de segunda-feira (21), no bairro da Sacramenta, em Belém. De acordo com a delegada Juliana Cavalcante, da Divisão Especializada em Meio Ambiente (Dema), o pedido de intimação para que o policial compareça à polícia para prestar esclarecimentos será formalizado ainda nesta terça-feira (22).

A Polícia Militar do Pará informou que caso seja confirmado que o policial militar seja o autor do crime e após registro na Corregedoria Geral, será aberto um procedimento apuratório. A corporação disse ainda que repudia qualquer ato de ilegalidade por parte de seus servidores.

A eletricista Lucia Cordeiro, dona da cadela Estrela, de 4 anos, conta que era por volta de 14h quando ela e o marido, que estavam dentro de casa, ouviram os disparos. Quando chegaram à rua já viram o vizinho, um policial militar, guardando a arma de fogo.

“Ouvimos os disparos e corremos pro pátio. O vizinho vinha passando colocando a arma na cintura. Meu esposo perguntou pra ele: ‘o que foi?’. Ele [PM] disse: ‘Veio querer me atacar’ e foi embora. Pensávamos que ele tinha atirado em algum bandido, mas ficamos olhando pra rua e não vimos ninguém. Percebemos que os vizinhos estavam olhando em nossa direção, foi quando vimos a cachorrinha morrendo na escada. A vizinhança ficou chocada”, conta Lucia.

Lucia, que tem cinco cães e criava Estrela desde filhote, conta que os cachorros dela são acostumados a viverem livres, tanto dentro de casa quanto na rua. Ela afirma que a cadela não era agressiva.

A eletricista registrou um Boletim de Ocorrências contra o policial. “Uma pessoa dessa não deveria andar armada, ele não tem capacidade, não está preparado psicologicamente para ser um policial, que deveria nos trazer segurança. Na hora em que eu vi a cachorra fiquei preocupada também com as crianças. Vou fazer o possível para que este homem seja punido”, afirmou ainda Lucia.

De acordo com a Polícia Civil, o militar deve responder a um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por crime ambiental, a princípio por maus-tratos, com resultado morte do cão.

Fonte: G1

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