Portugal: Aveiro continua a não possuir um abrigo oficial para os seus animais abandonados

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Recentemente foram noticiados casos de alegados ataques de matilhas a outros animais e pessoas em São Bernardo. Esta situação junta-se à anteriormente relatada por munícipes da freguesia de São Jacinto.

Tais situações evidenciam a inexistência de meios estruturais e humanos, e ausência de vontade política no município de Aveiro no que respeita aos seus animais e ao incumprimento da legislação nesta matéria. Efectivamente, o município continua a não possuir um abrigo oficial para os seus animais abandonados, nem existe uma resposta alternativa que permita salvaguardar os animais errantes, assim como a segurança da população e saúde pública.

Dada a gravidade e urgência desta situação exige-se que a Câmara Municipal de Aveiro estabeleça um protocolo com outra instituição, para que estes animais sejam acolhidos, esterilizados e encaminhados para adopção.

O PAN – Pessoas – Animais – Natureza considera urgente a construção de um canil municipal que albergue condignamente os animais errantes do concelho, bem como a realização de campanhas de esterilização, campanhas de adopção e colocação de microchips nos mesmos. Paralelamente, a autarquia deverá levar a cabo campanhas de sensibilização, com o objectivo de consciencializar a população para estas problemáticas e reduzir o abandono e os maus-tratos a animais.

Por outro lado, revela-se fundamental a cooperação com os vários intervenientes que prestam auxílio a animais errantes no concelho de Aveiro. Importa realçar que as associações de protecção animal da região não possuem qualquer apoio da Câmara Municipal de Aveiro, embora tenham apresentado nos últimos anos uma resposta para os animais errantes do município, uma vez que esta capital de distrito não dispõe de um canil municipal, tal como previsto na lei. Actualmente, estas associações não conseguem dar resposta a todos os pedidos de ajuda e de resgate por se encontrarem completamente lotadas.

O PAN considera que o actual executivo deve cumprir a legislação em vigor e acompanhar a evolução que a sociedade portuguesa tem manifestado no que concerne às políticas de promoção da protecção, saúde e bem-estar animal.

Fonte: Notícias de Aveiro / mantida a grafia lusitana original

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