Projeto do Executivo altera políticas de proteção aos animais em Gramado, RS

Projeto do Executivo altera políticas de proteção aos animais em Gramado, RS

Conscientizar sobre a tutela responsável e a defesa dos direitos dos animais em Gramado é o propósito de um novo projeto de lei do Executivo que trata das políticas de proteção aos animais. O projeto, que já foi tema de reunião entre a Prefeitura e os vereadores, altera dispositivos da lei 2920, do ano de 2011, e traz como novidade a instituição do programa que estabelece o conceito de “animal comunitário”.

O “animal comunitário” baseia-se na guarda compartilhada de um animal entre vizinhos ou pessoas de uma mesma localidade, que ganham o título de tutores, comprometendo-se com os cuidados necessários. Na prática, é o cão ou gato que já tem laços de dependência e de manutenção com a comunidade em que vive e que habita a rua ou praça, não possuindo responsável definido. Em contrapartida, o município atenderá as demandas veterinárias, como consultas médicas, vacinação, castração e chipagem deste animal. Em Gramado, bairros como Carniel, Linha 28 e Floresta já acolhem alguns animais, mesmo que o projeto ainda não faça parte das políticas públicas do município.

“Nós temos esse princípio que é defender a causa animal e transformar Gramado numa cidade humana, que possa conviver com os animais domésticos em plena harmonia”, destaca o prefeito João Alfredo Bertolucci, o Fedoca.

A construção e as alterações da lei vêm sendo estudadas desde o início de 2017, por meio de uma série de reuniões da Secretaria da Saúde com a parceria de entidades e ONG’s ligadas à causa animal e membros da Casa Legislativa. “É importante ressaltarmos que esse trabalho em conjunto levará alguns meses até sua implantação, pois de início é necessário um trabalho de conscientização com a população. É crucial implantarmos ações de posse responsável nas nossas escolas e bairros para partirmos para o projeto de adoção comunitária”, ressalta o secretário da Saúde, João Teixeira.

Apoio dos defensores da causa – Em vários municípios do Brasil projetos de adoção comunitária vêm dando certo. No Rio Grande do Sul, a cidade de Uruguaiana aderiu ao chamado “Cão Comunitário” em 2009 e conta com o apoio da comunidade, que abriga os animais, ainda que não possuam um responsável específico. O exemplo é seguido por grandes polos como nas capitais Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba (PR). Em Gramado, a ideia tem o apoio dos defensores da causa.

“A participação das entidades na construção desse projeto que foi para o Legislativo foi muito importante, pois são pessoas ligadas diretamente à causa animal. O nosso dia a dia tem total envolvimento com os animais, por isso tivemos ótimas contribuições, diretas e práticas. Cada vez mais podemos ver a comunidade colaborando em ações que afetam diretamente a vida dos gramadenses”, avalia Luciana Niederauer, presidente da ONG Consciência Animal.

“Nos unimos em relação à causa, pois consideramos o momento propício para refletirmos sobre o futuro dos animais em nosso município”, completa a médica veterinária da Vigilância em Saúde, Marina Toniolo.

Fonte: Onde Ir

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