Projeto na Câmara de BH quer a vacinação gratuita de cães contra a leishmaniose

A doença é grave e vem causando preocupação na região metropolitana da capital mineira.

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A disponibilização da vacina contra a leishmaniose para todos os cães de Belo Horizonte poderá evitar o avanço dessa doença grave, que acaba vitimando os animais (Foto: Pexels)
A disponibilização da vacina contra a leishmaniose para todos os cães de Belo Horizonte poderá evitar o avanço dessa doença grave, que acaba vitimando os animais (Foto: Pexels)

Ela é uma doença grave, transmitida pela picada do mosquito-palha, e afeta tanto os seres humanos quanto os cachorros: a leishmaniose. Por ser um problema de saúde pública, a doença pode ganhar uma ação preventiva importante, caso o Projeto de Lei 404, de 2017, seja aprovado na Câmara dos Vereadores de Belo Horizonte (CMBH). Diante do alto número de casos da doença na Grande BH, a Comissão de Saúde e Saneamento da CMBH aprovou a proposta de realização de campanhas públicas de vacinação gratuita de cães contra a leishmaniose, que é tema do PL 404/17, de autoria do vereador Osvaldo Lopes (PHS), e que foi apreciado pelo colegiado em reunião ordinária, na tarde de quarta-feira, dia 6 de dezembro.

“Diferentemente da dengue, que é uma virose aguda e tem um curso acelerado, os sintomas da leishmaniose demoram mais para aparecer após a infecção. Esse período pode demorar entre 15 e 30 dias, mas, a partir dos primeiros sinais, é preciso que o diagnóstico seja imediato para evitar complicações. Apesar de haver tratamento para humanos, disponível no Sistema único de Saúde [SUS], o medicamento indicado é potente, gera complicações e exige acompanhamento durante longo período”, diz Lopes na justificativa do projeto.

Diante dos riscos, o parlamentar sugere atuação preventiva também em atenção aos animais. “O animal não contamina diretamente os humanos, mas, se infectado, passa a ser um reservatório do protozoário [causador da doença]”, diz o vereador, durante a reunião da comissão. Ele lembra ainda que os cães infectados favorecem a perpetuação do ciclo da leishmaniose, uma vez que o mosquito-palha pode picar o animal e, em seguida, picar uma pessoa. O parlamentar destaca ainda que “não há, na rede pública, tratamento para o animal. E, como há indicação do Ministério da Saúde para recolhimento e eutanásia, a doença costuma ser uma sentença de morte para o bicho”.

Relator do PL 404/17 na comissão, o vereador Flávio dos Santos (Pode) defende a proposta de vacinação gratuita, explicando que seria um instrumento para “combater as nefastas consequências dessa doença, tanto em humanos quanto em caninos”, tendo em vista a “grande incidência de casos ocorridos em Minas Gerais, principalmente, na Grande Belo Horizonte”.

Fonte: Revista Encontro (com Superintendência de Comunicação Institucional da CMBH)

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