Protetora é denunciada e reabre polêmica sobre alimentar animais de rua – Olhar Animal
Protetora é denunciada e reabre polêmica sobre alimentar animais de rua

Protetora é denunciada e reabre polêmica sobre alimentar animais de rua

É permitido alimentar cachorros e gatos de rua? Esta questão tem causado polêmica entre protetores de animais. Nesta semana, a dona de casa Ângela Silva foi denunciada por um vizinho após deixar alimento e água para os gatos de rua na calçada de sua casa.
Ângela conta que não é a única que faz isso na região e que só não adota os animais porque tem quatro cachorros no quintal. “Eu não posso trazer para minha casa porque meus cachorros não deixam, mas eu alimento e dou água”, afirma. Outros três moradores também foram denunciados ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Campo Grande, MS, mas a dona de casa defende que os animais não incomodam ninguém.

“Eu cuido de três gatos, eles dormem no meu portão. Eu dou ração boa para sustentar os gatos, eu posto foto para doar e não consigo”. Após a denúncia, a dona de casa recebeu a visita do CCZ, que levou os gatos, situação que a deixou muito chateada. “Eu me senti aterrorizada, me botaram medo, falaram que eu podia ser responsável jurídica pelos animais. Eu só estava alimentando e ainda sou criticada”.

O Centro de Controle de Zoonoses afirma que a alimentação de animais de rua não é recomendada. Segundo o Centro, além de ocasionar transtornos à população vizinha, acarreta na exposição involuntária destes moradores a situações de insalubridade e risco de zoonoses. A presidente e fundadora da ONG Cão Feliz, Kelly Macedo, afirma que o ideal é adotar o animal, mas sabe que às vezes o coração fala mais alto. “Se você quer alimentar, é melhor levar para casa, cuidar dele. Eu sei que é complicado, quando a gente vê animais abandonados, o intuito é alimentar mesmo”.

A dona de casa Ângela não conseguiu novos donos para os bichos, mas a situação é enfrentada diariamente pela ONG, que já tem 121 cachorros no abrigo. “Eu não posso nem pegar mais porque já temos uma dívida enorme, um abrigo cheio e a adoção está muito fraca”, afirma.

Em nota, o CCZ afirma que a melhor maneira de cuidar dos animais é leva-los ao Centro no caso de impossibilidade de adoção, já que não há informações sobre a vacinação e seu histórico de saúde. “Lembramos que animais de rua são potenciais transmissores de raiva e outras zoonoses e nosso município frequentemente encontra morcegos contaminados com o vírus rábico. Reforçamos que, se o cidadão não pode assumir a responsabilidade sobre o cão ou gato deve levá-lo ao CCZ. Não é recomendado que o morador espere mais de 7 dias para não retardar o processo de adoção”.

O CCZ realiza microchipagem de cães e gatos mediante o pagamento de uma taxa de R$15. O microchip serve para que caso o cão ou gato seja abandonado ou encontrado possa ter o tutor identificado.

Por Mylena Rocha 

Fonte: Midiamax

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