Protetora pede apoio para não fechar abrigo com mais de 150 cães em Manaus, AM

Segundo a protetora de animais Tânia Mussa, de 60 anos, despesas mensais chegam a R$ 12 mil. Ela afirma não ter para onde levar os cães, que foram abandonados ou maltratados.

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Fotos: Divulgação
Fotos: Divulgação

Há mais de três décadas, a protetora de animais Tânia Mussa, de 60 anos, se dedica a abrigar animais abandonados na rua ou que sofreram maus-tratos pelos donos. Devido às despesas com o abrigo, ela pede apoio para não fechar o espaço que reúne mais de 150 cães Sem Raça Definida (SRD). As despesas mensais, segundo ela, chegam a R$ 12 mil.

Tânia conta que possui 31 anos de luta em favor dos animais. Antes de abrir o espaço, ela cuidada de 67 animais na própria casa, localizada no Centro de Manaus. “Eu tenho um canil na minha casa, mas antigamente tinha muitos cães. Fui denunciada e então tive que levá-los pra outro espaço. Hoje meus filhos me ajudam, mas infelizmente temos muitas dificuldades”, relata.

Mussa diz que as despesas com ração, clínicas, produtos de limpeza e funcionários chegam a R$ 12 mil por mês. Atualmente outras duas pessoas auxiliam na limpeza do local, embora Tânia afirme que o ideal seria três funcionários, visto que o espaço precisa ser higienizado a todo o momento. Um deles precisou ser dispensado por conta da falta de dinheiro.

“As despesas estão muito altas. Estou com muitas dificuldades para tocar o abrigo sozinha. Os maus-tratos a cada dia pioram, as pessoas veem um animal atropelado na rua, mas não fazem nada. Os protetores de verdade não esperam os outros irem lá, e por isso todos estão lotados”, disse ela.

Dívidas

Conforme Tânia, o local nunca funcionou como ONG, e por isso, não recebe auxílio financeiro. Hoje, ela se dedica integralmente aos animais que abriga, vivendo de doações e do dinheiro repassado pelos filhos para manter o abrigo.

Entre as dívidas, ela enumera oito empréstimos bancários, quatro clínicas, um fornecedor de ração e despesas diárias. “São animais resgatados, muitas vezes doentes. Aqui não é abrigo de raça, então eles precisam ser levados em clínicas para que não morram. É uma despesa enorme”, disse ela.

Sem saber para onde levar os cães, a protetora anunciou nas redes sociais que vai fechar o espaço no dia 3 de fevereiro. “Estou fazendo tudo sozinha. Nenhum amigo se prontificou a ajudar, então como posso deixar o abrigo para buscar ajuda? A gente sofre, chora, faz dias que eu não durmo e estou doente. Se eu fechar, para onde vou com eles?”.

O abrigo Tânia Mussa fica localizado na rua Alfredo Luiz, no bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte de Manaus. A protetora disponibilizou o contato 993261399 para mais informações.

Por Oswaldo Neto

Fonte: A Crítica

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