Protetores de animais denunciam maus-tratos na Fazenda Modelo, em Guaratiba, no Rio

Funcionários da instituição não receberiam salários há três meses e trabalham apenas meio período, segundo eles. Grupo registrou ocorrência na Polícia Civil e pretende recorrer ao Ministério Público do RJ.

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Protetores denunciam maus tratos a animais na Fazenda Modelo, em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio (Foto: Reprodução/ TV Globo)
Protetores denunciam maus tratos a animais na Fazenda Modelo, em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Protetores denunciam as condições que animais estão sendo mantidos na Fazenda Modelo, em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. O local é um dos principais centros de proteção animal da cidade. Os funcionários terceirizados que trabalham lá não receberiam os salários há três meses de acordo com o grupo. Como consequência, trabalham apenas meio período, o que comprometeria as condições dos animais que estão em tratamento no local.

“Foram encontrados três filhotinhos mortos em gaiolas. Não havia limpeza nelas. Os animais estavam com fome e com sede. Funcionários se recusando a tratar porque diziam que estavam sem salário e não iam tratar os bichos”, afirmou a protetora Andrea Lambert.

VÍDEO: Funcionários do abrigo veterinário da Prefeitura do Rio não recebem há três meses

A Subsecretaria de Bem Estar Animal (Subem) informou à TV Globo que os funcionários já estão com os salários em dia e que os serviços veterinários nunca foram suspensos e teriam voltado a funcionar a partir do dia 4, de acordo com o calendário do órgão.

A representante do grupo de protetores contou que eles tentaram resgatar os animais que estavam mal cuidados, mas foram impedidos. A entrada do grupo não foi mais permitida no local.

“Eles falaram que não ia acontecer o resgate dos animais e nossa entrada foi impedida, inclusive a Guarda Municipal e a Polícia Militar foram chamadas para impedir a nossa entrada”, explicou a protetora.

O mesmo grupo fez uma denúncia na delegacia por maus-tratos a animais. Segundo eles, também não há remédios e vacinas para os bichos. O atraso de salários agravou uma crise que já existia.

“Os voluntários que trouxeram vacina e medicamentos. Quando conseguem resgatar, eles que levam os animais para clínicas veterinárias. Algumas pessoas estão devendo até R$ 10 mil em clínicas”, destacou Andrea.

Após a queixa feita à Polícia Civil, os protetores planejam fazer uma reclamação ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ).

Fonte: G1

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