Quantidade de gatos no Parque da Cidade preocupa quem frequenta o local, em Santarém, PA

Devido as condições, animais podem transmitir doenças e causar desequilíbrio ambiental. Segundo a coordenação do espaço, não se sabe a quantidade de gatos que vivem na área.

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Quantidade de gatos no Parque da Cidade preocupa quem frequenta o local, em Santarém, PA
Gatos abandonados no Parque da Cidade preocupa frequentadores em Santarém (Foto: Reprodução)

Abandonados pelos tutores e se reproduzindo de forma descontrolada, dezenas de gatos têm causado transtornos aos visitantes do Parque da Cidade, em Santarém, no oeste do Pará. Segundo quem frequenta o local, o medo é que os felinos transmitam doenças e causem desequilíbrio ambiental.

Bastam alguns minutos caminhando no parque que é possível notar as condições nas quais os animais estão. Alguns aparentam estar doentes; outros estão magros e feridos. De acordo com a coordenação do local, não se tem uma média de quantos animais existem na área.

Para a empresária Rosely da Silva, que mora e tem um empreendimento próximo ao espaço, a preocupação aumenta a cada dia. “Eles acabam indo buscar alimentos nas nossas casas. Como trabalhamos com alimento, os gatos vão toda hora lá, aí temos que estar cuidando, fechando as portas. Incomoda, realmente”, disse.

Até o momento não há estratégias definitivas para controlar a reprodução e abandono dos felinos. As medidas adotadas para reduzir os impactos são feitas em parceria com ONGs, que se responsabilizam pela adoção e castração, informou a coordenadora do parque, Helayne Barbosa.

“Precisamos também da ajuda da população para que eles não sejam abandonados, porque se continuar a vier os gatos ficará um contrapeso”, ressaltou Helayne.
Riscos à saúde

Como a quantidade de gatos é muito grande, a probabilidade do risco de transmissão de doenças aumenta. “O animal abandonado não toma vermífugo e vacinas, aí corre riscos tanto o animal como as pessoas que transitam ali”, explicou a médica veterinária do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Santarém, Alessandra Costa.

Durante o fim da tarde é comum ver pessoa alimentando os animais, na tentativa de ajudá-los, mas a médica veterinária alerta sobre esta prática. “Muita vezes a pessoa quer ajudar e acaba jogando comida, que fica acumulada e atrai roedores, como ratos, gerando um problema sério de saúde pública”, acrescentou.

Em nota, a Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca (Semap) informou que tem buscado parceiras para tentar implementar ações de combate ao abandono de animais – prática que é considerada criminosa. Ainda segundo a secretaria, existe um projeto de castração em estudo para diminuir o aumento demasiado de felinos no Parque da Cidade e que na área do espaço existem placas informando que é proibido alimentar os animais nas intermediações do parque.

Fonte: G1


Nota do Olhar Animal: As pessoas dão comida na tentativa de prestar alguma assistência aos animais, coisa que a prefeitura não faz. Incrível que uma cidade do tamanho de Santarém, com cerca de 300 mil habitantes, não tenha políticas públicas para controle populacional dos gatos e de outros animais. A responsabilidade por problemas de saúde pública é, em grande parte, da própria prefeitura por conta de sua imobilidade. Há inúmeras ações de controle populacional ocorrendo pelo Brasil. Fica a indicação para que as autoridades de Santarém conheçam o método CED (captura, esterilização, devolução): http://www.bichobrother.org.br/

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