Resgatistas se recusam a desistir de pequena pomba com pescoço quebrado

Ela era apenas um bebê – mas eles acreditaram nela.

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Resgatistas se recusam a desistir de pequena pomba com pescoço quebrado
Foto: WildCare / Melanie Piazza

Poucos animais são tão pouco apreciados – ou francamente difamados – do que os incontáveis pombos com os quais nós compartilhamos nossas cidades e subúrbios. Mas, felizmente, há pessoas que acreditam que, não importa quão comum, cada uma dessas humildes aves merecem muito serem salvas.

Aqui está uma pomba que está viva hoje por causa dessas pessoas.

Foto: WildCare / Melanie Piazza

Esta jovem filhote de pomba foi resgatada no mês passado por dois pedestres que a encontraram ferida em uma calçada em Oakland, Califórnia, EUA. Vendo seu pescoço torcido, eles não tinham certeza se ela ainda estava viva – até que ela começou a piar.

Ao invés de deixá-la para sofrer sozinha lá, os bons samaritanos a levaram para o WildCare, uma clínica que é especialista no tratamento de animais silvestres feridos. E ainda bem que eles fizeram isso.

“Somos o único hospital de animais silvestres na Bay Area que realmente trata de pombos”, Melanie Piazza, diretora de cuidado animal, contou ao The Dodo. “A maioria os eutanasia como animais ‘pestilentos’. Nós tratamos todos, então ela veio para cá”.

Logo depois, um raio-x revelou que a pomba estava com o pescoço quebrado, causado talvez por uma batida durante o voo, ou nas mãos de uma pessoa cruel que a tinha descoberto vulnerável no chão.

Foto: WildCare / Melanie Piazza

“Não tínhamos certeza se ela iria sobreviver”, disse Piazza. “Era tinha poucas chances. Qualquer ser vivo com o pescoço quebrado está em perigo. Mas com o fato de que ela ainda podia usar suas patas e suas asas, nós pensamos que ela tinha uma chance. Sua coluna vertebral não estava rompida, então decidimos tentar ajudá-la”.

Essa parte precisaria de algum improviso. Os cuidadores da pomba inventaram um colar cervical com estofamento usado para moldes e uma atadura rosa, leve o suficiente para que ela ainda pudesse andar enquanto se recuperava.

“Nós enrolamos o colar por trás do seu pescoço e por trás de suas asas – como suspensórios, para manter sua cabeça erguida”, disse Piazza.

Foto: WildCare / Melanie Piazza

Dada a seriedade do ferimento, os funcionários do WildCare esperavam que sua recuperação fosse demorar semanas, talvez meses. Mas a pomba provou que eles estavam errados.

Quatro dias depois, enquanto reajustavam o colar, eles descobriram que a ave já conseguia manter sua cabeça erguida quase que completamente.

“Nós estávamos realmente entusiasmados em ver seu progresso”, Piazza disse. “É chocante porque estamos acostumados a ver lesões severas como essa demorando muito mais para sarar”.

Foto: WildCare / Melanie Piazza

Nos dias que se seguiram, a pomba ferida continuou a usar um colar cervical amarelo mais macio até que ela sarasse completamente. Mas no décimo dia, ela já estava forte o suficiente para se juntar a outros dois jovens pombos e se alimentar sozinha.

E sua saúde continuou a melhorar.

Foto: WildCare / Melanie Piazza

Já faz mais de duas semanas desde que a pequena pomba foi resgatada da beira da morte, e sua recuperação está virtualmente completa.

Ela nem precisa mais do colar cervical ou qualquer medicação.

Foto: WildCare / Melanie Piazza

A pomba passará os dois próximos meses no aviário do WildCare, aprendendo a voar juntamente com as outras aves resgatadas como ela. Depois, ela será solta para começar sua vida novamente.

Quando questionada sobre o porquê de dedicar tanto tempo e esforço para ajudar uma ave que, para muitas pessoas, não possui absolutamente valor nenhum, Piazza responde simplesmente:

“É a coisa certa a se fazer. Se há uma vida que está sofrendo, e podemos ajudar a melhorar, é o que podemos fazer para tornar este mundo um lugar melhor. Pode não importar ao mundo como um todo, mas importa para aquele animal em particular”.

Para saber mais sobre o WildCare e descobrir como você pode ajudar, acesse seu website aqui.

Por Stephen Messenger / Tradução de Alice Wehrle Gomide

Fonte: The Dodo

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